Aparte
Opinião - Meu avô, o senhor é um gigante, meu ídolo e meu exemplo

Avô e neto: memória afetiva que vem desde a infância

[*] Luciano Franco Barreto Neto

É difícil escrever pouco sobre meu avô Luciano Franco Barreto, porque vivemos bastante coisas juntos. Mas prefiro iniciar com um resumo do quanto ele é minha referência.

Toda criança acredita em super herói. Todo adolescente passa por uma fase tendo seu ídolo e todo adulto busca para a sua profissão alguém como exemplo.

No meu caso, por todas as fases pelas quais eu passei não encontrei ninguém melhor do que ele para se encaixar nessas posições. Em todas as minhas fases, o avô Luciano Barreto sempre esteve ao meu lado, me foi bússola.

Quando criança, aos sábados ficava ansioso, esperando ele me pegar em casa para passear. Às vezes faltava à aula porque queria participar de reunião com ele.

Lembro-me muito bem que uma vez fomos a Brasília. Naquela época, eu tinha nove anos. Fomos de avião particular para uma reunião que demorou 3 horas e meu videogame obviamente descarregou.

Eu não tinha o que fazer e fiquei observando: me impressionava, mesmo sem entender do assunto, a forma como meu avô falava, os gestos que ele fazia e como liderava os assuntos.

Claro que isso tudo foi um grande aprendizado empresarial e afetivo. Por outro lado, assim que acabou a reunião ele me levou, como fazia de costume, para andar de kart indoor.

Ainda no horário de expediente, meu avô ficava no meio da pista falando ao telefone por algumas horas até que eu decidisse parar de brincar.

É impossível falar de qualquer momento da minha infância sem que ele estivesse presente, e é impressionante como isso me é um marco.

Até hoje, quando me param na rua com ele, várias pessoas perguntam se eu era uma daquelas crianças que sempre andava em sua companhia - porque normalmente ele saía comigo e com meu irmão Wagner Jr, que é mais novo.

De modo que aproveito o espaço e o momento para parabenizá-lo e desejar tudo de melhor. Vejo esses 80 anos do meu avô Luciano Franco Barreto não só como uma mera data de aniversário, mas como um marco de uma pessoa que há quase oito décadas anos vem buscando melhorar o mundo através de tudo o que faz.

Ouço histórias dele da época de faculdade, em que era o líder estudantil e que após a formatura passou a ser uma referência, liderando uma empresa de serviço de saneamento no interior da Bahia e, por fim, entrando no meio empresarial e, de novo, passando a ser uma referência a nível local e nacional no setor da construção civil.

Fico impressionado ao conversar com qualquer executivo ou dono de empresa de construção, de qualquer lugar do Brasil, pelo respeito e pela admiração quando se fala o nome da Construtora Celi ou quando fala especificamente de Luciano Franco Barreto.

Tenho muitísimo orgulho de ter e de carregar o nome igual ao dele. Por um lado, isso me é uma responsabilidade muito grande. Mas por outro, um nome que sem dúvida me confere uma referência exemplar de vida, de conduta e de ação.

Nesta hora eu não poderia deixar de falar do Instituto Luciano Barreto Jr, que é mais uma demonstração do tamanho do coração e da generosidade do meu avô que, através de uma instituição mantida com rescursos exclusivos da família, melhora a vida de cerca de mil jovens sergipanos por ano.

Por tudo isso, só me resta dizer: meu avô, o senhor é um gigante e pode ter certeza que se eu fizer 10% do que senhor fez na sua vida, me sentirei muito realizado.

[*] Além do neto que o artigo enuncia, é engenheiro civil e proprietário e CEO da Construtora Stanza.

 

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