Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Lugar de Manoel Messias de Capela é na cadeia
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Manoel Messias de Capela: contorcionismo para enrolar a todos

Com todo o respeito ao perito criminal Evandro José de Alencar Paton, da Polícia Federal baseado em Sergipe, e ao laudo produzido por ele negando ser de Manoel Messias Santos Sukita a assinatura que abriria mão de uma candidatura dele a deputado estadual caso caísse preso pela segunda vez em 2014, - como caiu - mas o resultado não deve ser levado a sério.

Aliás, não levar a sério esta negativa do laudo do executivo da Polícia Federal não implica nenhuma negação ou depreciação ao perito Evandro José de Alencar Paton e nem à instituição que ele representa, que, afinal presta excelentes serviços ao Brasil no banimento de políticos e empresários corruptos nesta hora.

Implica, isto sim, a necessidade de não se acreditar em nada que venha do entorno, da mente, dos atos e das ações deste cidadão chamado Manoel Messias de Capela. O histórico sócio-político dele é o pior possível. É o mais deplorável possível.

Malazartinhoso do jeito que é, seguramente Manoel Messias de Capela falsificou a si mesmo em sua própria assinatura, intencionalmente para tirar proveito do futuro, como tenta fazê-lo agora. Ao que se passa: em 2014, véspera das convenções, Manoel Messias de Capela cai preso, com muita justiça, acusado numa série de trapaças como ex-prefeito capelense.

Foi acusado de ter sacado mais de R$ 1 milhão da Prefeitura no dia 31 de dezembro de 2012, a 24 horas de passar o cargo o sucessor que lhe era opositor. Claro que é até desnecessário de dizer aqui que prefeito nenhum pode fazer saques em boca de caixa de contas municipais. Que isso é crime clássico - e do crime atribuído a Manoel Messias de Capela tem-se até filmagem.

Manoel Messias de Capela é acusado de ter falsificado assinaturas de dezenas de clientes e fornecedores da Prefeitura Municipal de Capela, sacado cheques emitidos pela Prefeitura Municipal em nome dessas pessoas e instituições e de ter desaparecido com a grana de todos.

O que fez o PSB diante da prisão dele como um dos seus “quadros”? Envergonhado de ter sob seu teto um sujeito de ficha tão suja, tão encardida, aproveitou-se para, numa das solturas que a polícia fez do preso Manoel Messias de Capela, lhe enquadrar: você vai assinar um documento aqui assumindo que se for preso, mais uma vez, o PSB lhe nega legenda para disputar o mandato de deputado estadual.

Manoel Messias de Capela topou e assinou livremente. Dias depois, caiu preso, de novo. Pronto: o PSB fez valer o que oficialmente havia pactuado com ele, tendo inclusive o documento em mãos. Mas Manoel Messias de Capela, que nunca foi de sustentar palavra com ninguém, imediatamente entrou com recursos pedindo uma reconsideração para aquilo que houvera pactuado com o PSB. Não foi acatado pela Justiça.

Verifica-se hoje que naquela assinatura dele, ele falsificou a si mesmo. E agora, gaba-se do fato de o perito criminal Evandro José de Alencar Paton ter detectado que há desencontro naquela assinatura. Desatento, ele nem prestou a atenção para o fato de que o perito não acusou o PSB de nada, e que pode vir daí o recinhecumenyo de que a fraude nasce exatamente de que se diz fraudado.  

Porque sim, há mesmo, o desencontro na assinatura. Mas um erro com cara e DNA de premeditação. Ele certamente falsificou a si mesmo. Vale ficar atento a um dos parágrafos da nota pública da Assessoria Jurídica do PSB: “O presente fato (o laudo do perito) é de causar estranheza, pois o próprio Sukita impetrou Mandado de Segurança em agosto deste ano, tombado sob nº 201700621522, afirmando que somente assinou o Termo de Renúncia porque teria sido coagido por dirigentes do partido”, diz a nota.

Tudo isso se dá bem ao modo do Manoel Messias de Capela por todos os sergipanos conhecido. O que mais agrava em tudo isso é que no momento em que o país está sendo passado a limpo, com Malufs da vida mandados tardiamente à cadeia e em discussão se Lula vai ou não para o xilindró, uma figura torpe do porte nanico de Manoel Messias de Capela esteja se debatendo em busca de direitos que ele seguramente não os tem.

O direito que a nova sociedade brasileira e sergipana espera para gente da folha corrida do porte de Manoel Messias de Capela é o da cadeia clássica, fechada. Sem direito a prisão domiciliar e nem a docilidade das tornozeleiras eletrônicas.

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