Aparte
Opinião - Chegamos ao final de um processo vitorioso 

[*] Dilson Luiz de Jesus Silva

Meus amigos profissionais, empresas, professores, entidades de classe e Aseopp, aqui vai o nosso agradecimento pela soma de esforços em prol de uma mudança de postura do nosso sistema de representação profissional simbolizado pelo Confea, Crea e Mútua.

A campanha que desenvolvemos recentemente foi um período frutífero, pois sentimos presencialmente os anseios de todos da área. Sentimos que conseguimos despertar o entendimento de que a melhoria e a valorização profissionais estão intrinsicamente vinculadas à potencialização das profissões, das engenharias, da agronomia e das geociências, bem como da segurança do trabalho - sendo essa uma bandeira sempre presente no fazer de nossa história.

Ficamos felizes como tudo o que ocorrera. Chegarmos ao final deste pleito com a absoluta certeza do dever cumprido, mesmo diante das ações inconsequentes, ilegais e injustas da atual gestão do Crea, que deveria prezar pela isonomia, lisura e transparência do processo eleitoral e, ao contrário, não o fez.

Isso demonstra o quanto precisamos que as instituições sejam sérias e dirigidas por pessoas de igual conduta. Isso o Brasil precisa, e nosso Estado não pode e deve ser diferente. E não é.

Dessa jornada, somos vitoriosos desde quando já no início do processo fizeram de um tudo para nos impugnar com causa absolutamente inepta, na qual em Brasília mesmo os seus aliados em maioria no plenário do Confea não chancelaram tão grande mediocridade e insensatez, e ali foram derrotados na proposta para a nossa impugnação por 17 X 0.

Vexatório, não? Fomos vitoriosos, ainda, quando enfrentamos as estradas para divulgar a importância do nosso Conselho para os profissionais e para a sociedade. Fomos vitoriosos quando você, colega, parou para nos ouvir. Fomos vitoriosos quando visitamos a imprensa e esta nos recebeu de braços abertos para falarmos do nosso Conselho.

Fomos vitoriosos quando visitamos gestores públicos e discutimos como melhor difundir as nossas profissões e as nossas ações em seus municípios e no Estado. Fomos vitoriosos quando traçamos estratégias de gestão respeitando a multidisciplinaridade do nosso sistema profissional, onde todos foram contemplados e exemplificados, demostrando a sua importância, o nosso conhecimento e o reconhecimento de cada uma das nossas áreas e onde atuam.

Fomos vitoriosos quando apresentamos a todos a importância das entidades de classe e a associação de profissionais, pois só assim teremos alternância e a possibilidade de oxigenação da ações do Conselho com cabeças diferentes, com pluralidade, sem cabrestos, como fizemos no nosso Clube de Engenharia de Sergipe, que nem se posicionou oficialmente, nem se posicionou na prática enquanto instituição por já se ter o pensamento enraizado de que o Clube de Engenharia pertence aos engenheiros no conjunto do pluralismo de ideias. 

Enfim, se todos tivessem feito o que fizemos não seríamos vitoriosos sozinhos, pois nem sempre os atalhos trazem a satisfação aos que ganham, nem sempre os atalhos trazem o orgulho do trabalho desenvolvido para os que levam.

Nem sempre os atalhos trazem a cabeça erguida e o sentimento do dever cumprido aos que ganham. Ou seja, os atalhos “sombrios” e inescrupulosos, destoam o sentido e contribuem para que se perca o sonho de um Sistema Confea-Crea e Mútua sério, responsável, altivo e representativo dos profissionais ali registrados.

Não vamos nos acomodar. Não perderemos a esperança. Se possível, vamos trabalhar as nossas propostas para que a nova gestão as implante, de forma efetiva, pois o nosso objetivo não é dá nome à criança, mas sim participar da sua educação e crescimento por um futuro melhor para todos.

Quero encerrar rendendo homenagens a esta Coluna do competente jornalista Jozailto Lima, aos engenheiros Paulo Primo e Ronald Donald pelo brilhante trabalho e amizade consolidada nesta caminhada, ao meu inestimável amigo engenheiro Florestal e advogado Lucrécio Rocha que, como lhe é peculiar, coordenou a nossa junta jurídica que veio a mostrar o quão pernicioso se torna um processo conduzido por quem não quer ou não pode conduzi-lo.

Quero render homenagens aos amigos Francisco Costa e Geraldo Magela pela sempre disposição e pela marcante presença em nossos trabalhos, Mônica, Altamir, Valdson, Rodrigo, Roberto, Bolívar, Romeu, André, Ângelo, Paulo, Tadeu, Danilo, Elias, Gustavo, Ricardo, Iago, Jobson e tantos outros que caminharam juntos desde o início.

Não poderia deixar de citar o nome do Dr. Luciano Barreto, que, no auge dos seus 80 anos, dá exemplo de amor e luta à causa de nossa Engenharia, quando, podendo estar tranquilo e tendo o descanso merecido em seu lar, saiu às ruas para cultivar o incentivo às nossas profissões, à coletividade, ao engrandecimento da nossa Engenharia, às discussões sobre melhorias e do reconhecimento desta na atuação para o crescimento do nosso Estado e país.

O meu muito obrigado a você que acredita que o sonho se tornará realidade. Que a natureza abençoe a todos - Dilson Luiz, Ronald Donald, Paulo Primo e Paulo Guimarães.

[*] É engenheiro civil, empresário e disputou a eleição pelo comando do Crea de Sergipe no dia 1º deste mês. O grupo dele perdeu.

 

 

Ω Quer receber gratuitamente as principais notícias do JLPolítica no seu WhatsApp? Clique aqui.