Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Marco Pinheiro diz que quer mandato de deputado para defender micro pequeno empreendedor
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Marco Pinheiro: uma visão do papel da Alese hoje

O empresário Marco Pinheiro, PL, presidente da Associação Comercial e Empresarial do Estado de Sergipe - Acese -, disse nesta sexta-feira, 27, que vai tentar um mandato de deputado estadual nas eleições deste ano com a intenção de atender ao micro e pequeno empreendedor sergipano no parlamento estadual.

“Eu sou um pré-candidato em nome da intenção de o micro e o pequeno empreendedor terem um representante legítimo. Não um representante que está preocupado com a nomeação de um diretor de órgão público, com a indicação de alguém para uma Secretaria de Estado”, disse ele, fustigando de perto a atual composição da Alese.

Marco Pinheiro afirma à Coluna Aparte que os empreendedores desse segmento empresarial são meio órfãos de políticas públicas. E condena isso. “Mas sabe por que me preocupo com eles? Porque 86% de todos os nossos empregos não estão nem na indústria e nem no agronegócio. Estão nas micro e pequenas empresas. São negócios que geram de um a cinco empregos diretos”, afirma.

“Como o pequeno empreendedor se regenera por si só, o Governo não enxerga necessidade de fortalecê-lo. Eu estarei preocupado e apoiarei qualquer governador, independentemente de quem ganhe a eleição, que tenha políticas públicas para o micro e o pequeno empreendedor. A economia e a democracia precisam de um parlamento independente”, reforçou.

“Eu sonho, por exemplo, uma realidade nossa como a de Florianópolis, que não tem mais hoje sua principal renda no turismo. Ali sempre foi um destino maravilhoso, mas através de uma política pública criada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, pela Prefeitura da capital e principalmente pelo sistema S, Florianópolis hoje é um centro nacional de startup. Ora, por que nós não podemos ter algo assim?”, questiona.

“Nós somos um Estado pequeno, a nossa malha viária é pequena. Veja o nosso milho: ele não tinha uma condição tributária satisfatória. Eu até brinco com o fato de que ele era plantado de noite, colhido de noite e vendido à noite. Ou seja: existia uma alta carga tributária sonegada nele. Bastou uma política simples, que foi a da equalização do ICMs nosso com o dos demais Estados concorrentes e Sergipe explode como um grande produtor de milho. Por que? Porque ficamos competitivos. Nenhum empreendedor quer sonegar. Ele quer só sobreviver”, avisa.

Presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae em Sergipe e empresário do setor de vigilância, Marco acha que, se eleito, levaria um olhar novo para Alese. “Como empresário e líder classista, sou uma pessoa conciliadora, mas independente. Não tenho nada do que me beneficiar na vida pública. Do ponto de vista comercial, nosso grupo tomou uma decisão há três anos de não termos contratos públicos com o Governo de Sergipe, viemos desfazendo os que tínhamos, e com os municípios do Estado não temos. Só participamos de licitações púbicas no âmbito federal”, diz ele.

“Isso nos torna capazes de fazer uma análise com bastante isenção, independentemente de quem seja o governador de plantão. Não tendo negócios, não tem como ter de pensar entre seu negócio e a sua participação parlamentar”, diz. Para ele, o Parlamento do Estado precisa ter mais a cara da realidade empresarial sergipana.  

“Devemos observar que na Alese não tem um só parlamentar que pague folha de pessoal. O cara que sabe o que é pagar impostos e empregados, terá sempre uma outra visão, principalmente no que diz respeito à carga tributária. Estou chegando na hora certa. Eu trabalho há 20 anos. Quando você tem uma prestação de serviço continuada, quando você criou a Liga de Quadrilhas Junina, quando você é uma pessoa que criou todos os benefícios da categoria de vigilantes patrimoniais deste Estado, isso facilita. Então isso é um leque de coisas que não vou dizer que farei, mas que já fiz e que agora eu vou dizer que quero ampliar”, diz.

Para se candidatar, Marco Pinheiro precisa se desincompatibilizar até o dia 2 de junho dos mandatos que exerce hoje na Acese e no Sebrae.

 

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