Aparte
Alex Gomes, o agressor da advogada na festa de Itabaiana, foi apanhado pelas armadilhas da tecnologia

Adailton Sousa: “Esse tipo de equipamento vale o esforço e o investimento”

As sociedades estão cada dia mais bem vigiadas em seus atos e ações, e foi em virtude disso que o agressor Alex Gomes dos Santos, de 21 anos, não conseguiu sair ileso da agressão física que cometera contra a advogada Luciana Costa na Festa do Caminhoneiro, na segunda-feira, dia 13.

Alex Gomes esteve numa roda de curtição durante um dos shows da festa na qual também estava Luciana Costa. Ali ele a paquerou, não foi aceito por ela, saiu, disfarçou um pouco, mas depois voltou e desferiu um tapa no rosto que quebrou o nariz da moça. O caso chocou Sergipe.

Mas o bárbaro Alex Gomes não contava com o fato de que que ele e mais alguns milhares de pessoas que participavam da Festa do Caminhoneiro estivessem sob monitoramento em alta resolução. Dois dias depois, estava ele em cana.

Alex Gomes foi alvo de um processo bastante eficaz de reconhecimento facial em alta resolução. Não é nada complexo, segundo a justificativa de José Dalisson Alves dos Santos, proprietário da empresa Master Segurança, detentora da tecnologia aplicada no evento em Itabaiana.
“Tivemos a ideia de utilizar a tecnologia de monitoramento em alta resolução em Itabaiana durante a Festa dos Caminhoneiros com o objetivo de demonstrar mais efetividade na segurança. As câmeras podem ser utilizadas em próximos eventos ou mesmo em pontos estratégicos da cidade”, José Dalisson Alves dos Santos.

Segundo fontes da gestão do prefeito de Itabaiana, Adailton Sousa, municípios como Nossa Senhora do Socorro já manifestaram interesse em usar essa mesma tecnologia em seus eventos de massa. E não teria grandes segredos na tecnologia aplicada para esse tipo de reconhecimento facial em alta resolução.

É uma tecnologia embarcada na própria câmera com ajuda dos softwares Defenser e Intelbras, que facilita o manuseio do equipamento colocado na praça. “Esse tipo de monitoramento existe há um bom tempo fora do Brasil. Em nosso território, cidades como São Paulo já utilizam o monitoramento em alta resolução em metrôs, por exemplo”, diz Dalisson Alves.

“Porém percebemos que esse tipo de reconhecimento é essencial em eventos festivos, o que ficou comprovado no polêmico caso de Itabaiana. Tivemos várias câmeras em locais diferentes da festa e em todas as entradas dela. O gravador tem o chamado banco de dados, onde constam armazenadas todas as fotos de todas as faces das pessoas que adentraram à festa. A partir disso, a moça que foi vítima relatou as características do agressor e iniciamos um trabalho de busca até a vítima reconhecer”, reforça Dalisson Alves.

Deram com os burros sobre a carcaça de Alex Gomes, que se prestou ao papelão pouco convincente de aparecer com uma Bíblia debaixo dos braços, jurando bondades e arrependimento e pedido perdão a Luciana. Imerecedor.

“Esse tipo de equipamento vale o esforço e o investimento. Não fosse por ele, possivelmente o agressor estaria a salvo e são ainda hoje, e pessoas outras que foram acusados estariam pagando pelo ato agressivo dele”, reconhece Adailton Sousa, prefeito de Itabaiana.

 

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