Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Padre Inaldo falou: “Herança de Fábio travou e engessou Socorro”
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Padre Inaldo Luis da Silva: sai do silêncio e apresenta uma dura fatura

Aparte - Prefeito, como é que foi o seu primeiro ano de gestão em Nossa Senhora do Socorro?
Padre Inaldo -
Nós avaliamos como um ano muito positivo. Estabelecemos metas para diversas pastas, que foram cumpridas, e já notamos muita mudança em diversas áreas. Nas pastas que mais nos preocupavam quando chegamos e que colocamos como prioridade - Educação, Saúde, Assistência Social e Infraestrutura -, fizemos um bom trabalho e vemos que elas deslancharam. Porém, é claro que queríamos ter feito ainda mais e que se não conseguimos isso foi por causa da crise que nos afeta demais.

Aparte - Até que ponto a crise altera a expectativa dos gestores?
PI -
A crise financeira pela qual o Brasil atravessa é muito séria e tem travado as ações dos municípios. Em 2017, a crise atingiu em cheio o Brasil e neste meio quem mais sofre, sem dúvida nenhuma, são os municípios que, na divisão tributária, é quem recebe a menor fatia. Mas tem a obrigação de prestar os serviços fim à população. Isso tem sido terrível. E justamente por causa da forte crise, avaliamos que o ano para a nossa gestão foi positivo, isso porque mesmo sem dinheiro, conseguimos avançar muito.

Aparte - Em que aspectos ou áreas?
PI -
Implementamos importantes programas na saúde, na educação, a assistência social muito bem serviu a todos. Pagamos todos os salários dos servidores dentro de cada mês trabalhado e reajustamos os salários com percentual acima da inflação. Realizamos o maior Forró Siri de toda a história, recolhemos mais de 70 mil toneladas de lixo das ruas; estamos construindo uma nova UPA - Unidade de Pronto Atendimento; reformamos e ampliamos escolas; renovamos a frota de ambulâncias do municípios as adquirindo com recursos próprios (quando nós chegamos a frota estava totalmente sucateada), entre tantas outras ações.

Aparte - A herança deixada pela gestão de Fábio Henrique teve que contribuição para as complexidades desse seu primeiro ano?
PI -
Teve a contribuição de travar, de engessar, ainda mais o município. A dívida que nós pegamos é de cerca R$ 210 milhões. Só na Receita Federal, são mais de R$ 130 milhões. Nós tivemos que negociar boa parte da dívida e somos obrigados a pagar mensalmente as dívidas com a Receita Federal, os precatórios. Também pagamos mensalmente as dívidas de água, energia elétrica, telefonia. Além disso, estamos ainda negociando com os mais diversos fornecedores a quem a Prefeitura ficou devendo nas gestões anteriores. Ou seja, o dinheiro que nós poderíamos estar investindo em obras para a população, temos que pagar de dívida. É uma situação muito delicada.

Aparte - O senhor não acha que pesou na mão na contratação de cargos em comissão?
PI -
Para se ter uma ideia, hoje a Prefeitura de Socorro tem menos Cargos em Comissão que em junho de 2016, véspera da eleição municipal. Portanto, não houve contratação exacerbada. Nós mantemos uma média, ocupando somente os cargos que são essenciais ao funcionamento da máquina pública. Neste momento, inclusive, estamos num processo de redução de despesas, demitindo comissionados e contratados, além de cortando gratificações. Com isso, estamos reduzindo a folha de pagamento gradativamente.

Aparte - Procede que é sua intenção não estar no bloco dos governistas na eleição de Governo se Fábio Henrique tiver espaço na chapa majoritária deles?
PI -
Não há nada definido. Não fomos procurados por grupos para discutirmos as eleições. Na hora certa discutiremos.

Aparte - O senhor confirma a pré-candidatura da secretária municipal de Assistência Social Maria do Carmo Paiva Carminha a deputada estadual?
PI -
O nosso bloco terá, sim, candidato. Somos um município grande e ter um representante na Assembleia será muito importante para que ele na Assembleia ajude ainda mais o nosso povo. No nosso grupo temos ótimos nomes. Pessoas responsáveis e que têm mostrado muito compromisso com Socorro. Um desses será o nosso candidato, mas ainda não é hora de apontar nomes e sim de trabalhar para o povo.

O Padre Inaldo Luis da Silva, prefeito de Nossa Senhora do Socorro pelo PC do B, finalmente saiu da sacristia do silêncio e falou ao JLPolítica através de uma micro entrevista a esta coluna Aparte.

E o Padre Inaldo não veio com hóstias nas mãos. Para ele, a herança deixada pela gestão de Fábio Henrique “teve a contribuição de travar, de engessar, ainda mais o município”.

“A dívida que nós pegamos é de cerca R$ 210 milhões. Só na Receita Federal, são mais de R$ 130 milhões. Nós tivemos que negociar boa parte da dívida e somos obrigados a pagar mensalmente as dívidas com os precatórios. Também pagamos mensalmente as dívidas de água, de energia elétrica, de telefonia”, diz.

“Além disso, estamos ainda negociando com os mais diversos fornecedores a quem a Prefeitura ficou devendo nas gestões anteriores. Ou seja, o dinheiro que nós poderíamos estar investindo em obras para a população, temos que pagar de dívida. É uma situação muito delicada”, afirma o Padre prefeito. Mas não é só disso que Inaldo trata. Ele fala também de feitos. Vale a pena a leitura.

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