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Utopia da direita: apoiadores de Lúcio Flávio querem eleger quatro deputados federais em 2022

Lúcio Flávio Rocha: surfando nas altas ondas da utopia

Para isso, empresários estão coordenando a criação de um novo agrupamento político de direita no Estado de Sergipe. Em reunião nesta terça-feira, 8, com os presidentes estadual e municipal do Avante, um grupo de empresários sergipanos dos segmentos da indústria, comércio e serviços e até do agronegócio apresentou um plano de construção de um novo bloco político de direita em Sergipe.

Este grupo quer começar a atuação com a candidatura do publicitário Lúcio Flávio Rocha para prefeito de Aracaju agora em 2020, mas já mira a eleição do Estado em 2022. “Vamos para a disputa de Aracaju agora em 2020 pensando em Aracaju em 2020. Mas já temos um olhar voltado para mais à frente, com os nossos apoiadores se programando e querendo eleger quatro deputados federais em 2022. Da minha parte, acho isso plenamente possível e provável”, diz Lúcio Flávio.

Tudo isso se dá, segundo Lúcio Flávio, por um lado, pela empolgação com a atuação do presidente da República, Jair Bolsonaro, e por outro, pela inconformidade com a atuação do governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, e do prefeito da capital, Edvaldo Nogueira em virtude das restrições impostas às atividades empresariais. Daí que esses empresários sergipanos decidiram mergulhar de cabeça nestas eleições e já pensando na próxima.

“Vamos empenhar todas as nossas forças para que nunca mais tenhamos gestores como Edvaldo Nogueira e Belivaldo Chagas quebrando os nossos negócios e causando tanto desemprego”, afirmam, mas meio que sem uma autoria específica.

Após o apontamento de um sergipano integrante do time de Bolsonaro como vice na chapa de Lúcio Flávio pelo partido Avante, os empresários fecharam o alinhamento com o Governo Federal e seguirão para a estruturação da campanha e das alianças. O nome desse bolsonarista é Davi Calazans, ex-assessor da ministra Damares Alves.

Lúcio Flávio havia colocado seu nome pessoal à disposição para disputa de uma candidatura a vereador da capital até ser convencido por integrantes de seu agrupamento chamado Brasil200 e por amigos empresários de que seu nome deveria disputar a Prefeitura.

Imodesto, Lúcio Flávio diz que mudança de rota “deixou o tabuleiro destas eleições completamente indefinido”. E a aposta em uma reprise da polarização das últimas eleições presidenciais, diz ele, é alta. “Assim como é alta também a popularidade do presidente Jair Bolsonaro em Aracaju”, contabiliza o moço direitista.

Não custa lembrar aos leitores que, diferentemente do que afirma Lúcio Flávio, Jair Bolsonaro levou de Fernando Haddad, PT, uma big surra eleitoral em Aracaju no segundo turno das eleições presidenciais de 2018. Foram 155.892 votos do petista contra 139.603 de Bolsonaro.


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