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Jozailto Lima

É jornalista há 43 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica.

PT de Sergipe torna oficial apoio à reeleição de Fábio Mitidieri. Não haverá candidatura de Carol Rejane ao Governo  
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Carol Rejane: fora da disputa, mas PT não tem isso como uma derrota

O Diretório Estadual Partido dos Trabalhadores de Sergipe votou na reunião do último sábado, 9, pelo apoio do partido à reeleição do governador Fábio Mitidieri, PSD, e deixou de lado a ideia de uma das correntes petistas de lançar a jornalista Carol Rejane ao Governo do Estado de Sergipe.

A corrente Articulação de Esquerda, apoiada pela ex-deputada Ana Lúcia Menezes, não saiu vitoriosa das discussões do partido, que votou em peso junto ao agrupamento do senador Rogério Carvalho. Muita gente entende que as pretensões da corrente que apoiava Carol foram rejeitadas, mas Candisse Carvalho alerta que a palavra rejeição “não se aplica” as atitudes internas do PT.

“No PT, cada corrente apresenta o seu posicionamento e quando se tem posicionamentos diversos não tem derrota, tem exposição desses posicionamentos e votação pela preferência. O PT é isso. É por isso que existem correntes, para que a gente tenha posições diferentes”, diz ela.

A pré-candidata a deputada estadual salientou a importância dos debates internos e disse que o que se mostrou na reunião do fim de semana “é mais uma prova da vanguarda feminina do partido”. “Acho extremamente importante a companheira Carol ter se colocado à disposição da disputa”, admite Candisse.

“Isso tudo mostra a pluralidade do PT e esse é o melhor alicerce do partido que sempre está em notoriedade pelas suas disputas e que se mantém nessa vanguarda de apresentar candidaturas femininas em todos os pleitos”, reforça Candisse.

Com o apoio à reeleição de Fábio definido e a entrada de Rogério Carvalho na chapa governista para o Senado, a ex-candidata à Prefeitura de Aracaju em 2024 diz que o apoio ao PSD tem como foco a manutenção do sistema democrático.

“A partir da apresentação da candidatura da Carol, há um debate sobre temas da sociedade sergipana que estão ali embutidos na exposição daquela candidatura. Não é rejeitar o nome da Carol. É entender que a prioridade é preservar a democracia e a reeleição do presidente Lula para garantir as melhorias e a transformação na vida do povo brasileiro”, diz ela.

Candisse se coloca como uma porta-voz disposta a mostrar que, enquanto partido democrático, o PT sabe o momento de debater e o momento de arregaçar as mangas e partir para a realidade do pleito.

“As pessoas costumam interpretar de uma maneira equivocada o modo de agir do PT. Acham que as diferenças de posições que acontecem internamente são divergências que vão ser levadas para a sociedade. Não vão. A gente briga, a gente bate lata, mas na hora de ir para a rua, depois da definição, vai-se pela definição”, diz ela.

“Queremos um novo olhar sobre o Partido dos Trabalhadores, sem essa coisa de só disputa, de lado de Márcio Macedo, de Eliane Aquino e lado de Rogério Carvalho. Não. A gente é muito mais do que isso”, explica Candisse.

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