Aparte
André Moura e seu poder simbólico

André Moura: o seu poder simbólico fala cada vez mais alto

[*] Alex Nascimento

André Luis Dantas Ferreira tem 45 anos de idade e 27 de experiência profissional. Compõe o típico perfil temporal do trabalhador brasileiro.

Mas André Luis Dantas Ferreira é Moura e não é um trabalhador comum. É líder do governo federal, um dos mais importantes cargos políticos da República, fundamental para o seu funcionamento.

A condição exige habilidade e destemor, inclusive quanto ao risco de caminhar na contramão da história que os brasileiros querem construir, posto o governo que representa.

Seu ambiente de trabalho é onde se travam as mais duras batalhas de poder. O poeta simbolista Augusto dos Anjos nos lembra que o homem que vive entre feras sente inevitável necessidade de fera também ser.

No caso de André Moura, ele não sente necessidade. O ser político Moura é, todo ele, também fera. André tem direção certeira do destino que traça como político. Desliza com desenvoltura pelo tapete verde do Congresso, aproveita o momento para consolidar o maior poder simbólico que um político sergipano foi capaz de conquistar na história recente do Estado.

Como diria Pierre Bourdieu, somente com a cumplicidade dos que se sujeitam ao poder e com a cumplicidade daqueles que o exercem é possível executar determinada atividade, segundo procedimentos e padrões fundamentais para se atingir os resultados. O poder simbólico de Moura fala cada vez mais alto.

[*] É jornalista e professor.