Aparte
Opinião – Por uma renda justa circular que evite a fome

[*] Vinícius Oliveira

O coronavírus escancarou de vez as desigualdades sociais em Aracaju, em Sergipe e no Brasil. Com coisas simples: quem realmente tinha casa pra ficar? Quem realmente tinha água na sua comunidade para lavar as mãos? 

Nós do PSOL, com nossos parlamentares federais, lutamos pela aprovação da renda de R$ 600 desde o início da pandemia de coronavírus, o que impediu que 115 mil aracajuanos passassem fome.

No Rio de Janeiro, de onde recebemos com muito orgulho o apoio de Marcelo Freixo à nossa candidatura, a bancada do PSOL aprovou uma renda estadual complementar de R$ 500, fechando um salário mínimo para quem recebeu o auxílio.

Sim, enquanto não tiver trabalho para todos, é necessário propor políticas que garantam nossos direitos e uma renda justa que garanta dignidade.

Uma renda mínima que evite que mais pessoas voltem a passar fome, fato que só cresce no Brasil nos últimos anos - basta abrir os olhos e enxergar a realidade em cada sinal de trânsito e nas ruas das cidades. Voltamos ao mapa da fome!

Por isso, defendemos uma renda justa federal e propomos uma renda justa municipal. As pessoas que recebem Bolsa Família e o auxílio emergencial, em sua maioria jovens, mães solteiras e desempregadas, precisam mostrar sua força pra impor que qualidade de vida é acabar com a fome, com o desemprego e com o desespero.

Assim também reduziremos a violência nas comunidades, inclusive a violência contra as mulheres, que são quem mais sofrem com essa dura realidade. 

Em Aracaju, nos bairros Jardins e 13 de Julho, a média de renda por família é de quase R$ 7 mil, enquanto que no Coqueiral, Japãozinho, Santa Maria e Porto Dantas essa renda gira em torno de R$ 500. Existem duas cidades em Aracaju.

Dentro da pandemia, cerca de 115 mil aracajuanos necessitaram do auxílio emergencial para não morrer de fome. O direito à renda é necessário para efetivar a lei do salário mínimo dentro do trabalho informal nas cidades, um valor possível de um salário mínimo como incentivo de cartão circular que cadastrasse os pequenos empreendedores das comunidades e ganhasse vantagens pelo estímulo à economia solidária da comunidade. Uma economia circular na cidade.

Apesar de a direita negacionista, a pandemia de coronavírus tem muito a nos ensinar. É preciso investir em saúde e educação públicas de qualidade, colocar a comunidade acima do lucro, o interesse público e comum acima dos privados. Essa é nossa cara e nosso compromisso político. Nós seremos uma bancada comunitária.

[*] É jornalista, mestre em Comunicação e Cidade, militante do Movimento Comunitário TUDO para TODOS, filiado ao PSOL e co-candidato da bancada comunitária para a Câmara Municipal de Aracaju.

 

 

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