Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Renato Brandão diz que está politicamente limpo e vai tentar ser deputado ano que vem
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Renatinho Brandão: preparando os espaços para 2022

Nas décadas de 1990, do século passado, e de 2000, deste, o advogado José Renato Vieira Brandão, o Renatinho Brandão, que vai fazer 60 anos no próximo dia 13 de setembro, chamou a atenção com a obtenção meteórica de quatro mandatos eletivos encangados - dois de deputado estadual - 1990 e 1994 -, e dois de prefeito da cidade Propriá - 1996 e 2000 -, uma das mais prósperas de Sergipe. Foram três pelo PT e um pelo PPS.

Mas, meteoricamente assim como chegou e reinou por 14 anos, Renatinho Brandão desintegrou-se e escafedeu-se da cena. Não desapareceu de um tudo porque continuou tendo voz ativa na sucessão municipal propriaense, ajudando a prefeitos e dando pernadas no dia a dia da política do lugar. Teve até problemas de impedimento político eleitoral.

Mas agora, alegando que está em paz com a Justiça Eleitoral, Renatinho Brandão afirma que vai tentar de novo uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe na eleição do ano que vem. Serão 28 anos depois da obtenção do último mandato de 1994.  

“Estou, sim, querendo alguma coisa para 2022. Basicamente, acho que Propriá precisa de uma representação política arrojada na Assembleia e que defina melhor a necessidade que essa cidade tem de politicamente ser mais olhada”, teoriza Brandão.

“Propriá sempre foi o centro de desenvolvimento da região do Baixo São Francisco. Mas é uma cidade que ao longo dos últimos anos tem decaído, tem encolhido e tem oferecido poucas oportunidades para a sua população. É uma cidade que não tem emprego, que vive dependendo da Prefeitura ou dependendo de um comércio combalido, com muita dificuldade, e um turismo que definha”, radiografa Renatinho Brandão.

“O prefeito Valberto de Oliveira Lima agora parece que está com um projeto nessa área de turismo que pode ser que avance alguma coisa. Mas ainda é um projeto. Ainda está buscando recursos, buscando emendas e realizando a elaboração de medidas”, diz.

Quando militou no PT, Renatinho tinha ar de estrela. Era vistoso, respeitado. Ele, ao lado de Ismael Silva, sucedera naquele mandato de 1990 a dois nomes do PT, dois Marcelos - o Ribeiro e o Déda. Aquele eleito em 1986 com as sobras dos votos deste. O destino de Ismael foi mais trágico que o de Renatinho e ele esboroou politicamente.

Renato Brandão admite que tudo que pensa para 2022  são planos, projetos e planejamentos. Mas ainda se guarda nas capas de algumas imodéstias. “Eu não tenho dúvida de que toda a minha história construída em Propriá e no Estado é uma bagagem para postular esse mandato de deputado estadual. Eu não tenho dúvida do meu potencial como representante dessa perspectiva nova de Propriá de que falo”, diz Renatinho.

“Acho que a minha trajetória foi de sucesso e que deixou muito de positivo na sociedade sergipana. Claro que isso tem muitos anos e vou ter de reencontrar a juventude do Estado para poder relembrar tudo aquilo que foi feito na nossa época com um mandato de oposição na Assembleia Legislativa, mas trazendo para pauta discussões temáticas importantes que ajudaram ao desenvolvimento do Estado, ao resgate e ao respeito fundamentais da sociedade”, diz Renatinho

Em 1996 elegeu prefeito e em 2000 reelegeu prefeito de Propriá. “Foram 14 anos ininterruptos de mandatos e com um bom resultado. Tanto é que, apesar de tanto tempo fora, enquanto político apoiador, o meu nome continua presente. É forte na cidade, é forte na região. Esses quatro mandatos não foram todos pelo PT. Só os dois primeiros de deputado e o primeiro de prefeito fui pelo PT. O segundo de prefeito, pelo PPS”, afirma

Renato Brandão diz que hoje está sem filiação partidária, garante que já não responde mais a processo por improbidade, afirma que “está limpo” e “querendo retomar essa atividade política no Estado ano que vem”. “Eu estou sem partido aí e pensando pro qual vou. Estou conversando com amigos, ouvindo opiniões e pensando. Ainda não me defini. Agora tudo é projeto, não está nada definido ainda. Nós estamos conversando, estamos tentando nos organizar, que a disputa não é mole, tem muitos nomes aí que estão pleiteando também e estão vindo pesados. Mas vamos ver o que que vai dar”, diz.

Em 2018, votou no candidato a deputado federal Fábio Mitidieri, mas não está certo de que pode ir pro PSD. “Não está tão claro isso ainda não. Estamos lutando e discutindo. Me dou bem com Fábio, mas me dou muito bem também com políticos de todo o Estado, assim como com Rogério Carvalho. Estamos aí na luta e vamos ver o que que vai dar daqui pra lá”, afirma.

 

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