Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Senadora Maria do Carmo nega intenção de disputar quarto mandato. “Não estou doida. Ainda”, diz
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Maria do Carmo admite que José Carlos Machado está malhando em ferro frio

Toda uma ação da mídia política de Sergipe que tem colocado a senadora Maria do Carmo Alves, DEM, como uma pré-candidata a um quarto mandato em 2022 não passa de um forçar de barra. É inócua e sem razão.

Isso quem garante é a própria Maria do Carmo, em conversa exclusiva com esta Coluna Aparte. “Eu não estou doida. Ainda. E nada me fará mudar. Não tem nenhum mecanismo que possa me fazer voltar atrás e disputar um quarto mandato. De jeito nenhum”, diz ela.

Maria não topará essa empreitada nem com um certo avivamento da memória político-afetiva sergipana em relação a ela e à sua família a partir da morte recente do esposo, o ex-governador de três mandados João Alves Filho, quase canonizado com a partida - inclusive por opositores clássicos dele.

“Nem assim. Não usaria desse expediente, de jeito nenhum”, refuta Maria do Carmo, naquele jeitão lacônico de ver as coisas e sobretudo de falar delas.

Quem mais tem propagando a possibilidade uma Maria candidata em 2022 é o ex-deputado federal José Carlos Machado, presidente da Executiva Estadual do DEM em Sergipe. Machado não age errado. Ele está usando o nome de Maria para adubar a horta futura do seu partido. É da política.

Mas Maria vai direto na canela disso - e dele. “Olhe, eu já disse a José Carlos Machado que não estou doida não. Eu vou fazer agora em 2021 os meus 80 anos. A eleição é em 2022, e eu iria para ela com 81. Se eu ganhar, vou acabar o meu futuro mandato com quase 100 anos (risos). Com 90. Portanto, a candidatura não me interessa de jeito nenhum”, reforça Maria.

Ficou claro, ou resta alguma dúvida? No dia 23 do próximo mês de agosto a advogada Maria do Carmo do Nascimento Alves fará os 80 anos aos quais se refere. “Eu estou há 22 anos em Brasília como senadora, e depois eu quero descansar. Acabou-se”, diz ela.

Mas nem mesmo a perspectiva de entrar para a história como a única pessoa sergipana a obter quatro mandatos no Senado, pode lhe fazer mudar de planos?

“Não. Eu já entrei para a história, porque até mim Sergipe nunca havia tido uma mulher no Senado. E isso me contempla. Na vida de Sergipe, eu sou a única pessoa que pulou da Habitacional, da vida privada, para o Senado”, diz Maria.

E com a mesma transparência com que diz não ter intenção de candidatar-se a mais um mandato, Maria do Carmo revela que nutre a intenção de trabalhar para eleger uma pessoa do seu grupo para a vaga que ocupa hoje em nome de Sergipe.

“Se eu puder fazer esse sucessor, eu quero. Pretendo deixar alguém como sucessor e que faça um bom trabalho. Nós estamos aí pensando que Luciano Nascimento, o Luciano de Menininha, pode ser o candidato a senador. Machado vai ser candidato a deputado federal”, diz ela.

Maria do Carmo Alves foi eleita senadora em três eleições de uma vaga única - para o Senado, numa eleição elege-se dois senadores e na outra, apenas um. Ela levou os mandatos em 1998, 2006 e 2014, e não vê nenhuma supremacia nesses três fatos.

“Eu apenas acho que foi bondade do povo de Sergipe para comigo. Não quero achar que essa vaga de 2022 será mais difícil do que foi nas três vezes em que fui eleita. Se a pessoa futura candidata quiser começar a trabalhar de agora, mostrando o que já fez e tudo o mais, eu não acho que tenha dificuldade não”, prevê.

“Agora, quem quiser essa vaga única de 2022 tem de começar a trabalhar de agora, mostrando o que já fez da vida e ainda mais o que pretende politicamente fazer dela. E que seja uma pessoa séria. Uma pessoa que sempre andou nos trilhos da vida”, prescreve.

 

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