Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Valmir de Francisquinho: “Nunca fiz política com Sukita, não faço e nem nunca farei”
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Valmir de Francisquinho: “Não há nenhum acerto ou pacto político meu com Sukita. A chance é zero”

Quem faz estas afirmações aí acima no título desta nota é o ex-prefeito por dois mandatos da cidade de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, rechaçando divulgação feita por Manoel Messias Sukita Santos, ex-prefeito de Capela condenado pelo Poder Judiciário de Sergipe a alguns anos de prisão por corrupção ativa, tendo puxado inclusive um bom tempo de cadeia.

Os dois se viram num jantar em Capela medido por um vereador irmão dos ex-detento capelense na última segunda-feira, 10, e nesta terça, 11, Sukita se banqueteou com uma nota no Instagram bem naquele estilo Pinóquio e falacioso que todo o Estado de Sergipe reconhece nele.

A começar pelo título da publicação: “O encontro mais esperado pelo povo sergipano aconteceu ontem em Capela”. Na versão de Valmir de Francisquinho, está muito longe de ser “o encontro mais esperado pelo povo sergipano” e muito menos uma pactuação política-eleitoral futura entre ele e Sukita.

“Sukita não tem a menor autorização para falar de política comigo e nem de candidatura futura minha. Nada. Esse Sukita é um mau caráter. Ele não tem nenhuma autorização para anexar a minha imagem à pessoa dele”, descarta o itabaianense.

“Eu estava em Capela e ele me pediu para ir à casa dele. Fui, de forma educada - porque sempre fui assim com todo mundo, não tenho inimizade com ninguém. Mas não tratei com ele de nenhuma assunto político, como ele depois divulgou”, disse Valmir.

“Aliás, eu nunca fiz política com Sukita, não faço e nem nunca farei. Nunca fiz em Capela e nem em lugar nenhum de Sergipe. Não há nenhum acerto ou pacto político meu com ele. A chance é zero. Eu respondo por meus atos e minhas gestões. Não sei nada de gestões do senhor Sukita”, completou Valmir, em fala exclusiva para esta CoIuna Aparte.

Uma nota chegada à Coluna Aparte oriunda da assessoria do ex-prefeito Valmir de Francisquinho confirma que ele jantou mesmo na noite desta segunda-feira com o ex-prefeito capelense. “       A convite do vereador Santos, PL, de Campo do Brito, que é irmão do ex-prefeito de Capela”, mas, “sem acertos políticos em mesa, a conversa foi amigável”, pondera a publicação.

A julgar pela reação de Valmir de Francisquinho nesta terça-feira, deve ter sido “amigável” e indigesta, porque ninguém que leve política a sério e tenha um mínimo de sanidade mental senta-se para jantar com Sukita, o político mais corrupto de Sergipe e, justamente por corrupção, condenado em primeira instância, pelo que deveria ainda estar cumprindo pena.

Ao ir ao rega-bofe com um melado Sukita, Valmir dá demonstração de ter agido ao calor da emoção. Ou sob forte desavisamento. Parece não ter calculado o tamanho do erro do passo. Certamente vem desse reconhecimento o duro rechaço que Valmir faz à divulgação que o Sukita do ego inflado promoveu do encontro.

Sukita roubo intensa e descaradamente enquanto prefeito de Capela, foi condenado e preso por essas diabruras e “está livre” por causa de uma decisão questionável do Supremo Tribunal Federal, que mandou para casa uma enorme cabroeira de corruptos nacionais que estavam trancafiados por decisões de primeira instância.

Sukita está “livre” da cadeia, mas ainda condenado e sem direitos políticos e eleitorais ativados. É um sujeito de cuja companhia dez entre cada 11 políticos sergipanos querem se desviar largamente. Bem faz Valmir ao tentar passar o borrão sobre o encontro da segunda-feira.   

 

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Paulo da Conceição silva
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