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O BERNE DA COISA (SUBCUTÂNEO)
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Poema Jozailto Lima/Ilustração Ronaldson

uma larva de palavras insiste.
 
a mão, por vezes cambaia, se nega
e a memória empena e resiste.
 
mas o poema, berne doido,
sempre salta, entre o pus
e o sangue, a modo praga
que buscasse em qualquer mão
uma porção de qualquer alpiste.
 
sim sei sinto: é mero poema.
 
fruto e picada de incerta mosca doida,
algo feito barranco triste
amparando extratos de nada,
nenhuma água, erosão qualquer,
beira alguma - que o poema
não salva o poeta nem ninguém.
 
é, sim, mero poema, berne doido
à beira d’alma, à flor da pele, e da pena.
 
Do livro “Viagem na Argila”, edição do autor, gráfica J.Andrade, Aracaju, Sergipe, 2012.

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Telma
Poeta e poesia de excelência
Marcelo Valois
Enquanto os tontos - e são tantos - mantém o couro da cara lisa, botoxado; é do lombo do poeta, coitado, que brota a flor da inquietude. Inspiração varejeira. A moça feia de asas translúcidas que pousa na sua sopa. Mais um texto soberbo, caro Joza!
MARIA CRISTINA DA SILVA
Pelo poema.