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PERDIGÃO VIÚVO
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Poema Jozailto Lima / Ilustração Ronaldson

o perdigão pergunta
por sua perdiz ao perdiguinho:
- por onde anda, por onde? 

ao longe - pá - um tiro abafa
a resposta do perdiguinho, orfinho. 

(Do livro “A Flor de Bronze e Outros Poemas de Mediamor”, Feira de Santana, Gráfica do Feira Hoje, 1986).

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Telma
Fazer de algo trágico e triste beleza é para poucos. Jozailto Lima e Ronaldson são desses. Viva a poesia!
Ariosto
No Brasil há leis duras para quem mata esses bichinhos lindos, frouxas para os homens que se extinguem e elástica para os políticos que nos roubam qualidade de vida. Abraços e um lindo domingo
Noedson Valois
São perdizes que perdemos.
Maruze Oliveira Reis
A poesia- arte- faz enxergar na morte de uma perdiz a morte inteira. Plagiando Marguerite Duras em: A morte do jovem aviador inglês "A morte de qualquer pessoa é a morte inteira. "
Maria Helena Melo Santana
Poeminha singelo e com bastante simbologia. Quem são os perdiguinhos orfinhos? Os filhos da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, os filhos do tráfico no Brasil, os filhos da fome na África etc etc. Amei!