Politica & Economia
Saumíneo Nascimento

Saumíneo Nascimento é economista, bancário de carreira pelo BNB e diretor-Executivo do Grupo Tiradentes. 

Nascem mais homens do que mulheres em Sergipe
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Cresce o número de mulheres acima de 40 anos que estão tendo crianças em Sergipe

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - disponibiliza periodicamente as estatísticas do registro civil no país, apresentando dados sobre os fatos vitais ocorridos no Brasil. Reúne a totalidade dos registros de nascidos vivos, óbitos – incluindo os fetais -, bem como os casamentos, informados pelos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, e os divórcios declarados pelas Varas de Família e Cíveis, Foros e Tabelionatos.

Nesta abordagem que farei adiante tratarei das informações sobre os nascimentos ocorridos em Sergipe de 2014 a 2018 - um período de cinco anos, pois ainda não temos os dados do ano de 2019.

No período de 2014 a 2018 nasceram vivos em Sergipe 170.486 pessoas, o que chega a uma média aproximada de que nascem em Sergipe anualmente aproximadamente 34.000 pessoas. Neste período, o ano em que mais sergipanos nasceram foi o de 2015 (35.008 pessoas). O ano em que nasceram menos foi o de 2016 (32.507). Em 2018, o número de sergipanos nascidos vivos foi de 34.418 pessoas.

Suponho que tenhamos tido um menor número de nascimento em 2016 por causa do surto do vírus Zica, que ocorreu entre abril de 2015 a novembro de 2016, então, como os nascidos em 2016 até os primeiros nove meses suas mães engravidaram em 2015, imagina-se que referida epidemia que foi forte na região Nordeste tenha influenciado negativamente no nascimento de sergipanos em 2016.

Em Sergipe, nascem mais homens do que mulheres - e isto foi observado em todos os cinco anos analisados, mesmo que a diferença em ternos percentuais seja pequena - 51,3% foram homens e 48,7%, mulheres. Nestes cinco anos, nasceram 4.496 homens a mais do que  mulheres (87.491 e 82.995, respectivamente).

Um dado interessante apresentado pelo IBGE é o da idade da mãe na ocasião do parto. Em Sergipe, a idade em que as mulheres parem mais filhos é de 20 a 24 anos. Analisando o dado mais recente disponível, o ano de 2018, verifica-se que 24,9% das mulheres que tiveram filho estavam nessa faixa etária – a idade em que as mulheres mais tiveram filhos em 2018 foi aos 22 anos.

A segunda faixa etária em que as mulheres sergipanas têm mais filhos é 25 a 29 anos, 22,3%; depois 30 a 34 anos, 19,1%; em seguida 15 a 19 anos, 17,3%; na sequência 35 a 39 anos, 11,5%; em seguida, 40 a 44 anos, 3,0%; menos de 15 anos, 1,0%; 45 a 49 anos, 0,25%; e 50 ou mais, 0,07%.

Cabe registrar que, nessa distribuição etária em que as mulheres em Sergipe parem, a faixa etária de até 15 anos vem passando por um declínio anual. Por outro lado, cresce anualmente o número de mulheres acima de 40 anos que estão tendo crianças em Sergipe. Para exemplificar, no ano de 2014, nasceram em Sergipe 928 crianças de mães com mais de 40 anos; já no ano de 2018, o número foi de 1.150, um crescimento de 23,9% em relação a 2014.

Nem todas as mães que tiveram crianças em Sergipe são sergipanas. No ano de 2018, elas representaram 86,2%; seguidas de baianas (4,8%); alagoanas (4,7%) e paulistas (1,8%). No lado dos homens, os pais sergipanos representaram em 2018, 85,1%; os pais baianos 5,6%; os pais alagoanos 4,2% e os pais paulistas 2%.

A maioria dos sergipanos nasceu em hospitais (96%), o que hoje é o mais natural. O nascimento no domicílio vem diminuindo anualmente, porém, em 2018, 89 sergipanos nasceram em casa.

Um dado curioso: o número de gêmeos está crescendo. No ano de 2014 ocorreram, em Sergipe, 584 partos de gêmeos. Já no ano de 2018, o número de partos de gêmeos subiu para 660, um crescimento de 13%.

Os partos de trigêmeos ou mais em Sergipe têm apresentado declínio, especialmente no ano de 2018, onde ocorreram apenas seis partos nessa situação, enquanto que em 2017 tinham ocorrido 19 partos do tipo.

Os dados de mulheres acima de 40 anos tendo filhos e o aumento no número de nascimento de gêmeos em Sergipe têm influência forte dos casos de tratamento de infertilidade. Atualmente, em Sergipe, existem clínicas especializadas no referido tratamento que, aliadas à capacidade tecnológica e à estrutura adequada, estão permitindo a realização do sonho de muitos casais na constituição de uma família.

Mais uma curiosidade sobre os nascimentos em Sergipe nos cinco anos analisados (2014, 2015, 2016, 2017 e 2018): em todos eles, o mês em que mais nasceram sergipanos foi o de maio; já o que nasceram menos sergipanos é o mês de dezembro. Para exemplificar: em maio de 2018 nasceram 3.267 sergipanos, já em dezembro de 2018 foram 2.484 - uma diferença de 783 nascimentos.

Que os novos sergipanos que nascem a cada dia em nosso Estado possam encontrar e também construir um mundo melhor - mais pacífico, mais harmonioso e com progresso que gerem bem-estar e prosperidade para todos. Para isto, é responsabilidade de cada um de nós cuidar bem das crianças, superando os desafios e celebrando a vida!