Politica & Emprego
Leandro Pereira Gomes

É mantenedor desta Coluna, social media e assessor de tecnologia do Portal JLPolítica.

CIEE apresenta recuperação de mercado para estagiários e jovens aprendizes neste 1º semestre
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Sergipe: crescimento de 102.9% de vagas para aprendizes e 32.8% vagas de estágio

Nesta quarta-feira, 14, o Centro de Integração Empresa Escola - CIEE - apresentou seus resultados semestrais, e são de estabilidade das atividades reduzidas pelo período pandêmico.

De acordo com os dados, 203.127 mil estagiários e jovens aprendizes estão, através das unidades da instituição, em contratos ativos com empresas.

A importância dos trabalhos dessa iniciativa se evidencia em uma realidade pela qual o país ainda perde mais de R$ 280 bilhões por ano em arrecadação com evasões escolares e menores capacitações profissionais.

Hoje, mais de 2 milhões de estudantes encontram-se na fila do CIEE por oportunidades, mas o aquecimento econômico e o avanço das vacinas devem contar para que se encontre muito mais oportunidades, numa perspectiva bem otimista.

Das vagas ofertadas e preenchidas no sistema, o CIEE informa que 70% dos estudantes são do ensino superior, 14% são aprendizes e 5% estão no ensino técnico. 

No caso dos estagiários, 61% são mulheres e 67% estão entre 19 e 25 anos, sendo as demais idades de estudantes bem distribuídas percentualmente.

No caso dos aprendizes, entre os formados e cursando o ensino médio, há a maior concentração de contratos: 93,6%, restando 6,4% dos contratos ativos aos estudantes do Ensino Fundamental – é condição obrigatória no CIEE que se esteja estudando, e vê-se aí a importância do ensino médio na busca das oportunidades.

A condição de gênero, entre os aprendizes, é a mais igualitária: 55% são mulheres e 45% homens. Quanto às idades, são bem proporcionais, sendo que o limite do jovem aprendiz é de 24 anos. Importante salientar que 25% de todos os aprendizes do Brasil são admitidos através de processos de seleção que passam pelo CIEE.

O que foi exposto e destacado na coletiva desta quarta é quanto à necessidade de que se abram daí mais vagas e mais parcerias.

No momento atual, o CIEE busca parcerias também com as prefeituras brasileiras

O programa do CIEE é sólido, vinculado a mais de 17 mil instituições de ensino, e traz resultado para as empresas que participam, tanto é que aproximadamente 70% dos jovens contratados para suas experiências, através do programa, são absorvidos pelo mercado.

A efetivação em empregos, entre os estagiários, é tão significativa que, nas próprias empresas em que estagiaram, chega a 56%. No mais, muitos jovens são absorvidos por outras empresas, por causa dessas experiências.

Em Sergipe, as áreas que mais buscam estudantes através das vagas ofertadas no CIEE são a administração, o direito, a comunicação social e a pedagogia. O que não limita o cenário, tendo visto que o processo de demanda é dinâmico.

O Brasil conta hoje com 380 mil jovens aprendizes, uma modalidade de trabalho que começa nos 14 anos, e que, embora muitos não saibam, existe também como cumprimento de cota legal de oportunidade para esses jovens.

No momento atual, o CIEE busca parcerias também com as prefeituras brasileiras. Não é diferente no país e em Sergipe.

É parte do interesse dos prefeitos abrir esse diálogo para mais políticas públicas e fomento desse tipo de experiência de educação e inserção de mercado. Afinal, quem cria mais vagas são empresas e órgãos públicos, e o CIEE entra como um parceiro nesse processo.

A novidade nessa coletiva foi sobre o Programa Jovens Talentos, uma modalidade que consiste em 5h diárias de vínculo, sendo 4h de trabalho e uma de estudo e capacitação, para que os estudantes desenvolvam suas habilidades com especialidade e se tornem mais competitivos para o mercado.

Tem interesse em saber mais? Entre no site e faça o teste de perfil comportamental do CIEE, para entender suas necessidades e pontos fortes de mercado, assim como visualizar os processos seletivos em aberto com seu cadastro. Hoje, no país, 311 desses processos são em órgãos públicos.

O CIEE defende que o estágio e o aprendizado não são mais condições de precarização do mercado, devido a uma ampla fiscalização de processos que o competem. 

Tem ainda a faixa "salarial" dos estudantes, bolsas que variam muito entre regiões e empresas, não sendo fixadas em lugar algum.

 

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Otoniel Almeida
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