Politica & Emprego
Em Sergipe, pequenos negócios criaram mais de 4 mil empregos no primeiro trimestre

Micro e pequenas empresas geraram 100% das vagas em Sergipe no período

Mesmo enfrentando sérias dificuldades financeiras por conta da pandemia, as micro e pequenas demonstram mais uma vez a sua importância para a economia. Uma análise feita pelo Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia mostra que nos três primeiros meses deste ano 4.117 novos empregos foram criados em Sergipe. Isso representa 100% de todas as vagas abertas durante o período no estado.

Somente em março 810 postos de trabalho foram gerados por esses empreendimentos. Foi o oitavo mês consecutivo de dados positivos. Em fevereiro já haviam sido criados outros 2110, enquanto em janeiro o saldo foi positivo em 1197 empregos.

Os números deste ano são superiores ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram abertas 158 vagas. Os principais responsáveis pelas contratações são os setores de Serviços, que contribuiu com a geração de 1.677 postos de trabalho, e o Comércio, com 1.090 novos empregos. 

Merecem destaque ainda a Indústria de Transformação (639) postos, a Construção Civil (581), Agropecuária (110), Indústria Extrativa Mineral (11) e os Serviços de Utilidade Pública (9).

“Os dados sinalizam que a recuperação econômica está acontecendo de maneira mais rápida nos pequenos negócios. Eles conseguiram se adaptar com mais facilidade a esse novo cenário e por isso conseguem gerar mais empregos. Isso serve para mostrar o quanto esses empreendimentos são fundamentais para a nossa economia e merecem receber apoio do poder público para continuar funcionando”, explica o superintendente do Sebrae em Sergipe, Paulo do Eirado.

O cenário positivo nas micro e pequenas empresas é oposto ao verificado nos médios e grandes empreendimentos sergipanos. Enquanto os pequenos negócios contrataram, os empreendimentos de maior porte registraram o fechamento de 4.663 empregos no estado. Os números são piores inclusive que os obtidos no primeiro trimestre de 2020, época em que foram perdidas 4.500 vagas.

Nas médias e grandes empresas os setores que mais demitiram foram a Indústria de Transformação ( -2864 postos de trabalho), Serviços ( -687), Agropecuária (-656). O Comércio ( -232), a Construção Civil (- 140), os Serviços de Utilidade Pública (- 47) e a Indústria Extrativa Mineral (- 37) foram outros que registraram dados negativos.


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