Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

Chefes de família: mulheres são maioria em programas sociais 
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Yolanda de Oliveira: “mesmo o valor sendo irrisório, tem grande significado”

Noventa por cento das famílias cadastradas em programas sociais em Aracaju são chefiadas por mulheres. A informação é da Secretaria Municipal da Assistência, através de Yolanda de Oliveira, coordenadora de Políticas de Transferência de Renda. 

“A maioria do nosso público é formada por mulheres chefes de família. Das famílias que estão no Cadastro Único, 90% são chefiadas por mulheres”, reforça Yolanda. 

Segundo ela, o maior programa é o Bolsa Família, que reúne cerca de 34 mil inscritos. “Destas famílias, 90% são chefiadas por mulheres. São elas que administram os benefícios recebidos”, ressalta. 

O Cadastro Único é a porta de entrada para os diversos programas sociais em vigência, sejam municipais, estaduais ou federais. Nesses casos, o papel do município é fazer o cadastro das famílias, que recebem os recursos diretamente do Governo Federal. 

No caso do auxílio emergencial, o município também não tem governabilidade, o valor é depositado pela União, cabendo ao município, segundo Yolanda, o papel do município de orientar em relação ao recebimento.

“A gente explica quais os critérios; quem tem direito; ajuda a pesquisar no aplicativo, porque muitas vezes essas mulheres não têm domínio do mundo digital”, afirma. Segundo ela, o auxílio é uma continuidade do que estava sendo pago.

Ou seja, as famílias cadastradas vão continuar, não precisam refazer o cadastro ou atualizar. “A base será a mesma de abril de 2020, embora os critérios estejam mais refinados”, explica.

As famílias comandadas por mulheres receberão parcelas de R$ 375, valor que, para Yolanda, é importante para a renda familiar. “Sem esses benefícios, com a situação que temos hoje, seria muito difícil as famílias se manterem”, reconhece.

Isso porque, segundo ela, muitas dessas mulheres têm o benefício como única renda. “Mesmo o valor sendo irrisório, tem grande significado, porque elas são chefes de família e sem essa renda, não conseguiriam custear o que é prioridade. Isso empodera elas”, admite. 

Yolanda ressalta que embora haja muitas críticas, os programa sociais fazem a diferença na vida dessas mulheres. “Os resultados mostram a diminuição da mortalidade infantil e o aumento do tempo de escola das crianças. São dados importantes que tem ajudados essas mulheres manterem sua família. Sem esses benefícios, o cenário seria muito pior”, reitera. 

 

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