Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

Com mulheres disputando mandatos, democracia se faz mais presente 
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Bancada feminina no Senado: representatividade importa

“É mais do que importante e necessário que a sociedade tenha representantes femininas tanto no Legislativo quanto no Executivo e no Judiciário”. A opinião é da socióloga Tânia Elias Magno da Silva, professora emérita da Universidade Federal de Sergipe - UFS.

Para Tânia Magno, em uma democracia verdadeira todos são cidadãos da mesma importância e devem participar dos governos para defender e votar por seus direitos. “Isso se aplica à sociedade como um todo: homens, mulheres, trans, etc”, ressalta. 

No entanto, os espaços dos homens já estão assegurados, já os das mulheres precisam ser conquistados. “As mulheres agregam a fala e a defesa de direitos que passam muitas vezes em um segundo plano”, destaca a socióloga.

Mas Tânia Magno faz uma ponderação: “apenas ser mulher não basta. É preciso que realmente estejam comprometidas com as lutas políticas que representam. Caso contrário, você troca 6 por meia dúzia”, diz ela. 

Nas eleições deste ano, alguns nomes já estão postos, como os das delegadas Katarina Feitoza, PSD, e Daniele Garcia, Podemos; da vereadora Emília Corrêa, Patriota; da advogada Niully Campos, Psol, etc. 

“Quando digo toda a sociedade estou falando de todos os segmentos que a compõem. Não apenas os chamados "donos do poder" ou seus representantes, mas indios, negros, mulheres, gays, trans, operários , trabalhadores rurais e urbanos e não. Hoje?”, ao contrário disso, a  desigualdade social está representada no Legislativo”, critica. 

Ter candidatas mulheres, portanto, faz, sim, a diferença. No entanto, a socióloga não acredita que tem havido, de fato, um fomento às candidaturas femininas. Ou mesmo um interesse real em incentiva-las. 

“Não acredito nisso, muitas vezes são mais discursos que realmente interesse que haja esta representação. E isto se reflete no desrespeito que as mulheres têm de enfrentar por parte de muitos colegas”, avalia.

Isso porque, na opinião de Tânia, há um certo incômodo de muitos homens com os cargos femininos. “Somos uma sociedade perversamente machista”, resume. Que as eleições deste ano ajudem a mudar esse cenário! 

 

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Professora Maria Nely Santos Ribeiro
Já era hora de uma entrevista com a socióloga e professora Tânia Magno.Sugiro que ela escreva um texto para reforçar a entrevista. Afinal ela tem muito a dizer sobre candidatura feminina.