Politica & Mulher
Dia 8 será marcado por luta em prol da vida das mulheres

Dia 8: ato é em justiça às mulheres que lutam e são diariamente exterminadas pela causa

Mulheres de diversos movimentos sociais, coletivos, sindicatos, federações, organizações políticas e entidades se propuseram a construir um grande Ato Unificado no 8 de Março, dia Internacional da Mulher.

Chamado de “Movimento Mulheres de Sergipe”, ele reúne líderes, ativistas, representantes e base que integram essas entidades. E o mote escolhido para este ano foi: “Marielles, Margaridas, Yasmins, Laysas: livres da violência, do racismo, em defesa da aposentadoria”.

“A não violência e a luta contra a Reforma da Previdência são os temas centrais do movimento, que contará com a autonomia de cada organização para apresentar as diversas bandeiras e pautas dentro da atual conjuntura brasileira”, afirma Juliana Cordeiro, coordenadora Geral do Sintufs, um dos organizadores.

Essa “atual conjuntura brasileira”, segundo ela, implica a luta contra o machismo, o racismo e a lesbobitransfobia; contra o aumento do feminicídio; contra o extermínio indígena; contra a flexibilização do porte de arma; contra o aumento do desemprego, da precarização do trabalho e da terceirização.

“O Movimento também lutará em favor da saúde das mulheres; das questões das mulheres do campo e ribeirinhas; defesa do Rio de São Francisco; defesa das liberdades democráticas; defesa da educação pública e de qualidade; contra a privatização do SUS, etc.

“O ato é em favor da vida de todas as mulheres e em justiça às que lutam e são diariamente exterminadas pela causa, como tantas Marielles - mulher negra, lgbt, que após um ano seu assassinato não teve; Margaridas - mulheres rurais; Yasmins - mulheres sergipanas - e Laysas - mulheres trans”, reforça.

De acordo com Juliana, o ato terá como ponto de partida o Posto de Saúde do Japãozinho, às 6h, com parada em frente à empresa Almaviva, às 9h, para a chegada e concentração das mulheres -companheiras que vêm do interior, seguindo o trajeto até o INS

“Contará com falas das mulheres, panfletagem e entrega de um manifesto na Alese”, cometa. Decorrem ainda deste movimento, uma audiência pública na Assembleia sobre as Políticas Públicas para as Mulheres e a proposta de construção de um Fórum Permanente de Mulheres.

Diversas entidades já registraram presença na construção desse movimento, entre eles: CSP-Conlutas; CTB, CUT, Sinasefe, Sindifisco, Sindijus, Sindimarketing, Sindiminas, Sindipema e Sintese.