Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

Coordenadoria da Mulher age de forma interligada para assegurar direitos femininos 
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Edlane: “Coordenadoria é um elo entre vários pontos”

Políticas de saúde, de assistência, de educação e segurança. Essas são algumas das áreas em que a Coordenadoria Municipal da Mulher, da Secretaria da Assistência de Aracaju, atua. 

O órgão tem à frente a assistente social Edlaine Sena, especialista em projetos sociais e pós-graduanda em Direitos Humanos das mulheres e Políticas Públicas. Ela explica que a Coordenadoria trabalha com interlocução entre todas as políticas e recebe, inclusive, demandas de outros municípios.

“A gente atua como uma referência para as questões de garantia de direitos das mulheres; de enfrentamento à violência doméstica e de questões ligadas aos movimentos sociais. A gente recebe demanda de vários órgãos, como o Tribunal de Justiça”, revela. 

Segundo Edlaine, também existe uma relação intersetorial, com diálogos diversos. “A gente faz um trabalho pedagógico, preventivo mesmo, nos 17 Cras - Centroa de Referência da Assistência Social - de Aracaju; além de Sindicatos e outros grupos específicos”, acrescenta.

O trabalho da entidade é pautado em três principais eixos: o da prevenção, o da proteção e o da assistência. “Atuamos para prevenir os abusos, mas também para proteger e acolher essa mulher. Tudo isso com os órgãos de proteção, como o próprio Tribunal de Justiça; a Defensoria, a Promotoria, o Departamento de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAGV), abrigos, etc”, diz a coordenadora. 

Vale lembrar que a Coordenadoria segue as diretrizes da Secretaria Nacional acerca das políticas para as mulheres, mas pode, segundo Edlaine, ter autonomia para criar seu próprio ordenamento e legislação.

É o que ocorre em Aracaju, que estabeleceu, por exemplo, a lei que cria a Patrulha Maria da Penha e a lei de inserção do conteúdo da Maria da Penha nas escolas. “A Coordenadoria é um elo entre vários pontos e os órgãos de acolhimento e prevenção”, resume Edlaine.

Para ela, atuar na Coordenadoria traz um sentimento de muito compromisso com a busca pela igualdade, que Edlaine ainda vê como um dia grandes desafios. “Muitas vieram antes de nós com essa luta e ela precisa de continuidade. Não é igualdade com as leis apenas, e sim com a efetividade delas na política, no mercado de trabalho e em todo e qualquer espaço”, argumenta.

 

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