Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

Deputadas cobram efetivação de lei que coíbe violência política contra a mulher 
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Movimento na Câmara é por menos violência política 

O Brasil ocupa a posição 145º, entre 192 países, ficando atrás de toda a América Latina, com exceção do Haiti, em levantamento sobre participação da mulher na política feito pela União Interparlamentar, que promove a cooperação entre parlamentos no mundo. 

E essa participação é ruim para além da quantidade: a qualidade da coexistência entre homens e mulheres na política é um problema tão sério quanto a pouca existência delas nesse âmbito. 

Foi por isso que as deputadas cobraram medidas para combater a discriminação de gênero sofrida pelas mulheres candidatas, por exemplo. 

Em evento realizado pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, a deputada Rosângela Gomes, Republicanos/RJ, chamou a atenção para a necessidade de reforçar a aplicação da lei que combate a violência política contra a mulher. A Lei 14.192/21, da qual foi autora, visa coibir os crimes de discriminação por sexo e raça nas próximas eleições.

A parlamentar, que é negra e evangélica, relatou violência sofrida durante sua campanha à prefeitura de Nova Iguaçu.  “Estava nas pesquisas em 2º lugar, quando começaram a me chamar nas redes sociais de avatar. Então, sofri violência também nas redes sociais. Vira e mexe, tenho que ir para a delegacia para minimizar a situação”, comentou.

A coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Celina Leão, PP/DF, afirmou que "a violência política é invisível”. “O que mais nos choca é que muitas vezes nós temos comportamentos que não existiriam se os candidatos fossem homens”, frisou.

A deputada Margarete Coelho, PP/PI, também falou a favor da aplicação das normas contra a violência política, que ela chamou de “mãe de todas as violências”.

“Se não somos reconhecidas no exercício dos nossos direitos, somos matáveis, somos estupráveis, somos espancáveis. Inclusive em uma sala de parto, com todo o aparato do Estado ao nosso redor”, sustentou.

Entre outras medidas, a lei em vigor proíbe a propaganda partidária que deprecie a condição de mulher ou estimule sua discriminação em razão do sexo feminino ou em relação à sua cor, raça ou etnia.

Embora esteja em vigor, a legislação não é posta em prática, já que episódios de violência política são vistos diariamente pelas Casas Legislativas do país. Que nestas eleições não só o número de mulheres seja ampliado, mas que a proteção ao direito delas de exercer a política também seja assegurado. 

 

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