Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

Deputadas sergipanas pretendem manter vaga no Parlamento
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Deputadas: parlamentares mantém nomes à disposição

A Assembleia Legislativa de Sergipe – Alese – reúne hoje seis mulheres entre os 24 parlamentares: Maisa Mitideri, PSD; Maria Mendonça, PSDB; Diná Almeida, Podemos; Goretti Reis, PSD; Janier Mota, PL; e Kitty Lima, Cidadania. O número é o maior que a Casa já registrou, embora ainda esteja longe de representar uma paridade de gênero.

E, se depender das deputadas estaduais, a quantidade, pelo menos, deverá ser mantida. Isso porque, procuradas pela Coluna Política & Mulher, praticamente todas elas demonstraram interesse em pleitear a reeleição no próximo ano. Maisa Mitidieri é uma das mais entusiasmadas.

“Diariamente, recebo diversas mensagens perguntando se eu irei concorrer a uma vaga para deputada federal, mas acredito que ainda tem muito a fazer por Sergipe como deputada estadual e é assim que quero continuar”, garante Maisa. “Garanto que minha intenção é seguir fortalecendo o PSD em Sergipe e consolidar ainda mais o meu trabalho na Alese”, reforça.

Janier Mota também confirma a intenção de permanecer na Alese ou, a depender do grupo, de tentar uma vaga no parlamento federal. “Posso ir para uma reeleição, bem como disputar outro cargo, como deputada federal. Mas digo sempre: estou à disposição e que seja feita à vontade, primeiramente, de Deus, do meu povo e do meu grupo político”, admite Janier.

Diná Almeida, outra deputada de primeiro mandato, também pretende manter sua vaga na Alese. “Sim, devo sair candidata a deputada estadual. Mas ainda não sabemos se continuarei no partido. Este ano está muito complicada a questão da sigla partidária. Logo decidiremos”, promete a deputada.

Para Kitty Lima, colocar o nome à disposição novamente é uma forma de permitir que o povo de Sergipe avalie o trabalho feito ao longo desses quatro anos. “Minha forma de atuar na política é por meio do “mandato participativo”, no qual abrimos o canal de diálogo para a participação da população na tomada de decisões importantes no parlamento. Posso dizer com a consciência tranquila que não tenho rabo preso com ninguém, porque meu único compromisso é com o meu povo e o meu Estado, e por eles eu colocarei meu nome novamente à disposição em 2022”, avisa Kitty.

Goretti Reis, MDB, uma das veteranas da Alese – está em seu 4º mandato –, também continua à disposição do grupo para seguir atuando politicamente como deputada estadual. “Costumo deixar para decidir no ano da eleição, até para analisar a aceitação. Sem falar que o momento é de cuidar da população a fim de tentar combater a pandemia. Mas meu nome segue, sim, à disposição para reeleição”, ressalta.

A deputada estadual Maria Mendonça já está no sexto mandato e foi a única que não confirmou nem negou a intenção de disputar no próximo ano. Segundo a assessoria dela, “na hora certa falará sobre o assunto”. O fato é que cada uma dessas mulheres – das mais experientes às neófitas – tem papel fundamental na Assembleia e na política em si.

Elas já demonstram que a ocupação desses espaços é, sim, possível, e que com mais mulheres na política, o debate de temas historicamente negligenciados ganha notoriedade, fazendo com que esteja cada vez mais próximo o ideal de equidade na política - isso, claro, se os homens, brancos e héteros que a ocupam majoritariamente permitirem!

 

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