Politica & Mulher
Diretoras do Conselho de Farmácia falam sobre atuação profissional na pandemia 

Diretoras do CRF representam os 72% de mulheres farmacêuticas 

Nas farmácias de manipulação, drogarias e farmácias básicas dos municípios, prestando orientação relacionada ao uso correto e racional de medicamentos; nas farmácias hospitalares e unidades básicas de saúde coordenando as atividades inerentes ao ciclo da assistência farmacêutica e desempenhando atividades clínicas; ou nos laboratórios de análises clínicas, realizando exames ou testes para triagem e diagnóstico.

Essas têm sido as principais atuações dos farmacêuticos durante a pandemia do novo coronavírus. Representados pelo Conselho Regional de Farmácia - CRF -, o Estado conta atualmente com cerca de 1500 farmacêuticos ativos. Destes, 72% são do sexo feminino.

O percentual também está representado na Diretoria do Conselho, que tem Elisdete Maria Santos de Jesus como diretora-secretária e Larissa Feitosa Carvalho como diretora-tesoureira. Ambas garantem que o Conselho, desde o início da pandemia, vem desenvolvendo atividades que possam dar suporte técnico e prover segurança aos farmacêuticos no desempenho de suas atribuições.

Elas destacam, nessa atuação, a produção e publicação de notas técnicas, de recomendação e boletins informativos; a adaptação do processo de fiscalização para a forma exclusivamente orientativa, com o objetivo de garantir o provimento dos equipamentos de proteção individual e medidas de proteção coletiva por parte dos estabelecimentos farmacêuticos.

“Bem como a aproximação à entidades e órgãos oficiais, a exemplo do Ministério Público do Trabalho, para garantir o cumprimento de algumas medidas protetivas para a categoria”, afirmam. 

No último dia 25 de setembro, foi celebrado o Dia Internacional do Farmacêutico. E, nesse cenário de pandemia, as profissionais acreditam que é possível tirar as mais valiosas lições. 

“Talvez, nunca antes na história da nossa profissão, em nosso país, nós fomos tão lembrados ou requisitados. O maior legado que a pandemia deixará para nós farmacêuticos é a certeza de que somos os profissionais de saúde mais acessíveis à população”, ressaltam.

Atuando como verdadeiros educadores em saúde, os farmacêuticos promoveram o uso racional, seguro e responsável dos medicamentos e reforçaram as recomendações dos principais órgãos, como a Organização Mundial de Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Através destas e outras ações, estamos conquistando o reconhecimento da população, que enxerga no farmacêutico um profissional que transmite segurança e bem-estar”, destacam as profissionais.

Vale lembrar que os profissionais da área podem desenvolver mais de 130 especialidades, divididas em dez áreas de atuação. Mas as atribuições acabam sendo específicas para cada especialidade. Somos habilitados para desempenhar atividades desde a análise de alimentos, análises clínico-laboratoriais, gestão, educação, até atividades industriais e clínicas”, reforçam. 

 

 

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