Politica & Mulher
A Michelle brasileira: o quer esperar da primeira-dama?

Michelle Bolsonaro promete ser um dos pontos fortes do novo Governo

É fato: Michelle Bolsonaro, mulher do presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, roubou a cena na cerimônia de posse. Não pelo vestido - lindo, diga-se de passagem -, mas por quebrar protocolos na posse de um presidente extremamente rígido com protocolos: ela discursou antes dele, e em Libras - Língua Brasileira de Sinais. Nunca antes na história desse país isso ocorreu.

Michelle virou notícia. E elas reverberaram para o bem e para o mal. Enquanto uns aplaudiam a atitude dela, outros a diminuíam por ser uma mulher “do lar”, que manda na casa e coordena as ações domésticas. Mas quantas mulheres também não o são? Quantas não têm jornada dupla e atuam em casa e no mercado de trabalho? Diminuir isso é diminuir as milhares de mulheres que têm essa rotina.

Além disso, Michelle já deixou claro que não pretende ser uma primeira-dama figurativa. E isso é muito bom. Ponto. Sem “mas nem poréns”.  E se de fato mantiver o protagonismo, Michelle deverá continuar sendo noticia, além de motivo de comparação. O nome e toda essa atenção da mídia já renderam analogias entre ela e a outra Michelle, a Obama, mulher do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que sempre teve papel de destaque nos dois mandatos de um dos presidentes mais populares dos EUA. Resta saber se Bolsonaro, sempre tão adepto à cultura americana, está gostando das comparações de sua digníssima à Michelle americana...