Politica & Mulher
Admitamos: Pastora Damares é um desserviço às mulheres

Damares Alves: o retrocesso em forma de ministra  

Desde que Jair Bolsonaro foi eleito, a presença de mulheres na composição do Governo dele sempre foi questionada. Pois bem. Duas ministram compõem os espaços: Tereza Cristina, da Agricultura, e Damares Alves, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Na prática, porém, até agora, pode-se dizer que há apenas uma mulher no Ministério, pois se fosse retirada hoje da pasta, Damares não faria falta alguma. Pelo contrário. Pelas declarações que vêm dando até agora, ela é um verdadeiro desserviço às mulheres, à defesa de seus direitos e, principalmente, à luta por seu espaço.

Entre as falas atribuídas a ela estão: “mulher nasce para ser mãe”; “lugar de mulher é em casa e não no mercado de trabalho”, etc. Todas vão de encontro ao movimento feminista - que sempre será dito aqui: não é o contrário de machismo e sim um movimento por igualdade de direitos - e ao modelo prático de organização social, no qual a maioria das mulheres arca, sozinha, com as despesas de seus lares e filhos.

Com esse discurso, Damares já mostra que haverá um grande retrocesso no trato das políticas públicas voltadas para mulheres, que hoje precisam de mais creches para seus filhos, igualdade de salários, respeito em relação às escolhas sobre maternidade e religião, divisão do trabalho doméstico, e não de uma ministra que lhes reprima e retire ainda mais os direitos. Nesse caso, realmente seria melhor que ela ficasse em casa mesmo.