Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

Emília Corrêa lamenta falta de implementação da Procuradoria da Mulher: “Precisa sair do papel”
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Emília: constrangida e feliz com a Procuradoria

Criada e aprovada por resolução em julho de 2020 – portanto, há mais de um ano, a Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Aracaju continua sem efetividade. De lá para cá, ocorreu a eleição da Diretoria, que resultou na escolha da vereadora Emília Corrêa como presidente e da Professora Ângela e Sheyla Galba procuradoras.

“Isso aconteceu seis meses depois da aprovação da resolução criando a Procuradoria. E continuamos bem atrasados. Na prática, as ações também estão demorando”, lamenta Emília. De acordo com ela, a justificativa para isso é a pandemia. “A sala disponibilizada ainda não ficou pronta, mas a gente não precisa de espaço físico e sim de recurso humano”, critica.

Para Emília, com a disponibilização dos profissionais que atuarão junto à Procuradoria, os serviços já poderiam estar ocorrendo. “A presença de uma advogada, psicóloga, assistente social e uma coordenadora, por exemplo, faria o órgão ganhar corpo de trabalho e iniciar as ações”, afirma.

Por essa razão, os avanços da implementação de um órgão tão significativo ainda são bem pequenos, podendo ser mensurados apenas pela aprovação da resolução que o criou – o que já importante –  e pela eleição das subprocuradoras. “Mas sem efetividade pela ausência do que vai fazer com que a Procuradoria avance de fato”, ressalta Emília.

Isso porque, para ela, o mais importante é exatamente materializar o órgão e colocar esses recursos funcionando, à disposição das mulheres. “A criação foi só a largada, o que interessa é ouvir e receber as mulheres. Me sinto constrangida, porque sou de agir e estou impossibilitada, mas ao mesmo tempo feliz pela iniciativa de protocolar a resolução”, argumenta Emília Corrêa.

Até lá, na opinião da vereadora, a Procuradoria vai acumulando um prejuízo irreparável. “Porque o que aconteceu desde a criação, há um ano, mulheres que passaram por violência ou precisaram de encaminhamento poderiam ter nos procurado e ter seus problemas amenizados, e isso não aconteceu. Então, é muito importante que a Procuradoria saia do papel”, reforça.

 

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