Politica & Mulher
Capitã Cloroquina: quem é Mayra Pinheiro?

Mayra também é alvo de ação por improbidade 

Esta semana, só deu ela no noticiário nacional: Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, também conhecida como “Capitã Cloroquina”. Médica pediatra, Mayra Pinheiro foi ouvida pela Comissão Parlamentar de Inquérito- CPI - da Covid no Senado.

Natural de Fortaleza, ela se formou em Medicina em 1991 na Universidade Federal do Ceará e presidiu o Sindicato dos Médicos do Ceará entre 2015 e 2018.

Se projetou publicamente como opositora do programa Mais Médicos, implementado em 2013 pela ex-presidente Dilma Rousseff, PT. 

Segundo a Folha de São Paulo, sua principal crítica era contra a vinda de médicos cubanos sem a revalidação do diploma de medicina no Brasil, mas ela nega, porém, ter participado do protesto que chamou os profissionais cubanos de escravos durante seu desembarque no aeroporto de Fortaleza. 

Mayra Pinheiro está no atual cargo desde o início do governo, tendo sido nomeada na gestão do primeiro ministro da Saúde do presidente Jair Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta. Sua escolha, porém, é atribuída diretamente ao Palácio do Planalto, o que se refletiu na sua permanência na pasta apesar do troca-troca de ministros: já foram quatro no mandato do presidente. 

Foi justamente com a ascensão do general Eduardo Pazuello - o terceiro da lista - ao comando da pasta que Pinheiro ganhou mais projeção, ao se alinhar integralmente ao presidente e ao ministro a favor do "tratamento precoce".

Com a militarização do ministério por Pazuello, a secretária se tornou uma das poucas pessoas com formação médica em postos de comando na pasta da Saúde.

Na CPI, Mayra chegou a pedir para ficar em silêncio, mas o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal - STF -, negou o pedido. A defesa dela voltou a acionar o STF, alegando que a secretária é alvo de uma ação por improbidade administrativa na Justiça Federal do Amazonas. 

Lewandowski, então, autorizou que ela não respondesse apenas perguntas sobre fatos ocorridos entre dezembro e janeiro.

A secretária chegou a Manaus no início de janeiro, pouco antes de o sistema de Saúde entrar em colapso, como representante do Mistério da Saúde. 

 

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