Politica & Mulher
Vereadoras Ângela Melo e Linda Brasil se articulam em Oposição de Esquerda

Oposição de Esquerda visa fortalecer defesa da democracia

Com base no artigo 90 do Regimento da Câmara Municipal, que estabelece que “haverá também, se for o caso, líder de sublegendas, este com as mesmas prerrogativas dos demais”, as vereadoras Ângela Melo, PT, e Linda Brasil, Psol, protocolaram ofício formalizando a criação da sublegenda Oposição de Esquerda e indicando a vereadora do PT como líder e a do PSOL como vice-líder.

A iniciativa, segundo elas, é em prol de uma unidade programática da esquerda, como uma forma tanto de evidenciar para a população as diferenças ideológicas existentes entre o conjunto dos vereadores que fazem oposição ao prefeito Edvaldo Nogueira quanto de fortalecer os valores defendidos pelos partidos de esquerda.

“Já existe formalizada uma oposição na Câmara, mas que tem diferenças cruciais de projeto de sociedade com o que eu e Linda acreditamos e, por esse motivo, não a integramos. A democracia se faz justamente a partir dessas divergências, isso não significa qualquer enfraquecimento da oposição”, afirma Ângela Melo.

“Ao contrário, Aracaju tem um perfil plural e diverso dentre os parlamentares que fazem oposição à gestão municipal e isso é extremamente saudável para o debate de ideias e propostas de cidade”, acrescenta. Já Linda, considera a unidade das esquerdas e das forças progressistas importante para o momento.

“Construir uma oposição de esquerda forte na Câmara de Aracaju fortalece o projeto de cidade para as maiorias sociais, com garantia e ampliação de direitos, na luta por justiça social, respeito à diversidade, ao meio ambiente, combate ao racismo, ao machismo, a LGBTQIA+fobia e segurança para a população negra”, avalia a parlamentar.

Além disso, a oficialização da Oposição de Esquerda é também uma forma dos ideais defendidos pelas vereadores terem mais espaço nas discussões legislativas, já que o artigo 88 do Regimento da Câmara diz que “é facultado aos líderes partidários, da oposição e do Prefeito, usar a palavra pelo máximo de cinco minutos, improrrogáveis e sem apartes, logo após a votação da Ordem do Dia e antes da explicação pessoal, para tratar de assunto urgente que interesse ao conhecimento dos membros deste parlamento municipal”.

 

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