Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

Mulheres no poder: eleições 2022 lançam esperança de ampliar representatividade 
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Próximas eleições podem mudar cenário da política de gênero 

Na semana passada, essa Coluna, através da análise da socióloga Tânia Magno, trouxe a importância da representatividade feminina na política e de como ela é fundamental para o avanço das políticas públicas voltadas ao gênero. 

Mas, para isso, é preciso haver candidatas disponíveis nos pleitos, o que, não por acaso, é assegurado por lei. Mesmo assim, o parlamento federal brasileiro, por exemplo, tem ínfimos 15% de representação feminina - o maior percentual da história. 

Isso 25 anos após a implantação da lei que instituiu as cotas eleitorais - criada em 1995 e aplicada nas eleições municipais de 1996. Esses 15% são a metade da projeção de 30% de reserva de candidaturas determinada pela legislação atual. 

Ou seja, em duas décadas e meia, uma nova geração de mulheres nasceu, cresceu e tornou-se candidata/cidadã/eleitora enquanto o incremento na representação passou de 5% a 15%. 

Hoje, o sistema de cotas brasileiro ainda é frágil ao ponto de endossar um parlamento 85% masculino e negligenciar uma incidência concreta de inclusão racial.

O Estado de Sergipe, por exemplo, nunca teve uma mulher governadora ou mesmo deputada federal eleita - apenas suplente e há 20 anos. 

Nestas eleições, há um esforço claro de partidos - ao menos na frente das câmeras e nas redes sociais - e de pré-candidatas para mudar esse cenário. No entanto, no fim das contas, quem pode alterá-lo é o eleitor! 

 

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