Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Nove nomes femininos estão na disputa pela Prefeitura de Aracaju: agora é só escolher
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Com mais candidatas, chances de eleger mulheres também aumentam

Das 11 candidaturas que concorrem à Prefeitura de Aracaju, nove delas reúnem nomes femininos, seja como titular da chapa ou como vice. O número representa um índice de 81,8% de mulheres no pleito. São elas: Georlize Teles, DEM; Danielle Garcia, Cidadania; e Gilvani Santos, PSTU, são as candidatas a prefeita; e Katarina Feitoza, PSD; Carol Quintiliano, PSOL; Alda Rejane, PMB; Ana Lúcia, PT; Simone Vieira, DC; e Vanilda Mafort, PSL, são candidatas a vice-prefeita.

Proporcionalmente, as chances de haver uma mulher no poder Executivo e, com elas, ideias e projetos que podem ajudar a criar políticas públicas que, de fato, sirvam às mulheres. A delegada Georlize, por exemplo, garante que, em um possível mandato, a mulher ocupará espaços de decisão. "Sempre lutei pelo empoderamento da mulher, fazendo valer a máxima de que lugar de mulher é onde ela quiser e que a mulher é capaz de ocupar todos os espaços com sensibilidade, acolhimento, competência, e acima de tudo com absoluto senso de justiça", diz Georlize.

Segundo ela, as mulheres terão políticas públicas efetivas que contribuam para a melhoria de sua qualidade de vida. Nesse sentido, a autonomia econômica é fundamental para que as mulheres possam prover seu próprio sustento e decidir por suas próprias vidas.  

"É necessário ainda que as mulheres possam ter liberdade e condições favoráveis para escolher sua profissão, planejar seu futuro. É inegável que houve avanços, entretanto, alguns desafios ainda estão presentes quando o assunto é a presença das mulheres no mercado de trabalho, a discriminação ainda existe e a igualdade ainda não faz parte da realidade da maioria", argumenta.

Também delegada, Katarina Feitoza planejou ações voltadas para as mulheres em diversas áreas. “Criaremos projetos que darão suporte para o empreendedorismo e ao emprego dessas mulheres", afirma. No âmbito da segurança, ela diz que sempre atuou para que a proteção integral da mulher fosse feita no mais absoluto rigor da lei.

"Quando tive a oportunidade de comandar a Polícia Civil, implantei projetos que transformaram a vida de centenas de milhares de pessoas em todo o território sergipano; estendi os Departamentos de Atendimentos aos Grupos Vulneráveis - DAGVs - para o interior do Estado; criei um Plantão de Gênero 24 horas, em Aracaju, durante os sete dias da semana, exclusivamente, para atender mulheres e outras pessoas dos grupos mais vulneráveis da sociedade", exemplifica.

Katarina também assinou uma Portaria, em março deste ano, para que a mulher vítima de violência doméstica tenha prioridade absoluta de atendimento em qualquer delegacia.  Na política, como candidata a vice-prefeita de Aracaju, ela tem a oportunidade de ampliar o campo de atuação para oferecer mais às mulheres.

Mulher, negra e dirigente sindical, Gilvani Santos, do PSTU, também visa implementar, se eleita, projetos que garantam os direitos femininos. "Para além das lutas que travo em minha rotina, ser uma mulher negra e dirigente sindical me possibilitou acompanhar de perto o que enfrenta a classe trabalhadora e os setores mais precarizados: longas jornadas de trabalho; transporte em más condições; violência; ausência de creches e escolas que acolham crianças e mães trabalhadoras", revela.

"Esses problemas sociais impostos por esse sistema capitalista e por esses governos atacam os trabalhadores no ambiente de trabalho e na comunidade, especialmente as mulheres negras, que precisam lidar com o machismo combinado ao racismo, ambos alimentados pelo Estado", completa Gilvani. Danielle Garcia, do Cidadania, também deu espaço às mulheres em seu plano de um futuro governo.

“Vamos firmar convênios com clínicas particulares e criar o Centro de Diagnóstico por Imagem e Análises Clínicas. A Saúde das crianças e das mulheres, especialmente das gestantes, também será priorizada com a implantação do Centro de Referência para o Atendimento da Mulher e da Primeira Infância. Essas e outras ações serão focadas em garantir um atendimento digno e eficiente”, diz ela.

Independentemente do partido, da ideologia e do contexto de cada uma destas candidatas, o importante é ver que o espaço da mulher tem avançado, mesmo ainda não sendo o ideal, mesmo sendo em cumprimento à legislação. O fato é que, com mais mulheres candidatas, as opções de se ter uma mulher eleita e exercendo um papel importante – e necessário –, também maior. Então, agora é só escolher.

 

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