Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

O ano começou: é hora de as prefeitas sergipanas aparecerem
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Mulheres têm bons índices em suas administrações 

Mesmo num ano atípico como o de 2021, os trabalhos só começam efetivamente após o carnaval - ainda que não tenha havido festa oficial. Isso significa que agora é hora de os projetos começarem a andar. 

E isso inclui os projetos políticos e administrativos nos 75 municípios sergipanos, especialmente nos 14 geridos por mulheres. Isso porque, segundo índices e estudos, administrativamente falando, elas têm muito o que realizar.

No enfrentamento à pandemia, por exemplo, os países liderados por mulheres apresentaram respostas mais rápidas e eficazes. É o caso da Nova Zelândia, com Jacinda Ardern; Alemanha, com Angela Merkel; e Dinamarca, com Mette Frederiksen. 

Um artigo recente da colunista Avivah Wittenberg-Cox na revista Forbes as as considerou "exemplos de verdadeira liderança". “As mulheres estão se colocando à frente para mostrar ao mundo como gerenciar um caminho confuso para a nossa família humana", escreveu.

Além disso, um estudo publicado na revista Health Affairs, de autoria de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia - UFBA; Universidade Estadual de Campinas - Unicamp; Universidade dos Andes e Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID -, revelou que em municípios com prefeitas mulheres, a taxa de mortalidade entre crianças com até 5 anos de idade é menor do que em locais onde os mandatários são do gênero masculino.

Os pesquisadores também associam a presença de mulheres no Poder Legislativo à melhora no índice de mortalidade. Para tanto, foram consideradas deputadas estaduais e deputadas federais, excluindo-se senadoras, e a conclusão também foi de que um fator influi no outro. 

O fato de se ter uma mulher eleita como prefeita estava associado a uma redução significativa de mortalidade de crianças menores de 5 anos de idade, de 0,027 pontos percentuais. Além disso, o fato de se ter uma parcela de mulheres na legislatura estadual, de 20% ou mais, estava associado a uma diminuição de 0,038 pontos percentuais. 

Dessa forma, o que se espera é que as 14 representantes femininas que conseguiram vencer as barreiras do preconceito e chegar ao Executivo, de fato, trabalhem para ir além de seus sobrenomes e deixarem sua marca na administração, provando que todo mundo ganha quando mulheres ganham espaços de poder.

 

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