Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Projeto Azahar - Flor de Laranjeiras debate violência de gênero
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Projeto pretende continuar discutindo temas voltados aos direitos da mulher

O Azahar trabalha com quatro eixos fundamentais: Educação Ambiental, Monitoramento Hídrico, Restauração Florestal e Pesquisas em Segurança Hídrica. A maior parte do trabalho do projeto Azahar é na área de educação ambiental, que envolve cursos em Recursos Hídricos e Meio Ambiente para professores da rede municipal, estadual e particular em Laranjeiras.

Também desenvolve atividades de mobilização, tais como: palestras, dias de campo, visitas técnicas; oficinas de participação, sendo que nessa parte se incluem atividades específicas para o público feminino e para crianças e adolescentes.

No momento, o projeto está restaurando mais de 8 hectares de mata Atlântica nas margens do rio Cotiguiba, no município de Laranjeiras. Seu espaço geográfico de atuação é a bacia hidrográfica do rio Sergipe, mais especificamente o município de Laranjeiras-SE, especialmente nas comunidades Pedra Branca e Bom Jesus. 

O objetivo geral do projeto Azahar: Flor de Laranjeiras é fomentar e desenvolver a segurança hídrica da bacia hidrográfica do rio Sergipe, com ênfase no município de laranjeiras, por meio do monitoramento ambiental e da racionalização, conscientização e efetivação de um projeto de educação que contribua para eficiência dos usos múltiplos da água.

Originado a partir de uma parceria entre a Universidade Federal de Sergipe – UFS – e a Petrobras, o Projeto Azahar: Flor de Laranjeiras é fruto da preocupação com a responsabilidade social e cuida, segundo o professor Antenor de Oliveira Aguiar Netto, doutor em Agronomia e coordenador-geral do Projeto, das pessoas e das águas do rio Sergipe.

Com essa intenção de cuidar de pessoas, recebeu a professora Patricia Rosalba Salvador Moura Costa, doutora em Ciências Humanas e coordenadora-adjunta do Projeto, para um debate em torno da violência de gênero.

“A ideia básica da prosa Azahar é proporcionar a realização de diálogos interdisciplinares sobre temas ambientais e sociais. A violência de gênero é grave na nossa sociedade, pode ser considerada uma pandemia paralela que precisa ser debatida em todos os espaços”, afirma Antenor.

Patrícia concorda: “sendo assim, o Projeto Azahar proporcionou o diálogo, que foi bastante explicativa e provocativa, com dados que evidenciaram a preocupação em torno do aumento das violências domésticas durante a pandemia de Covid-19”.

Isso porque, para ela, a pandemia amplificou o problema, uma vez que isolou agressor e vítima no espaço residencial. “Então, é preciso que a ciência dialogue interdisciplinarmente com temas que envolvem todos os setores da sociedade, afinal, não se pode separar ambiente e sociedade”, acrescenta.

Nesse cenário,  ambos ressaltam que não se pode tolerar a violência doméstica em nenhuma circunstância. “Os dados mostram que o número de feminicídio no país é altíssimo, algo que nos envergonha. É um dever de todos/as nós estarmos atentos e vigilantes às violências domésticas que acontecem ao nosso redor, porque com uma simples ação podemos salvar vidas”, alerta o coordenador.

Segundo ele, embora não seja o foco do Azahar, o projeto pretende continuar discutindo essa temática. “O projeto estará sempre atento às questões das violências contra mulheres. Além disso, desenvolvemos atividades que abordam temas como saúde e questão de gênero; curso sobre produção de sabão doméstico para homens e mulheres”, revela.

“Entendemos que o tema violência é questão essencial para a formação das pessoas, em todos os níveis educacionais, classe, idade e gênero”, completa a professora Patrícia Rosalba.  

Antenor de Oliveira: diálogos interdisciplinares sobre temas ambientais e sociais