Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Protagonizada por mulheres, enfermagem celebra data e reconhecimento
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Quadro da enfermagem no país é composto por um 80% de técnicos e auxiliares e 20% de enfermeiros

“São equipes formadas por profissionais de diversas áreas e especialidades, nas quais o enfermeiro tem cada vez mais espaço, pois ele é o principal pilar para a condução da vida dos usuários”, defende Michelle. Agora, com a pandemia, a responsabilidade deles é cada vez maior.

“É um cuidado dobrado tanto com os usuários quanto com os profissionais da área, porque eles também adoecem, estão na linha de frente e precisam desse olhar e cuidado diferenciados”, afirma. Segundo Michelle, a pandemia mudou todo o contexto da atuação dos enfermeiros.

Hoje eles precisam ter uma disponibilidade maior, um cuidado singular com eles e com os usuários, reconhece a enfermeira. “É preciso ter um olhar macro para não comprometer o serviço, pois toda e qualquer sinalização do usuário e do servidor requer um olhar diferenciado”, resume Michelle Dias.

Como gestora da área na rede municipal, ela reconhece que o perfil do profissional de Enfermagem está cada vez mais diversificado. “O enfermeiro tem a predominância do aspecto técnico, mas não é só isso, ele tem uma ação coadjuvante em vários serviços de saúde, seja assistencial ou mesmo na gestão”, admite.

Mesmo com a rotina totalmente mudada, ela acredita que o reconhecimento é necessário e deverá ser mantido no pós-pandemia. “Porque a manutenção da vida do indivíduo não depende apenas dele, mas também de nós, que prezamos pelo direito à saúde. E o enfermeiro tem potencial para assumir postura diferenciada na gestão do sistema de saúde”, avalia.

Celebrado nesta terça-feira, 11 de maio, o Dia do Enfermeiro, este ano, tem significado especial: com a pandemia do novo coronavírus, os profissionais da área têm sido cada vez mais demandados, capacitados e reconhecidos por toda a sociedade.

Atualmente, o quadro da enfermagem no país é composto por um 80% de técnicos e auxiliares e 20% de enfermeiros. Proporcionalmente à população, que representa 28,4% dos brasileiros segundo o IBGE, a região Nordeste apresenta a menor concentração de profissionais, com 17,2% das equipes de Enfermagem.

Mas, em todo o país, a categoria é predominantemente feminina, sendo composta por 84,6% de mulheres e apenas 15% de homens. Na rede de saúde de Aracaju, de acordo com a folha de pagamento de abril, elas são 348, contra 69 enfermeiros – sendo que há perspectiva de aumento, já que a Prefeitura está contratando profissionais para o hospital de campanha e outras unidades.

Coordenadora da Estratégia de Saúde da Família do município de Aracaju, a enfermeira Michelle Dias dos Santos é uma das representantes da classe. Ela é responsável pela gestão das 45 Unidades Básicas de Saúde mantidas pela Prefeitura de Aracaju e pelas 132 equipes de profissionais que realizam o atendimento nelas.

Michelle Dias: “É preciso ter um olhar macro para não comprometer o serviço”