Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

PSL de Sergipe nega qualquer irregularidade com recursos para candidatas 
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MP investiga destinação de recursos para candidaturas femininas em Sergipe 

O Ministério Público está investigando possíveis candidaturas femininas fantasmas em Sergipe. É que com a lei que reserva 30% de candidaturas para as mulheres, algumas foram lançadas com o único objetivo de preencher o percentual legal e, claro, abocanhar os recursos destinados a elas.

Esses recursos, na maioria das vezes, foram destinados a outras candidaturas, especialmente às masculinas, fugindo completamente ao objetivo da reserva de vaga. No cenário nacional, o PSL foi um dos partidos que tiveram seu nome exposto em escândalos do tipo.

Mas, em Sergipe, o presidente da sigla, Waldir Viana, garante que jamais agiria ou permitiria que agissem dessa forma. “Estão nos medindo com a régua errada”, diz Waldir. Segundo ele, para que em Sergipe acontecesse o que aconteceu em nível nacional, seria preciso, primeiro, ter dinheiro do fundo partidário, o que não é o caso.

“Nenhum candidato do PSL de Sergipe recebeu recursos do fundo, seja homem ou mulher. Não veio um centavo para Sergipe”, assegura o presidente. De acordo com ele, todos que se candidataram custearam suas próprias campanhas com recursos próprios. 

“Até porque o PSL em Sergipe está com problemas de prestação de contas e desde que assumi tenho tentado saná-los. Estamos pagando a dívida com a Advocacia Geral da União - AGU - e ainda não podemos receber recursos”, justifica Waldir.

Esses problemas decorreram exatamente do fato de o partido não ter cumprido, anteriormente, o percentual mínimo de mulheres nos quadros. “O João Costa (João Tarantella, ex-presidente) não teve essa preocupação e hoje estamos nessa situação. Mas mesmo que tivéssemos recebido recursos, não aconteceriam os desvios. Estou falando apenas que há essa observância legal”, reitera. 

Vale lembrar que o próprio Waldir é contra as cotas para participação de mulheres nas eleições. “É errado. Elas já ocuparam seu espaço. Quero sim que participem, as mulheres têm um olhar singular que é importante para a política, mas sem a cota”, ressalta.

Opiniões à parte, o fato é que a reserva para candidaturas femininas existe e deve ser respeitada, assim como a boa destinação dos recursos. Goste-se ou não, concorde-se ou não. “Tem que investigar e, se tiver errado, que pago. Eu posso me responsabilizar apenas por Sergipe e, aqui, não houve nada errado”, garante Waldir.

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