Politica & Mulher
Tanuza Oliveira

É jornalista desde 2010, com atuação em veículos impressos e assessorias de comunicação.

Rainha Elizabeth: ícone de poder, elegância e - por que não? - representatividade
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Rainha Elizabeth: sete décadas de poder 

Ela tem 96 anos, está no topo dos líderes mundiais e acaba de registrar uma marca histórica: está há 70 anos no poder. Sim, estamos falando de Elizabeth Alexandra Mary, ou, “simplesmente”, rainha Elizabeth II. 

Sem dúvidas, por si só, o fato de ocupar esse espaço pode ser considerado o maior feito feminista da rainha, mas não é só isso: ao longo de sete décadas, Elizabeth promoveu atos e debates importantes para as mulheres. 

Em junho de 2015, ela abriu a 100ª reunião do Women's Institute no Royal Albert Hall, em Londres, comemorando os avanços e conquistas das mulheres no último século. “No mundo moderno, as oportunidades para as mulheres darem algo de valor à sociedade são maiores do que nunca, porque, por meio de seus próprios esforços, elas agora desempenham papéis significativos em todas as áreas da vida pública”, afirmou. 

Em 2011, a rainha foi a responsável por supervisionar mudanças nas leis de sucessão ao trono britânico. Até então, as regras definiam que o herdeiro deveria ser sempre o primogênito do monarca. Agora, o gênero não importa. 

Se William e Kate tivessem tido primeiro uma filha, ela seria a indicada ao trono. Mas, no caso, o primeiro filho do duque e da duquesa de Cambridge é o príncipe George. 

A rainha é a única chefe de estado do mundo que serviu durante a Segunda Guerra Mundial e que continua viva. Além disso, ela foi também a primeira mulher da família real a se juntar às Forças Armadas.

Inclusive, aperfeiçoou suas técnicas no volante durante o conflito, porque era responsável por dirigir caminhões e aprendeu a consertar carros no Serviço Territorial Auxiliar Feminino.

Em 2003, a rainha convidou o rei Abdullah para dar uma volta em sua propriedade de Balmoral, na Escócia, durante uma visita oficial. Na época, as mulheres da Arábia Saudita não tinham permissão para dirigir o próprio carro.

A professora e socióloga Tânia Elias Magno da Silva, confirma: “a rainha Elizabeth já entrou para a história pelos 70 anos de reinado e por tudo o que ela enfrentou neste período. Sempre mantendo uma postura à altura do cargo. Não é a toa que os ingleses a veneram”. 

Segundo Tânia, nestes 70 anos o mundo feminino mudou muito e as mulheres quebraram vários tabus. “Na Inglaterra, a figura da rainha é um simbolo de dignidade e força e, claro, isso reflete na figura feminina, mas nada tem a ver com o movimento feminista em si”, ressalta.

No entanto, a monarquia é conservadora e a rainha não foge à regra. “Toda a desavença com o príncipe Harry e sua esposa, Megan, que culminou no afastamento do casal da realeza. Tambem em relação ao casamento da princesa Diana. A rainha sempre obedece rigido protocolo”, constata.

E o que separaria a mulher Elizabeth e a rainha? “Não sei se poderiamos separar uma da outra. Então, essas mudanças são resultado das mudanças no mundo, que não deixou de fora a familia real com todas as suas contradições. Os ingleses prezam a monarquia e sua liturgia”, destaca.

 

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