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Maria Tereza Andrade

É jornalista graduada desde 1995 e tem experiência em veículos de mídia em Sergipe e no Brasil.

Parceria da UFS com ONGs cria oportunidades sustentáveis no semiárido, destaca Zezinho Sobral  
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Projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos fortalece a agricultura familiar e recupera áreas degradadas no semiárido nordestino

Fortalecer o cultivo do algodão no semiárido por meio de consórcios agroecológicos, promovendo a geração de renda e ampliando horizontes da agricultura familiar. Estas são algumas das vertentes do projeto Algodão, iniciativa coordenada pela ONG Diaconia, de Pernambuco, em parceria estratégica a Universidade Federal de Sergipe - UFS -, Campus Sertão – Nossa Senhora da Glória -, a Embrapa Algodão e o Centro Dom José Brandão de Castro – CDJBC.

Defensor da agricultura familiar e da integração da universidade com o homem do campo, o deputado estadual Zezinho Sobral, Pode, que é vice-presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Sergipe - Alese -, foi até a Unidade de Aprendizagem em Pesquisa Participativa – UAP -, no assentamento Cachoeirinha 1, para ver de perto a iniciativa.

No local, está a propriedade do agricultor Humberto Vieira, que cedeu tarefas de terra para experimentos do projeto, que desenvolve um modelo sustentável com base na agroecologia, criando oportunidades de consorciamento do algodão orgânico. Segundo o trabalhador rural, a parceria com a universidade está fazendo diferença na vida do semiárido e mostrando resultados. “Nossa área é de produção e de pesquisa”, comemora Vieira

Para o deputado Zezinho Sobral, o acesso à educação e à tecnologia fortalece os agricultores familiares, e o Campus do Sertão contribui no enriquecimento da pesquisa e de boas práticas para o homem do campo.

“A parceria do Campus do Sertão da UFS com as ONGs que atuam no semiárido cria oportunidades de desenvolvimento sustentável. Humberto abriu as porteiras de suas propriedades para receber o projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos, ampliando possibilidades de crescimento. Com o projeto, o algodão se integra ao milho, ao gergelim e à pecuária leiteira da região e recupera áreas degradadas”, explica Zezinho Sobral.

“Nosso sertão é rico e próspero. É uma região com vários processos avançados de desertificação e trabalha essa proposta que se integra à bacia leiteira. Há também ações de desenvolvimento para usar o esterco no roçado com uma série de práticas integrativas no campo da pecuária com a lavoura. Todo trabalho de recuperação e conservação de solo feito e o resultado com práticas simples que dão resultado. Fiquei encantado com a aplicação do conhecimento e de novas tecnologias para o fortalecimento do agricultor familiar e na diversificação das culturas. O projeto gera renda para os agricultores, promove o uso responsável do solo e do meio ambiente”, destaca Zezinho Sobral.

Zezinho Sobral: acesso à educação e à tecnologia fortalece os agricultores familiares

O projeto Algodão visa gerar renda para mais de duas mil famílias com o aprimoramento e a expansão do algodão agroecológico consorciado com outras culturas alimentares em seis estados do semiárido nordestino. A estimativa de produção é de mais de 70 toneladas de pluma orgânica, 127 toneladas de feijão, 242 de milho e 23 de gergelim. O projeto teve início em agosto de 2018 e conta com um subsídio financeiro de R$ 5 milhões enviados pelo Instituto C&A.

Em Sergipe, o Projeto Algodão é desenvolvido com 137 famílias de seis municípios do Alto Sertão: Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre de Sergipe, Gararu, Porto da Folha, Poço Redondo, Canindé do São Francisco.

O professor da UFS, Felipe Tenório Jalfim, é o coordenador do projeto pela instituição e explica a importância da iniciativa para os agricultores familiares. “A grande essência desse projeto é fortalecer a produção familiar, saindo da monocultura do milho e agregando à pecuária, ao algodão, ao gergelim e ao feijão de volta, preservando o meio ambiente. Todo esse movimento promove a geração de renda, dentro de uma perspectiva de preservação ambiental. O agricultor começa a fortalecer e enriquecer o solo dele. Cachoeirinha é um polo, mas o projeto está ainda no Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco”, destacou.

Para o reitor da UFS, Valter Santana, as ações da instituição vão além da formação profissional. “Agradecemos aos agricultores e a toda a comunidade que confiam na UFS e na importância da pesquisa para levar conhecimento, resultados e fortalecimento para a agricultura. A universidade pública não faz sentido se ela não tiver aproximação da sociedade”, ressalta.

Fonte e fotos: Ascom

 

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