Politica & Negócios
Maria Tereza Andrade

Maria Tereza Andrade é jornalista, graduada pela Unit em 1995, com experiência em veículos de comunicação em Sergipe e no Brasil. 

Programa Centelha: EducAr propõe um novo olhar à tecnologia na Educação
Compartilhar

Neuroengenheiras querem transformar a Educação e trazer uma nova forma de aprender

Transformar a educação de forma criativa e inovadora, proporcionando aprendizado por experiências, através do uso da tecnologia de Realidade Aumentada - RA - e da Realidade Virtual  - RV. Esta é a proposta da EducAr, uma das 23 startups que surgiram após aprovação no Programa Centelha, realização do Governo do Estado de Sergipe, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e a Inovação Tecnológica - Fapitec/SE.  

A EducAr por iniciativa das neuroengenheiras Mab Abreu, Tássia Nunes e Tâmara Nunes, que pensaram na possibilidade de trabalhar com a Realidade Virtual e resolver problemáticas encontradas na educação, por meio do aprendizado imersivo.

De acordo com Mab Abreu, que é psicóloga, mestre em neuroengenharia e coordenadora do projeto, a ideia consiste em aplicar um novo método de ensino e aprendizagem por meio de storytelling (capacidade de contar histórias de maneira marcante, a partir de técnicas como o uso de recursos audiovisuais juntamente com as palavras) e gamificação (uso de mecânicas e características de jogos para engajar, motivar comportamentos e facilitar o aprendizado).

"Essas técnicas desenvolvem a pré-ativação cerebral, para uma absorção mais completa de cada tipo de conteúdo de forma prática", explica Mab Abreu. Com a implementação da Realidade Aumentada e a utilização de aspectos da gamificação e da contação de histórias em sala de aula, a EducAr oferece um conceito de integração e interatividade entre professores e alunos, e a construção do conteúdo partindo de ambos.

"Nosso objetivo é transformar a educação e trazer uma nova forma de aprender, porque acreditamos que cada cérebro, cada pessoa, tem potencialidades infinitas de aprendizagem, de gerar neuroplasticidade, e que através do aprendizado imersivo, causando experiência emocional, seja mais confortável a expansão dessas potencialidades", reforça Mab. 

COMO FUNCIONA

O projeto passou por fragmentações para ser realizado, logo, algumas etapas já foram feitas e estão sendo executadas. Mas deve-se levar em consideração que o projeto é contínuo, ou seja, estará sempre se renovando e sendo remodelado ao longo do tempo. "Já fizemos a implantação da Realidade Aumentada na sala de aula e os alunos puderam ter a experiência de trabalhar com essa tecnologia. Sou professora universitária, então já utilizei a ferramenta em algumas aulas para os alunos e foi muito bem recebido. Estamos implementando a parte do treinamento para os professores e unindo mais duas etapas para finalizar o projeto", esclarece a coordenadora.

A EducAr pretende integrar escolas públicas para a realização do projeto piloto completo, oferecendo o treinamento com os professores  e todo o suporte para eles poderem se transformar dentro da nova metodologia, utilizando-a com seus alunos. "Após isso, pensamos em parcerias com as Secretarias de Educação para levá-lo a diversas escolas do mesmo município e também em escolas particulares que tenham interesse na inovação dentro do contexto educacional", ressalta.

As fundadoras da startup EducAr contam que à época das inscrições do Centelha elas tinham criado o primeiro protótipo, saindo da idealização para a criação do primeiro MVP - Produto Mínimo Viável. "Decidimos participar porque seria o start de muitas coisas. A primeira era que precisávamos de máquinas adequadas, computadores com alto desempenho para poder desenvolver a tecnologia. Então foi o que o recurso proporcionou. E tem dado certo", comemora Mab Abreu.

CENTELHA

Lançado em junho de 2019, o Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores - Centelha/SE - tem como objetivo promover o desenvolvimento tecnológico como base para modernização do estado, fazendo isso através do estímulo da criação de startups, a partir da geração de novas ideias, disseminando a cultura do empreendedorismo inovador em Sergipe. 

A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - MCTIC - em parceira com a Financiadora de Estudos e Projetos - Finep - , Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq -, Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa - Confap - e a Fundação CERTI, que é responsável pela operação.

Fonte e foto: ASN