Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Segundo Rogério, pré-candidatura do PT em Aracaju é certa e nem Lula reverte
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Rogério Carvalho: “Lula é sempre levado em conta, mas eu acho difícil a militância caminhar de forma diferente”

Os líderes do Partido dos Trabalhadores em Sergipe estão mais do que convictos de que terão mesmo candidatura própria para disputar a eleição para prefeito no Município de Aracaju, tendo como candidato o ex-deputado federal Márcio Macêdo. Na visão do senador Rogério Carvalho, é algo irreversível. 

Para ter certa desse estado irreversível, esta Coluna Aparte invocou o nome do líder supremo do Partido dos Trabalhadores no Brasil e fez a seguinte indagação ao senador: “se Luiz Inácio Lula da Silva chamar vocês e dizer: “olha, vamos manter aquela aliança com Edvaldo”, levaria em conta para mudar de ideia e não ter mais candidatura própria?”.

A Coluna ouviu a seguinte resposta do senador: “olha, o Lula é sempre levado em conta, mas, no caso desse pleito em Aracaju, eu acho difícil a militância caminhar de forma diferente, porque tem uma vontade, um desejo. Não pode ter unanimidade com relação ao nome escolhido (Márcio Macêdo), mas tem unanimidade em disputar”, afirma.

De acordo com Rogério, a pré-candidatura de Márcio é uma decisão bem amadurecida e bem consistente da militância do PT. “Não é uma decisão ou um desejo isolado da direção do partido. É uma vontade expressa de todos os setores do partido de ter uma candidatura própria à Prefeitura de Aracaju”, informa.

O senador deixa claro que o PT tem todo o direito natural de buscar um autonomia, após passar vários anos - três eleições seguidas para prefeito em Aracaju e duas seguidas para governador em Sergipe - apoiando nomes de partidos diferentes nas eleições.

“Edvaldo foi o nosso candidato em 2008, Valadares, em 2012, e Edvaldo nosso candidato novamente em 2016. Não podem nos acusar disso (querer ser protagonista). De forma nenhuma. No Governo, Jackson foi nosso candidato em 2014 e Belivaldo, em 2018”, relembra Rogério.

“É natural que o partido queira se apresentar de novo à sociedade, se colocar à disposição. Isso é normal de todo partido político. Todo partido quer dizer, falar alguma coisa”, destaca o senador.