Propaganda & Negócios
Lúcio Flávio Rocha

Lúcio Flávio Rocha é graduado em Propaganda e Publicidade pela Unit e atua na área há quase 20 anos. Assina esta mesma coluna também no Cinform.

Tragédia anunciada
Compartilhar

Parecia um presságio, uma profecia nada agradável. Avisei na Coluna da semana passada acerca do potencial destrutivo da inaptidão e omissão de prefeitos e governadores sobre o que passam os empresários de Sergipe atualmente. Eu alertava sobre a tragédia que estava prestes a acontecer neste mês de junho. A famosa frase “falidos a gente vê depois”, nunca foi tão dura e cruel.

Notícias de fechamento de estabelecimentos empresariais pipocam em todos os grupos de whatsapp e redes sociais. Desde estabelecimentos menores, como a comovente história da loja de jeans que existia no mesmo ponto há 22 anos e teve que fechar as suas portas, até empresas grandes e bastante conhecidas, como o restaurante Muratto.

Há também outras grandes empresas se readaptando e diminuindo de tamanho, reduzindo a quantidade de filiais, como o famoso Açaí & Cia, e até a Casa Alemã. Existem ainda aqueles que não sabem como será o futuro, como pudemos perceber no dramático áudio que circula nos grupos empresariais com o desabafo do conhecido proprietário do restaurante Cariri.

Para piorar tudo, o lampejo de esperança do plano de retomada da atividade econômica, alardeado na semana passada pela equipe de comunicação e de assessores do Governo, veio sem nenhuma previsão de data. Sem nenhuma perspectiva segura para planejamento dos empresários. Sem prazos concretos.

Pior: segundo matéria em um portal de notícias sergipano, o governador decidiu não tocar no assunto nesta segunda-feira, conforme fora previsto. Ou seja: empresários mais uma vez à deriva, ao Deus dará.

A incerteza e a falta de perspectivas são angustiantes para os empresários. Endividados e no limite em suas contas, muitos sequer conseguem empréstimos para reparar os danos desta prolongada quarentena. Os problemas são: ou os bancos estão temerosos demais nos critérios de aprovação ou os empresários estão negativados. Ou um, ou outro! E dinheiro, nada!

Semana passada fez um ano do trágico acontecimento do empresário que, num ímpeto de desespero, tirou a própria vida na frente do governador. O que mudou no ambiente econômico para atenuar o sufoco de quem gera empregos e impostos? Vida que segue?

Já que abrir motéis não fora lá tão eficiente para o isolamento e contenção do vírus, sugiro ao governo do estado mudar a estratégia e liberar os cultos em instituições religiosas. Talvez recorrer a Deus seja o melhor a ser feito agora. Só Jesus na causa!

COMPRA SOLIDÁRIA

Foi um sucesso a ação mobilizada pelo Brasil200 para atenuar os prejuízos do lojista que gravou um vídeo desmontando a sua loja do Centro, a Club Jeans. O grupo se reuniu para adquirir peças do estoque com intuito de ajudar a família de proprietários neste momento tão difícil.

A ação no estilo “compra solidária” levou os donos da loja às lágrimas e deu-lhes uma esperança de que nem tudo estava perdido. Parabenizo a todos que divulgaram a ação e aos que se dispuseram a ir comprar.

“Muitos vieram aqui sem nem se preocupar com o que estavam comprando. Só queriam mesmo me ajudar. Foi gratificante” disse o proprietário Jonathan Alencar.

CLIENTE DIRETO

A Globo acaba de lançar um aplicativo que está deixando as agências de publicidade com as orelhas em pé. A ferramenta permite a criação e produção de comerciais para ser veiculados na emissora sem a necessidade de intermediários. Tudo autoexplicativo, na melhor modalidade “faça você mesmo”, estreitando ainda mais o elo entre o anunciante direto e a tv. E agora, agências?

CONTRATO EMERGENCIAL I

Não vejo motivos para condenar a agência de publicidade contratada pela Prefeitura no contrato emergencial. A Art & C é uma empresa conceituada, já presta serviços à Secom e não é culpada por nenhum tipo de contrato ou verba.

Aliás, faz um excelente trabalho, diga-se de passagem. O problema está na verdade em quem decidiu por um contrato emergencial com dispensa de licitação. É a tal questão: pode, mas não deve. É lícito, mas não convém.

CONTRATO EMERGENCIAL II

É lógico que a comunicação pública é uma necessidade e quase uma obrigação do gestor, como uma espécie de prestação de contas, por conta da necessidade de dar visibilidade aos atos públicos.

Mas explico os dois problemas nesse caso. Primeiro, o montante de verba para o período de três meses é flagrantemente alto e exagerado. R$ 2,5 milhões é muito dinheiro para alcançar uma sociedade que está com pouco deslocamento, impactada por menos opções de mídia. É óbvio que não precisa tanto.

CONTRATO EMERGENCIAL III

Segundo, se fosse pra ser emergencial, se fosse para escolher a agência a dedo, por que não escolher uma empresa genuinamente sergipana? Quantas estão realmente precisando deste trabalho neste exato momento?

Para o município, não seria importante que toda a verba circulasse aqui dentro ao invés de sair para uma empresa de fora? Minha solidariedade às agências sergipanas. Com a palavra, meus amigos empresários do grupo É de Sergipe.

FEITO À MÃO

No melhor estilo dos copos da Starbucks com nomes dos clientes, os recadinhos escritos à mão têm feito sucesso nas entregas delivery. Numa sociedade hiperconectada e digital, onde tudo é artificial, frio e on line, receber um bilhetinho de gratidão, feito à mão, num pedacinho de papel, é por demais envolvente e ativa os vínculos afetivos e emocionais com as empresas. Meu último bilhetinho eu recebi do Açaí & Cia, do Caio.

SEM PARTIDO

O fundador do projeto “Escola sem Partido”, Miguel Nagib, deu entrevista à distância na Rádio Jornal FM, com Carlos Batalha, e no Balanço Geral Sergipe da Tv Atalaia, com Ricardo Marques, e alertou aos donos de escola e professores de Sergipe que existem direitos dos pais dos alunos que podem estar sendo infringidos em sala de aula.

Ele deu dicas de como o colégio e os professores devem proceder para evitar que a sala vire um ambiente ilegal e insalubre, especialmente no que se refere aos valores da família do aluno. Em tempos de aula on line em que os pais têm o direito de filmar a atuação dos professores, todo cuidado é pouco! Nagib chama seu projeto de Código de Direito do Consumidor da Educação.

ELOGIE AQUI

Para mudar este estigma de usar redes sociais apenas para falar mal das empresas e reclamar de atendimentos, queremos fazer o contraponto em nossa coluna! Se você tiver uma experiência que superou suas expectativas com alguma empresa, divulgue aqui!

Envie o seu depoimento para nós, que publicaremos neste espaço. Falar bem, faz bem. O e-mail é: lucioflaviorocha@gmail.com

PARA REFLETIR

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” Atos 3:

 

Ω Quer receber gratuitamente as principais notícias do JLPolítica no seu WhatsApp? Clique aqui.