Alberto Macedo: “Precisamos atrair mais parceiros e investimentos, porque a Barra é a cidade do futuro”

Entrevista

Jozailto Lima

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Alberto Macedo: “Precisamos atrair mais parceiros e investimentos, porque a Barra é a cidade do futuro”

1º de maio de 2021
“A previsão de crescimento da Barra dos Coqueiros para os próximos 10 anos é impressionante”

Uma cidade e um gestor público em sintonia com os novos, ou novíssimos, tempos que prometem avanço, prosperidade e, obviamente, transformação social e ambiental que pedem muito zelo e alerta.

Assim são hoje a cidade da Barra dos Coqueiros, do outro lado de Aracaju, e o seu novo-antigo gestor Alberto Macedo. Ela foi administrada por ele de 1989 a 1992. Mas nos últimos 30 anos, ambos mudaram drasticamente.

De lá para cá, ele experimentou três mandatos de vereador dela mesma e voltou ao comando do seu Executivo ano passado. Ela conheceu o boom imobiliário, industrial e demográfico que lhe fez pular de 12.700 habitantes em 1991 para 31 mil no ano passado - 2020.

Isso é algo incomum na evolução sociodemagráfica dos municípios sergipanos. Mas, apesar disso tudo, parece que ambos - cidade e prefeito - sabem aonde querem e podem chegar.

Alberto, aos 65 anos, é muito seguro do leme que tem nas mãos. A Barra, aos 67, vê o açoite dos novos tempos modelando seu corpo, com condomínios e mais condomínios, horizontais e verticais, e projetos industriais que papocam aos montes, e vai aguentando.

Alberto Macedo e três dos quatro filhos: Taline Matias Macedo, Vitor Anthony e Alberto Jorge Macedo Júnior
Alberto Macedo, em ofício de prefeito, conferindo tabelas de obras

De queixa, Alberto Macedo tem apenas uma, que parece ser circunstancial: a queda das receitas municipais neste ano de 2021. E o baque não foi dos pequenos.

“Para se ter ideia, em dezembro (de 2020) a arrecadação esteve próxima dos R$ 20 milhões e em janeiro (de 2021) arrecadamos R$ 8,5 milhões”, informa o prefeito, com transparência.

Mas nem por isso Alberto Macedo esmorece. Ele levanta a cabeça como quem diz que é pra frente que se anda.

“Nessa última semana, entregamos os alvarás de dois grandes empreendimentos: o do Barra Mar Shopping e o do Padang Beach Residence”, avisa ele.

“São empresas dos ramos comerciais e da construção civil que estão chegando na cidade para gerar emprego, renda e receita pros cofres do município”, completa.

Alberto Macedo bota muita fé no que se abrirá de horizonte industrial na Barra dos Coqueiros a partir da Celse e das suas múltiplas possibilidades de geração de indústrias.

“A Celse, que é a maior termoelétrica da América Latina, além de recursos, traz visibilidade para a cidade. Hoje, a Barra dos Coqueiros é vista de outra forma por quem é de fora e temos muito orgulho da nossa ilha”, avisa o prefeito.

Alberto Macedo, o empresário Jorge Felizola, que está se propondo a fazer o Barra Mar Shopping, e a secretária de Governo Taline Matias Macedo

Alberto Jorge Santos Macedo nasceu ali mesmo, em 28 de março de 1956, três anos depois de o arraial da Barra dos Coqueiros deixar de ser um povoado de pescadores pertencente a Aracaju, o que se deu em 25 de novembro de 1953.

Ele é filho de José Mota Macedo e de Maria Antônia dos Santos, e é casado com Sueli Matias dos Santos Macedo, com quem é pai de Taline Matias dos Santos Macedo, 34 anos, Alberto Jorge Santos Macedo Júnior, 32 anos, Vitor Anthony Matias dos Santos Macedo, 22 anos, e de Monise Maria Macedo, de 40 anos, de um relacionamento anterior a Sueli.   

Alberto Macedo tem duas graduações de nível superior - em Direito e em Serviço Social. Ambas pela Universidade Federal de Sergipe.

Alberto Macedo é “caba véi calejado” em eleições. Já disputou oito delas - chegou lá em cinco e beijou a lona em outras três. Elegeu-se prefeito em 1988 e em 2020, e vereador em 2008, 2012 e 2016.

Em 1996 perdeu nova disputa pela Prefeitura, em 2000 pela vice e em 2004, para vereador. Tudo pela Barra, onde ele tem o umbigo enterrado.

“Tenho muita gratidão ao nosso povo por ter me concedido a honra de lhe servir como vereador e como prefeito. Como vereador, sempre busquei legislar e fiscalizar com equilíbrio. Como prefeito, trabalho para realizar as propostas que pensamos e colocamos no nosso plano de governo”, justifica o moço.

Esta Entrevista com Alberto Macedo vale o tempo da leitura, pelo histórico dele e pelos informes da bucólica Barra, que corre o risco de perder codinome de dos Coqueiros pelos tantos avanços especulativos ao seu coqueiral ciliar.

Alberto Macedo com a esposa Sueli Matias Macedo, os filhos e netinha Alice
PERDAS DE MAIS DE R$ 11 MILHÕES
“Na Barra dos Coqueiros, tivemos uma queda de receitas e de recursos oriundos das transferências federais e estaduais de mais de 40% em relação a dezembro de 2020. Para se ter ideia, em dezembro a arrecadação esteve próxima dos R$ 20 milhões e em janeiro arrecadamos R$ 8,5 milhões”


JLPolítica - Por que, ou em virtude de quê, as receitas do município da Barra dos Coqueiros para este ano de 2021 caíram?
Alberto Macedo -
O ano de 2021 sofre as consequências da estagnação econômica decorrente da pandemia do coronavírus e é fato que em todo o país houve queda na arrecadação nos municípios. Alguns mais e outros menos. Mas é um fenômeno que é comum a quase todos os entes federativos.

JLPolítica - E como foi de fato aqui na Barra?
Alberto Macedo -
Na Barra dos Coqueiros, nós tivemos uma queda de receitas tributárias e de recursos oriundos das transferências federais e estaduais de mais de 40% em relação a dezembro de 2020. Para se ter ideia, em dezembro a arrecadação esteve próxima dos R$ 20 milhões e em janeiro arrecadamos R$ 8,5 milhões. Isso é reflexo de alguns fatores como a queda no fluxo das atividades comerciais e de serviços que impactaram a arrecadação dos impostos, sobretudo o ISS e o IPTU. Nós tivemos, por exemplo, uma diminuição acentuada das operações da termoelétrica - que é um dos nossos maiores contribuintes de ISS. Com o término das obras na Celse, perdemos milhões em ISS. Além disso, a arrecadação anual de IPTU também foi atingida pelas consequências da pandemia, que provocou uma diminuição na renda de algumas famílias.

JLPolítica - Mas não houve compensação com redução de custos da máquina?
Alberto Macedo -
Ao contrário. Se nós pensarmos que, além da queda de arrecadação, houve aumento de gastos em algumas áreas importantes, como a saúde, temos um estrangulamento de recursos para investimentos e ações programáticas. Mas, apesar de todas essas dificuldades, nós estamos trabalhando bastante para desenvolver a economia local.

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NOVIDADES NO FUTURO DA BARRA
“Nessa última semana, entregamos os alvarás de dois grandes empreendimentos: o do Barra Mar Shopping e o do Padang Beach Residence. São empresas dos ramos comerciais e da construção civil que estão chegando para gerar emprego, renda e receita pros cofres do município”


JLPolítica - E há novidades neste front?
Alberto Macedo -
Sim. Nessa última semana, entregamos os alvarás de dois grandes empreendimentos: o do Barra Mar Shopping e o do Padang Beach Residence. São empresas dos ramos comerciais e da construção civil que estão chegando na cidade para gerar emprego, renda e receita pros cofres do município. Em breve, estaremos instalando o NAT e o Ponto do Empreendedor para facilitar o acesso da população ao mundo do trabalho e programas de qualificação profissional.

JLPolítica - De modo geral, a chegada do mercado imobiliário e da Celse não impactou positivamente sobre o resultado das finanças municipais?
Alberto Macedo -
Se considerarmos os últimos 10 anos, vemos que o crescimento do mercado imobiliário e a chegada da Celse trouxeram benefícios para a cidade. O mercado imobiliário aquecido traz a necessidade de mais serviços e de mais comércio à cidade. Isso é positivo. A Celse, que é a maior termoelétrica da América Latina, além de recursos, traz visibilidade para a cidade. Hoje, a Barra dos Coqueiros é vista de outra forma por quem é de fora e temos muito orgulho da nossa ilha.

JLPolítica - Mas isso deve exigir uma contrapartida do lugar e de seus gestores?
Alberto Macedo -
Sim, porque sabemos que esse crescimento experimentado com a chegada dos condomínios e da Celse, sobretudo o crescimento populacional, também traz muitos desafios e muitas demandas para as quais precisamos ter respostas satisfatórias. Por isso, precisamos cada vez mais intensificar as ações da Prefeitura no sentido de atrair mais parceiros e mais investimentos, porque a Barra é a cidade do futuro.

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A DIFERENÇA DOS ANOS 90 PARA ATUALMENTE
“O município sobrevivia, praticamente, com o FPM. Hoje, a cidade se desenvolve e recebe cada vez mais serviços, atividades comerciais e tem atraído algumas indústrias, sendo uma das mais promissoras do Estado. A previsão de crescimento para os próximos 10 anos é impressionante”


JLPolítica - Qual é a diferença entre aquela Barra do final dos anos 80 e começo dos 90, quando o senhor a administrou pela primeira vez, para esta de agora?
Alberto Macedo -
São muitas as diferenças, sem dúvidas. Naquela época, a Barra era uma cidade muito pacata, quase sem infraestrutura, quase sem comércio e sem nenhuma atividade industrial de um porte maior. O município sobrevivia, praticamente, com o Fundo de Participação. Hoje, nós vivemos em outro contexto. A cidade se desenvolve e recebe cada vez mais serviços, atividades comerciais e tem atraído algumas indústrias, sendo uma das cidades mais promissoras do Estado. A previsão de crescimento para os próximos 10 anos, de acordo com alguns estudos, é impressionante. Nós vivemos e viveremos muitas transformações. E é papel nosso, da Prefeitura, começar a preparar a cidade para essa nova fase.

JLPolítica - Mas como cidade polo de expansão imobiliária e industrial, quais são as grandes demandas da Barra, cujas soluções não dependem somente do Governo Municipal?
Alberto Macedo -
Nenhum projeto de desenvolvimento se realiza por completo de forma rápida, e nem com uma só instância administrativa. Esse projeto de desenvolvimento se dá em etapas. Apesar do crescimento dos últimos anos, nós ainda temos grandes demandas para solucionar.

JLPolítica - Por exemplo?
Alberto Macedo -
Por exemplo, na infraestrutura em geral, como a viária, a turística, a educacional e noutros equipamentos públicos. Nós da Barra temos que procurar reduzir as desigualdades sociais, o desemprego e a miséria. Temos que melhorar a prestação dos serviços públicos de saúde e segurança, além de iniciativas voltadas para a geração de emprego e renda.

Visita a Celse: Elton Rickarty, secretário de Comunicação, Carlos Montalvão, secretário adjunto de Assuntos Jurídicos, vereador Eduardo Borges, líder do prefeito, Sóstenes Aguiar, secretário de Obras, Alberto Macedo e o representante da Celse
AVANÇOS, MAS SEM DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
“Os avanços imobiliários e industriais ocorrem de forma responsável, com cumprimento da legislação ambiental e das normas sobre uso e ocupação do solo. Para que os empreendimentos se instalem, primeiro eles apresentam o projeto e o Relatório de Impacto de Vizinhança para mostrar ao município quais as consequências positivas e negativas da sua instalação”


JLPolítica - Geração de emprego e renda parece ser um gargalo forte a ser vencido?
Alberto Macedo -
Sim. Quanto a essa última demanda, estamos trabalhando todos os dias para, no menor espaço de tempo possível, gerar postos de trabalho juntamente à iniciativa privada. No quesito segurança, nós implantaremos, ainda nesse primeiro semestre, a Guarda Municipal, ampliaremos os serviços de saúde e de assistência social, convocando os concursados do último concurso público, e estamos buscando recursos junto aos órgãos federais e estaduais, junto ao Governo e aos nossos parlamentares, para realizar obras estruturantes.

JLPolítica - Quais, por exemplo?
Alberto Macedo -
Obras como a revitalização da Avenida Oceânica, as construções da Orla da Rua da Frente e da Orla da Praia da Costa, a construção do Centro Administrativo e a revitalização da Praça de Eventos da Atalaia Nova. Estamos também aperfeiçoando os programas sociais para que todas essas ações em conjunto tragam dias melhores para o nosso povo.

JLPolítica - Como é que o senhor avalia os impactos sobre a cidade gerados pelos recentes avanços imobiliário e industrial? Geograficamente, a Barra é um município pequeno, com apenas 92,2 quilômetros quadrados, metade do tamanho de Aracaju. O senhor teme as consequências desse avanço imobiliário e industrial sobre território tão diminuto?
Alberto Macedo -
Nós temos observado que os avanços imobiliários e industriais ocorrem de forma responsável, com cumprimento da legislação ambiental e das normas sobre uso e ocupação do solo. Os avanços acontecem de acordo com as regras do Plano Diretor Municipal Participativo da cidade, sendo previamente avaliados por um Conselho Municipal formado por membros do poder público e da sociedade civil. Então, para que os empreendimentos se instalem, primeiro eles apresentam o projeto e o Relatório de Impacto de Vizinhança para mostrar ao município quais as consequências positivas e negativas da sua instalação. Somente após essa análise, é que eles conseguem o aval do Município para se instalarem. Além disso, temos na Barra quase 40% do nosso território em Área de Preservação Permanente, que não podem sofrer esse tipo de ocupação imobiliária. Temos a área do Parque Municipal dos Manguezais - a maior reserva de mangue em área urbana do país - e temos a área do Parque Estadual Marituba. Assim, a Barra garante a preservação de uma parte significativa de seu território que não será atingida nem pela expansão imobiliária, nem pela expansão industrial e será um grande atrativo para o ecoturismo.

Alberto Macedo e o vice-prefeito da Barra Adailtinho, em entusiasmo da vitória
AVANÇOS MAIS POSITIVOS DO QUE NEGATIVOS
“A Prefeitura Municipal já está trabalhando no projeto de instalação do Horto Municipal, onde serão produzidas mudas que servirão para as nossas ações de recuperação da mata atlântica e da vegetação nativa. Então, vemos que os impactos causados pelos avanços imobiliário e industrial, até o momento, foram mais positivos do que negativos”


JLPolítica - Mas a gestão municipal se dá por satisfeita com isso e não pensa em algo mais?
Alberto Macedo -
Não. A Prefeitura Municipal já está trabalhando no projeto de instalação do Horto Municipal, onde serão produzidas mudas que servirão para as nossas ações de recuperação da mata atlântica e da vegetação nativa. Então, vemos que os impactos causados pelos avanços imobiliário e industrial, até o momento, foram mais positivos do que negativos, porque trouxeram mais desenvolvimento, mas sem causar uma desordem no território da cidade.

JLPolítica - O senhor consegue desenhar até onde irá a importância da Celse e de suas eventuais derivadas para a Barra em si?
Alberto Macedo -
Como eu disse antes, o fato de termos a maior termoelétrica da América Latina em nosso território atrai olhares diferenciados para a Barra dos Coqueiros e isso traz um certo destaque para a cidade. Ademais, embora tenhamos tido, em 2021, uma queda muito acentuada na arrecadação do ISS da Celse e não tenhamos os mesmos recursos que entraram em anos anteriores, sabemos que a presença da termoelétrica atrairá outros negócios ligados à cadeia energética. Além disso, as novas descobertas de gás natural em Sergipe e, mais especificamente, no território da Barra dos Coqueiros trazem muitas expectativas de que tenhamos uma ampliação industrial forte nos próximos anos. Assim, quanto mais atividades econômicas na cidade, mais riqueza é gerada e há mais oportunidades para melhorar a qualidade de vida da população. Então, sem dúvidas, a Celse tem sua importância para a Barra.

JLPolítica - Socialmente falando, o senhor admite que há muita pobreza na Barra. E como isso é encarado pelo poder público municipal?
Alberto Macedo -
Sim, a Barra dos Coqueiros, como muitas cidades do país, tem essa herança de pobreza. Apesar do seu crescimento, da melhoria de sua infraestrutura, temos muito trabalho pela frente para reduzir a pobreza e as desigualdades. A Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com outras Secretarias, como a Secretaria de Educação e Indústria e Comércio, têm buscado soluções eficazes para reduzir a pobreza em nossa cidade. Estamos construindo novos programas sociais que dão mais amparo, garantem mais direitos e abrem um leque maior de oportunidades para os cidadãos. Nós conseguimos a aprovação de uma nova Lei de Benefícios Eventuais e ampliamos a concessão desses benefícios assistenciais somente nos últimos quatro meses. Recentemente, conseguimos a legislação que dá tratamento diferenciado com vantagens para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte do município, e temos priorizado, cada vez mais, esses empresários locais nas compras da Prefeitura e nas prestações de serviços.

Segundo Alberto Macedo, “a Celse, além de recursos, traz visibilidade para a Barra, vista de outra forma por quem é de fora”
DO SONHO DE UMA OUTRA NOVA PONTE
“Muitos moradores da Barra e de outras cidades sempre comentam conosco a necessidade de uma nova ponte ligando a região da Coroa do Meio, em Aracaju, à Atalaia Nova, aqui na Barra. Vemos com bons olhos essa obra e como um desafio para o Governo do Estado. Mais uma ponte ligando essas duas belas regiões, com certeza, alavancaria o turismo”


JLPolítica - Procede a vinda do Núcleo de Apoio ao Trabalhador - NAT - para a Barra?
Alberto Macedo -
Sim. Nós estaremos, nos próximos meses, entregando não só o NAT como o Ponto do Empreendedor para ampliar e facilitar o acesso da população aos postos de trabalho gerados na cidade, além de promovermos, em parceria com o Sistema S, cursos de capacitação e políticas de incentivo ao empreendedorismo. Além disso, já fizemos projetos de obras importantes para ampliar o turismo, o que gerará mais emprego e renda. Portanto, temos já em andamento um conjunto de ações que visam reduzir a pobreza e dar mais dignidade para a população.

JLPolítica - A Ponte Construtor João Alves Filho vai fazer 15 anos agora em 2021. O senhor acha que o significado dela para a Barra e para o litoral norte sergipano está entrando em maturação agora ou ainda não?
Alberto Macedo -
A Ponte Construtor João Alves é um marco para o litoral norte de Sergipe. Ela abriu uma nova rota para o desenvolvimento dos municípios dessa região. Toda expansão industrial e imobiliária e o crescimento econômico decorrente disso foram muito facilitados pela construção da ponte. Eu acredito que estamos ainda numa fase inicial e há muito por vir em termos de negócios e desenvolvimento para a região.

JLPolítica - Como o senhor recebe esses boatos de que a Barra já teria demanda para uma outra ponte, que partisse das imediações da Coroa do Meio, em Aracaju?
Alberto Macedo -
Realmente, muitos moradores da Barra e até de outras cidades sempre comentam conosco a necessidade de uma nova ponte ligando a região da Coroa do Meio, em Aracaju, à Atalaia Nova, aqui na Barra. Nós vemos com bons olhos essa obra e como um desafio para o Governo do Estado. Mais uma ponte ligando essas duas belas regiões, com certeza, alavancaria o turismo de Sergipe e criaria uma rota litorânea bastante atrativa. Com a possibilidade da celebração de Parcerias Público Privadas, esse projeto talvez tome corpo nos próximos anos.

Alberto Macedo e a esposa Sueli Macedo, em momento de fé
A EXPECTATIVA DE ESTAR COM BELIVALDO
“Temos uma amizade de longa data com o governador Belivaldo Chagas. Mas, ainda não conseguimos ter uma audiência presencial por causa dos riscos da pandemia. Esperamos que, em breve, tenhamos essa oportunidade, quando essa onda severa de Covid-19 diminuir”


JLPolítica - Como está a interlocução entre os Governos da Barra e do Estado de Sergipe? O senhor já teve alguma audiência com o governador Belivaldo Chagas nestes 120 dias de gestão?
Alberto Macedo -
Nós temos uma ótima interlocução com o Governo do Estado. Temos uma amizade de longa data com o governador Belivaldo Chagas. Mas, ainda não conseguimos ter uma audiência presencial por causa dos riscos da pandemia. Esperamos que, em breve, tenhamos essa oportunidade, quando essa onda severa de Covid-19 diminuir.

JLPolítica - Como a sua gestão encarou os problemas da pandemia do coronavírus sobre a saúde e a educação municipais?
Alberto Macedo -
Encaramos com muita preocupação, com muito empenho e responsabilidade. Temos adotado medidas restritivas em linha com as medidas do Governo do Estado. Ampliamos os atendimentos da ala Covid-19 no nosso Hospital de Pequeno Porte. Fizemos campanha de prevenção, distribuindo máscaras e álcool em gel para a população, conscientizando sobre a necessidade do isolamento social, do uso de máscaras e higienização das mãos, fizemos também a verificação da temperatura das pessoas, a sanitização de ruas e prédios públicos. Estamos também seguindo à risca o Plano de Vacinação. Em breve, convocaremos concursados da área da saúde para ampliar e melhorar tanto os atendimentos relacionados à Covid-19 como também melhorar a rede de atenção básica. A área da saúde é muito sensível e exige uma atenção prioritária. Temos que trabalhar para corrigir os erros e tornarmos mais eficiente o atendimento feito junto à população. 

JLPolítica - Não lhe preocupa que todo esse denso coqueiral que dá inclusive nome à cidade e que serve de uma espécie de mata ciliar pro Rio Sergipe seja tragado pelas demandas imobiliárias? Os Governo do Município e do Estado não poderiam fazer algo para preservar parte dele, gerando uma espécie de parque com a face voltada para a capital?
Alberto Macedo -
Essa é uma ótima pergunta. É claro que nos preocupamos com as questões relacionadas à preservação da nossa vegetação originária e nossos manguezais. Foi pensando nisso que o município criou o Parque Municipal dos Manguezais, cuja área vai das margens do Rio Sergipe, passando pelas margens do Rio Pomonga até o povoado Jatobá, onde se encontra com a área do Parque Estadual Marituba que, por sua vez, vai até as margens do Rio Japaratuba, na divisa entre Barra e Pirambu, ocupando também uma vasta área às margens da Rodovia SE-100.

Alberto Macedo com a mãe, dona Maria Antônia dos Santos
EXPERIÊNCIAS NO LEGISLATIVO E NO EXECUTIVO
“Ambos os mandatos são muito importantes. Tenho muita gratidão ao nosso povo por ter me concedido a honra de lhe servir como vereador e como prefeito. Como vereador, sempre busquei fiscalizar com equilíbrio, visando sempre os interesses da população. Como prefeito, trabalho para realizar as propostas que pensamos e colocamos no nosso plano de governo”


JLPolítica - O senhor acha, então, que ambientalmente o município está intacto?
Alberto Macedo -
Embora a expansão imobiliária seja uma realidade irreversível na Barra, quem visualiza a cidade do alto da Ponte Construtor João Alves enxerga a predominância do verde na paisagem. Isso só acontece porque adotamos medidas eficientes de preservação ambiental.

JLPolítica - Os órgãos ambientais estão ativados?
Alberto Macedo -
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente tem feito um excelente trabalho para inibir os danos e crimes ambientais em nosso território. Em breve, receberá um veículo caminhonete bem equipado para fazer fiscalização permanente sobre as áreas preservadas, praias, margens de rios, áreas de lagoas, manguezais, etc. Nós entendemos que meio ambiente preservado é um atrativo turístico muito importante e é fonte geradora de riqueza para o município. Por isso, damos muita atenção e investimos em diversos projetos e políticas públicas do Meio Ambiente. Nesses quatro meses de gestão, já estamos desenvolvendo e executando a instalação do Horto Municipal, em parceria com a iniciativa privada, estamos desenvolvendo o Recicla-Barra, que prevê a criação de um Centro de Logística Reversa, conseguimos a aprovação da Lei Municipal de Licenciamento Ambiental e estamos desenvolvendo projetos relacionados à educação ambiental. São muitas ações que visam garantir o patrimônio ambiental do município.

JLPolítica - É mais sossegado ser prefeito ou ser vereador?
Alberto Macedo -
Veja: ambos os mandatos são muito importantes. Tenho muita gratidão ao nosso povo por ter me concedido a honra de lhe servir como vereador e como prefeito. Embora estejamos vivendo momentos muito difíceis, sobretudo por causa da pandemia, da queda de receitas e do desemprego em massa, busco desempenhar da melhor forma a minha função pública. Como vereador, sempre busquei legislar e fiscalizar com equilíbrio, visando sempre os interesses da população e o melhor para a cidade, independentemente de diferenças partidárias ou ideológicas. Como prefeito, eu trabalho para realizar as propostas que pensamos e colocamos no nosso plano de governo, porque foi o que a nossa população aprovou nas urnas e porque já estão trazendo resultados positivos.

 

 

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