Belivaldo Chagas: “Neste momento de pandemia, as contas em dia fazem diferença”

Entrevista

Jozailto Lima

Compartilhar

Belivaldo Chagas: “Neste momento de pandemia, as contas em dia fazem diferença”

13 de março de 2021
“Em 2020 inteiro, o Governo Federal repassou para Sergipe R$ 4,64 bilhões”

Monossilábico para as questões inerentes à política, às disputas eleitorais futuras de 2022, mas bem falante diante dos temas estruturantes, administrativos, de obras e serviços e de ações de enfretamento à pandemia do coronavírus.

É assim que você, leitor, vai encontrar aqui nesta Entrevista o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, PSD, 60 anos. Ele se manifesta seguro de si, de suas capacidades e de seus objetivos diante da missão de conduzir Sergipe.

E conduzi-lo numa época multiplamente complicada, de pandemia de coronavírus e de uma crise econômica eu vinha serrilhando as finanças públicas locais nos últimos sete anos.

A partir do começo deste mês de março, no aspecto econômico, o governador e o Estado deram sinais de que conseguem respirar sem ajuda de aparelhos.

“O pagamento aos servidores dentro do mês, um direito que conseguimos resgatar após sete anos, é fruto de um trabalho de saneamento nas contas públicas que vem desde o início da gestão”, constata Belivaldo Chagas.

Dizem que, enquanto governador, o senhor age como um dono de bodega que controla o caixa, o estoque, as entradas e saídas, o almoxarifado. Vem disso a perspectiva de sanidade dos recursos do Estado neste tempo de crise?, pergunta-lhe o JLPolítica.

Belivaldo Chagas: “Em momentos duros como o que estamos vivendo, qualquer decisão tem impactos diretos nas pessoas”
Belivaldo Chagas: vacina contra o coronavírus não se acha nas feiras livres

Nesta Entrevista, Belivaldo Chagas reforça que seu Governo está disposto a fazer qualquer negócio, no campo da legalidade, para obter as tão desejadas vacinas. Mas reconhece as dificuldades diante da escassez universal dos imunizantes.

“Sempre deixei claro que pararia qualquer obra para comprar vacinas. O problema é que o mundo todo está atrás e a gente só conseguiu entrar nessa fila agora. Eu até brinco que não é que tenha dose disponível na feira e a gente esteja deixando passar. Não. É que todos os países estão atrás dessas doses. Além do mais, pelo que está acordado hoje em dia, se qualquer estado ou município adquirir vacinas tem que enviar ao Ministério da Saúde”, diz.

Aqui, Belivaldo Chagas desfaz, ainda, uma desinformação vazada pelo próprio presidente da República Jair Bolsonaro, segundo a qual Sergipe teria recebido cerca de R$ 15 bilhões de recursos federais no ano passado. 

“O valor está completamente equivocado. Em 2020 inteiro, segundo o Portal da Transparência, disponível para quem quiser ver, o Governo Federal repassou para Sergipe cerca de R$ 4,64 bilhões, sendo que deste montante já estão incluídos repasses que são obrigatórios, não discricionários da União, como FPE - mais de 3 R$ bilhões - e os royalties – cerca de R$ 64 milhões. São recursos garantidos por lei, independente da vontade do gestor em questão no Governo Federal”, diz.

Nesta Entrevista, Belivaldo Chagas fala das medidas de enfrentamento à Covid-19, da ação de recuperação e estradas estaduais de Sergipe, das perspectivas das Parcerias Público-Privadas que estão se estruturando e se nega a tratar da sucessão estadual do ano que vem.

Nisso, ele avança um pouco apenas na negação a um suposto cansaço do eleitorado sergipano frente à possibilidade de seu agrupamento fazer em 2022 o quinto governador seguido de Sergipe.

Positivado perante o coronavírus no ano passado, ele admite que “sim”, temeu a morte. “Tenho ciência do perigo que representa esta doença, especialmente para mim que sou grupo de risco por alguns fatores. Tenho 60 anos, sou hipertenso e diabético. Mas graças a Deus, atravessei o período de isolamento praticamente sem sintomas”, diz. A Entrevista com Belivaldo Chagas vale a leitura.

Belivaldo Chagas: “Sergipe tem 75 municípios. Pretendo ouvir todos prefeitos, como já venho fazendo, mas preciso organizar uma agenda”
UMA HORA DIFÍCIL DE SE SER GOVERNADOR
“Em momentos duros como o que estamos vivendo, lidando com vidas e os setores econômicos e atividades, qualquer decisão tem impactos diretos no cotidiano das pessoas. Não está sendo fácil de maneira alguma estar governador neste momento”


JLPolítica - Qual é o sentimento de ser um governador na fatalidade de uma pandemia como a do coronavírus, e como senhor se autoavalia no enfrentamento a tudo isso?
Belivaldo Chagas -
Olha, eu sempre digo nas nossas reuniões do Comitê Técnico Científico e de Atividades Especiais, que reúne representantes dos mais diversos setores e especialistas para avaliar o cenário epidemiológico da pandemia em Sergipe, que não está sendo fácil de maneira alguma estar governador neste momento. Em momentos duros como o que estamos vivendo, lidando com vidas e os setores econômicos e atividades, qualquer decisão tem impactos diretos no cotidiano das pessoas. Muitas vezes precisamos tomar medidas mais duras sabendo que seremos alvo de crítica, mas que são necessárias para salvar vidas lá na frente.  

JLPolítica - Como é que o senhor dribla e se liberta “dos milhares de governadores” que saltitam entre os populares dando pitacos quando o assunto é o coronavírus e a Covid-19?
Belivaldo Chagas -
Naturalmente quando somos eleitos para cargos políticos, em especial do Poder Executivo, temos até o dever de ouvir os clamores da população, receber os elogios, críticas, sugestões e a partir daí, com as nossas convicções e ética, buscar desempenhar o melhor trabalho possível na gestão pública. Em momentos tão desafiadores como o que estamos vivendo, quando lidamos com a pandemia de um vírus que ainda estamos conhecendo, é natural que todos tenhamos as nossas opiniões sobre os assuntos que são da ordem do dia e do futuro. As redes sociais também estão cheias de opiniões sobre tudo, infelizmente até com fake news também, que acabam enganando muita gente. O importante é não se deixar levar por “achismos” de A ou de B e estar sempre ao lado de quem entende dos assuntos, dos técnicos e cientistas, que tanto nos ajudam nestes momentos de incertezas.

JLPolítica - O que o Estado de Sergipe montou para enfrentar o coronavírus e a consequente Covid-19 está à altura do dilema desta pandemia?
Belivaldo Chagas -
Eu diria que nenhum lugar do mundo estava preparado para lidar com este vírus desconhecido, com esta pandemia, seja na primeira ou na segunda onda. É só ver as imagens que recebemos ainda no começo de 2020 lá na Itália, depois na Espanha, França, passando pelos Estados Unidos. Tenho certeza de que a nossa geração não tinha vivido nem viverá momentos tão difíceis, com tantas perdas. Mas é inegável o crescimento da nossa estrutura de saúde para atender a toda esta demanda. Saímos de 27 leitos de UTI na rede pública no mês de abril até 209 em 2020. Se o problema que tínhamos no ano passado era a falta de respiradores, hoje temos uma grande dificuldade em encontrar profissionais especialistas na área, intensivistas. Mesmo assim, ainda temos 183 leitos públicos de UTI em funcionamento, com a perspectiva de abrir ainda mais pelo aumento da demanda de casos e de internações.

Jair Bolsonaro: conta feita em favor de transferência de recursos para Sergipe em 2020 bem fora da realidade
DISPOSIÇÃO E DIFICULDADE DE COMPRAR VACINA
“Sempre deixei claro que pararia qualquer obra para comprar vacinas. Que se fosse possível e necessário comprar vacinas diretamente para Sergipe nós estaríamos adquirindo. O problema é que o mundo todo está atrás de vacinas e a gente só conseguiu entrar nessa fila agora”


JLPolítica - Valendo-se da Medida Provisória que assim permite, o senhor pensa em colocar o Estado de Sergipe para comprar vacinas, e haveria recursos para tanto?
Belivaldo Chagas -
Sempre deixei claro que pararia qualquer obra para comprar vacinas. Que se fosse possível e necessário comprar vacinas diretamente para Sergipe nós estaríamos adquirindo. O problema é que o mundo todo está atrás de vacinas e a gente só conseguiu entrar nessa fila agora. Eu até brinco que não é que tenha dose disponível na feira e a gente esteja deixando passar. Não. É que todos os países estão atrás dessas doses. Além do mais, pelo que está acordado hoje em dia, se qualquer estado ou município adquirir vacinas tem que enviar ao Ministério da Saúde, que depois distribui e faz o ressarcimento do valor investido.

JLPolítica - Qual foi seu real sentimento quando se infectou pelo coronavírus? Temeu pela sua vida?
Belivaldo Chagas -
Sim, temi. Tenho ciência do perigo que representa esta doença, especialmente para mim que sou grupo de risco por alguns fatores. Tenho 60 anos, sou hipertenso e diabético. Mas graças a Deus, atravessei o período de isolamento praticamente sem sintomas.

JLPolítica - Dizem que, enquanto governador, o senhor age como um dono de bodega que controla o caixa, o estoque, as entradas e saídas, o almoxarifado. Vem disso a perspectiva de sanidade dos recursos do Estado neste tempo de crise?
Belivaldo Chagas -
Dono de bodega eu não sei, mas fui criado numa família de comerciantes lá de Simão Dias, E quem sabe eu peguei daí, né? Sempre fui deste jeito, especialmente na vida pública. Fazer conta, corta daqui, bota dali e fazendo sempre gestão. Por respeito ao dinheiro público, para poder investir mais e melhor do nosso Estado, especialmente no que o Governo do Estado tem que garantir de prioridade que é Saúde, Educação e Segurança Pública. Neste momento de pandemia, com certeza, as contas em dia fazem diferença. 

Belivaldo Chagas: “Somos um grupo composto por grandes lideranças e estamos trabalhando muito para honrar a confiança dos sergipanos”
DOS REAIS VALORES VINDOS PARA SERGIPE EM 2020
“Em 2020 inteiro, o Governo Federal repassou para Sergipe cerca de R$ 4,64 bilhões, sendo que deste montante já estão incluídos repasses que são obrigatórios, não discricionários da União, como FPE - mais de 3 R$ bilhões - e os royalties – cerca de R$ 64 milhões. São garantidos por lei, independentemente da vontade do gestor em questão no Governo Federal”


JLPolítica - Governador, o que é que está errado naquela conta dos mais R$ 15 bilhões que o presidente Jair Bolsonaro afirma ter mandado para Sergipe em 2020 a propósito de enfrentar a pandemia de coronavírus?
Belivaldo Chagas -
O valor está completamente equivocado. Em 2020 inteiro, segundo o Portal da Transparência, disponível para quem quiser ver, o Governo Federal repassou para Sergipe cerca de R$ 4,64 bilhões, sendo que deste montante já estão incluídos repasses que são obrigatórios, não discricionários da União, como FPE - mais de 3 R$ bilhões - e os royalties – cerca de R$ 64 milhões. São recursos garantidos por lei, independentemente da vontade do gestor em questão no Governo Federal.

JLPolítica - Por que e com base em que o Governo do Estado de Sergipe anunciou que a partir de agora pagará aos seus servidores dentro do mês. De onde vem este fôlego?
Belivaldo Chagas -
O pagamento aos servidores dentro do mês, um direito que conseguimos resgatar após sete anos, é fruto de um trabalho de saneamento nas contas públicas que vem desde o início da gestão. Em 2019 fui muito criticado pelo corte de gastos que fiz, mas era ano de organizar as finanças e preparar o Estado não só para o 2020, que se avizinhava, mas para o futuro.

JLPolítica - O que foi possível fazer contra a degradação das rodovias sergipanas nestes dois anos de gestão e o que o seu governo programa para até o final de 2022?
Belivaldo Chagas -
Todos sabem do problema crônico que Sergipe tem há bastante tempo, que são as nossas estradas estaduais. Graças justamente ao trabalho de controle das contas públicas que fizemos em 2019, que nos garantiu uma melhora na avaliação do Tesouro Nacional e possibilitou a chegada de mais investimentos, conseguimos um empréstimo junto à Caixa que somado a recursos do tesouro já nos garantiu R$ 330 milhões apenas na primeira etapa do Pró-Rodovias.

Belivaldo Chagas temeu pela vida quando positivou: “Temi. Tenho 60 anos, sou hipertenso e diabético. Mas graças a Deus, atravessei o isolamento praticamente sem sintomas”
CARA NOVA PARA AS RODOVIAS ESTADUAIS
“Todos sabem do problema crônico que Sergipe tem há bastante tempo, que são as estradas estaduais. Graças ao trabalho de controle das contas públicas que fizemos, conseguimos um empréstimo que somado a recursos do tesouro já nos garantiu R$ 330 milhões apenas na primeira etapa do Pró-Rodovias. São 441,5 km que estavam numa situação crítica e agora estão sendo completamente reconstruídos”


JLPolítica - Já foram recuperados quantos quilômetros?
Belivaldo Chagas -
São 441,5 km de rodovias que estavam numa situação crítica e agora estão sendo completamente reconstruídos por todo o Estado. Temos a perspectiva de chegar a 800 km de estradas na segunda etapa do programa e para isso contamos mais uma vez tanto com o apoio da bancada sergipana em Brasília quanto dos nossos parlamentares da Alese. Estes apoios foram fundamentais para que Sergipe tivesse as suas estradas estaduais em reconstrução e eu conto sempre com eles, mantendo a independência harmônica entre os Poderes, para podermos avançar ainda mais nesta e em outras questões.

JLPolítica - Por que houve grita local contra a nova licitação do Hospital do Câncer Governador Marcelo Déda? Afinal, ele agora sai do chão?
Belivaldo Chagas -
Estamos procedendo uma nova licitação, lançada ainda no final de 2020, para construir um novo hospital do câncer que aproveite também uma parte da estrutura já existente no Hospital João Alves. Menor, mais funcional e resolutivo. Quero começar esta obra ainda este ano e temos todas as condições para isso.

JLPolítica - O que de novo aconteceu e pode acontecer com as PPPs no universo de Sergipe?
Belivaldo Chagas -
A entrega da nova Ceasa de Itabaiana, uma obra grandiosa que vai ser um novo polo de desenvolvimento para toda a região Agreste de Sergipe, foi o símbolo deste novo tempo da gestão pública em Sergipe com as Parcerias Público-Privadas. Eu gosto de dizer que quem muito abarca, pouco aperta. O Estado não pode querer administrar tudo, todas as obras e serviços. Precisamos dar conta dos serviços públicos, como Saúde, Educação, Segurança Pública, dentre outros, e deixar a gestão de espaços como uma Ceasa para que a iniciativa privada invista naqueles espaços e os façam se desenvolver, com a dinâmica própria que eles conseguem imprimir.

De 2006 a 2018, o grupo de Belivaldo Chagas já fez quatro governadores, incluindo Jackson Barreto
DO SONHO DE UM CIC NOVO EM OPERAÇÃO
“A obra do Centro de Convenções de Aracaju está quase pronta e o procedimento licitatório de concorrência pública para abrir concessão onerosa de uso para gestão e ampliação, modernização, manutenção e promoção do CIC vai até o dia 30 de março”


JLPolítica - Já há propostas para o Centro de Convenções e quando o Governo dará por conclusa a reforma?
Belivaldo Chagas -
A obra do Centro de Convenções de Aracaju está quase pronta e o procedimento licitatório de concorrência pública para abrir concessão onerosa de uso para gestão e ampliação, modernização, manutenção e promoção do CIC vai até o dia 30 de março. As propostas estão aparecendo e o cronograma segue normalmente. Com o Centro de Convenções em operação, Sergipe sediará eventos relevantes, como feiras, exposições e congressos. Isso produzirá aumento na demanda turística, em empreendimentos como hotéis, bares e restaurantes, incrementando a cadeia produtiva do turismo, ajudando a gerar empregos e renda para nossa população. 

JLPolítica - Em que ritmo andam as obras da Orla Sul de Aracaju e o que se pode esperar delas na contribuição ao turismo sergipano?
Belivaldo Chagas -
Mesmo com a pandemia, a Orla Sul, que vai se tornar o novo cartão-postal do país, já está aos poucos virando uma realidade. Com essa obra, vamos continuar com a orla mais bonita do Brasil, sem sombra de dúvidas. Como é uma obra enorme, que vai da Passarela do Caranguejo até o final do Mosqueiro, dividimos o empreendimento em etapas, sendo que a primeiro delas já está sendo concluída, outras duas em fase de execução e o restante deve ser licitado ainda este ano. Além disso, vamos reconstruir toda a antiga Rodovia José Sarney. O investimento nessa obra passa dos R$ 85 milhões, com ciclovias em toda a sua extensão, passarelas, calçadões, equipamentos e quadras esportivas, bolsões de estacionamentos e completa urbanização de toda a área.

JLPolítica - O que é que mais lhe incomoda como gestor no campo da educação pública estadual neste momento de pandemia?
Belivaldo Chagas -
Minha relação com a Educação sempre foi especial. Tive a honra de ser secretário estadual da pasta durante três anos e nove meses, aceitando inicialmente o convite do então governador Marcelo Déda e posteriormente o de Jackson Barreto, num dos momentos mais gratificantes que tive na minha carreira pública. Foi neste período que pude desenvolver as capacidades de gestão pública, mas também de diálogo constante com os professores, profissionais pelos quais nutro absoluto respeito e gratidão. Entendo que hoje em dia muitas vezes o sindicato que deveria representar a categoria prefere o confronto e o jogo político contra o governador em vez de tentar negociar soluções em conjunto com o Governo do Estado que sejam benéficas para todos.

Belivaldo Chagas: “A redução da criminalidade é visível e não é por acaso. Esse é um sentimento que já começa a aparecer nas estatísticas”
DO SENTIMENTO DE UMA MELHOR SEGUANÇA
“A redução da criminalidade em Sergipe é visível e isso não é por acaso. Esse é um sentimento que todos tínhamos e que já começa a aparecer nas estatísticas. Desde que assumi o Governo, estamos investindo em pessoal através de concursos, em material, com viaturas e equipamentos, e especialmente no setor de inteligência e integração entre as polícias”


JLPolítica - É falsa ou real a sensação de que a violência pública de Sergipe arrefeceu e saiu um pouco de pauta? Pelo menos João Eloi de Menezes foi pulverizado da mídia. Tem alguma política de Estado por trás desta sensação?
Belivaldo Chagas -
A redução da criminalidade em Sergipe é visível e isso não é por acaso. Esse é um sentimento que todos nós tínhamos e que já começa a aparecer nas estatísticas. Desde que assumi o Governo, estamos investindo em pessoal através de concursos, em material, com viaturas e equipamentos, e especialmente no setor de inteligência e integração entre as polícias.

JLPolítica - Qual é a margem de probabilidade de Belivaldo Chagas deixar o Governo do Estado em abril de 2022 pensando em disputar um novo mandato eletivo na eleição do ano que vem?
Belivaldo Chagas -
Não estou pensando nisso agora. Estou gastando toda minha energia na gestão, principalmente para atravessar a pandemia, salvar vidas e retomar o crescimento do Estado.

JLPolítica - O que leva o senhor a achar que o seu grupo fará seu sucessor em 2022?
Belivaldo Chagas -
Somos um grupo coeso, forte, composto por grandes lideranças políticas e estamos trabalhando muito para honrar a confiança dos sergipanos. Acredito que no momento adequado, no tempo certo, iniciaremos as discussões sobre 2022.

Belivaldo Chagas: “A obra do Centro de Convenções de Aracaju está quase pronta
DESCRÊ NO CANSAÇO DO ELEITOR POR SEU GRUPO
“Não acredito nessa questão de cansaço por parte da população em virtude de mandatos consecutivos do mesmo grupo. Acho que essa sequência é até salutar, pois obras são concluídas, projetos têm sequência e o povo sai ganhando. Temos é que trabalhar, nos dedicar à missão que nos foi dada. Sigo trabalhando muito”


JLPolítica - Os senhores tentarão eleger, seguidamente, o quinto governador de um mesmo grupo desde 2006. O senhor não teme um cansaço do eleitorado sergipano?
Belivaldo Chagas -
Não acredito nessa questão de cansaço por parte da população em virtude de mandatos consecutivos do mesmo grupo. Acho que essa sequência é até salutar, pois as obras são concluídas, os projetos têm sequência e o povo sai ganhando. Temos é que trabalhar, nos dedicar à missão que nos foi dada. Sigo trabalhando muito. Chego no Palácio pela manhã e só saio no período da noite, tudo isso para cumprir com o meu dever.

JLPolítica - Como pré-candidato governador, o senhor mira um nome entre os tantos que militam politicamente no seu bloco?
Belivaldo Chagas -
Não há nomes em discussão. Quando as discussões forem iniciadas, vou participar. A hora não é agora.

JLPolítica - Que conselho de conduta o senhor daria aos aspirantes a lhe sucederem?
Belivaldo Chagas -
Eu diria que se viabilizem, que dialoguem.

JLPolítica - Qual é a sua análise da estrutura das oposições sergipanas para o embate eleitoral de 2022? O senhor a vê com menos musculatura do que em 2018?
Belivaldo Chagas -
Quem deve opinar sobre a oposição é a própria oposição.

JLPolítica - O senhor visualiza o PT com uma candidatura em sua oposição, como se deu em Aracaju em 2020?
Belivaldo Chagas -
Repito: ainda não estamos tratando sobre candidaturas de 2022.

JLPolítica - A sua relação institucional com a vice-governadora Eliane Aquino está boa e em paz?
Belivaldo Chagas - 
Está excelente!

Belivaldo Chagas: “441,5 km estavam numa situação crítica e agora estão sendo completamente reconstruídos”
NÃO É MOMENTO DE REUNIÕES DE GABINETE
“Meu gabinete sempre esteve aberto para todos que queiram discutir o problema dos municípios e elaborar soluções junto ao Governo do Estado. Mas neste momento específico em que a pandemia voltou a crescer, tenho evitado e muito este tipo de reunião, até para preservar a saúde de todos”


JLPolítica - O ex-governador Jackson Barreto dá sinais de que está desconfortável no MDB, admite que pode mudar de partido, mas garante que não dará nenhum passo sem conversar com o senhor. Ele seria bem-vindo ao PSD?
Belivaldo Chagas -
Não tratei com JB sobre filiação partidária.

JLPolítica - Neste tempo de pandemia, como fica a agenda de despachos do senhor com os 75 prefeitos sergipanos?
Belivaldo Chagas -
Meu gabinete sempre esteve aberto para todos que queiram discutir o problema dos municípios sergipanos e elaborar soluções junto ao Governo do Estado. Mas neste momento específico em que a pandemia voltou a crescer, especialmente no mês de março, tenho evitado e muito este tipo de reunião, até para preservar a saúde de todos. Continuo trabalhando diariamente, na linha de frente das tomadas de decisões que podem salvar vidas no nosso Estado, mas preferi até o final do mês de março ter o mínimo de audiências possível.

JLPolítica - O prefeito de Simão Dias, Cristiano Viana, reclama que já protocolou dois pedidos de audiências e o senhor sequer o respondeu. O senhor vai recebê-lo, ou não é hora ainda?
Belivaldo Chagas -
Sergipe tem 75 municípios. Pretendo ouvir todos os prefeitos, como já venho fazendo, mas preciso organizar uma agenda. Neste momento estou me dedicando ao combate a pandemia. Assim que as coisas melhorarem, volto a recebê-los com o maior prazer.

JLPolítica - Como um simão-diense, o senhor esfria sua relação institucional com a cidade por ter Cristiano Viana como opositor, ou isso não altera em nada?
Belivaldo Chagas -
Isso não muda em nada a relação com minha terra. Sou apaixonado por Simão Dias, onde inclusive continuo morando.

Deixe seu Comentário

*Campos obrigatórios.