Breno França: “Estou pronto, preparado e disposto a presidir o Sistema Fecomércio”

Entrevista

Jozailto Lima

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Breno França: “Estou pronto, preparado e disposto a presidir o Sistema Fecomércio”

20 de novembro de 2021
“Laércio Oliveira foi a primeira pessoa a quem procurei para declarar a minha intenção em sucedê-lo”

Breno França é um camarada novo, mas já nasceu velho no sindicalismo patronal de Sergipe. Velho ou maduro, se assim soar melhor.

Ele tem 36 anos, somente um a mais do que a França Distribuidora, empresa que o pai Hugo França e a mãe Lucinha França fundaram há 35 anos no ramo de representação de material industrial na área de panificação.

Mas desde criança que Breno França viu o pai Hugo enfronhado nas lutas sindicais até chegar à Presidência da Federação do Comércio do Estado de Sergipe - Fecomércio.

A Presidência da Fecomércio confere primazia de mando no Sesc e Senac do Estado, compondo uma tríade de muita afirmação e de profundas atitudes positivas nos setores social, saúde, turismo, cultura e educação junto à família empreendedora e comerciária do Estado de Sergipe.

Breno França se fez um executivo junto à empresa da família, militou em entidades de classes do setor atacadista distribuidor até chegar à Presidência do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor de Sergipe - Sincadise.

Breno França e Laércio Oliveira: reconhecimento da atual gestão do Sistema Fecomércio
Breno França: “Laércio Oliveira foi a primeira pessoa a quem procurei para declarar a minha intenção em sucedê-lo”

E Breno terá motivos para essa segurança toda? Acha que sim – que tem. “A atividade sindical sempre esteve presente na minha vida, mesmo que indiretamente. Cresci tendo a oportunidade de conviver com pessoas que dedicavam parte do seu tempo à atuação classista”, diz.

“Era habitual haver reuniões na França Distribuidora de líderes empresariais do comércio do Estado, à exemplo dos senhores Júlio Prado, Zé Thomaz, Pradinho, Walker Carvalho, Fernando Carvalho, Lauro Vasconcelos, Juliano César, Jorge Santana entre outros, que, juntamente com Hugo França, discutiam sobre assuntos inerentes à vida econômica do comércio sergipano”, diz.

Mas Breno França acha que, para chegar até aqui nas lutas sindicais, fez a sua parte - para que não o acusem de ficar apenas mirando a ação do pai. “Contribuí com algumas entidades até chegar ao Sincadise, a exemplo da Associação dos Distribuidores e Atacadistas de Sergipe - Adas -, fundada por Fedro Portugal, como também com o grupo de jovens e sucessores da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores - Abad. Com a fusão da Adas e Sincadise, fui convidado para ser membro da Diretoria do sindicato e dois mandatos após fui conduzido à Presidência dele”, relembra.

Breno tem uma visão positiva e concreta do poderio da Fecomércio. Para ele, essas entidades organicamente fazem muito pelas famílias dos empreendedores e sobretudo dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo.

Ele tem a gestão de Laércio Oliveira como exemplar e diz que se chegar lá o desafio será “o de consolidar a ampliação do sistema, seja através da conclusão de eventuais obras que não tenham tempo hábil de serem concluídas no mandato do presidente Laércio, como também a construção de ao menos mais dois novos equipamentos”.

Quais? “Um que contemple a região Sul do Estado, com uma unidade integrada do Sesc/Senac, e outro na região Norte, que possa contemplar toda o Baixo São Francisco e sirva como cartão postal de entrada para quem vier para Sergipe, entrando por Propriá”, diz

Breno Pinheiro França nasceu no dia 15 de março de 1985, em Aracaju. Ele é filho de Hugo França e de Lucinha Pinheiro França. É divorciado e pai de Hugo Neto, de nove anos, e de Isabela França, de três, e tem formação acadêmica em Administração de Empresas desde 2006 por uma universidade sergipana.

“A construção de uma nova sede para a Federação do Comércio é um compromisso de público que assumo encapar, e que poderemos contar com o apoio da Confederação Nacional do Comércio para aquisição e construção dessa casa do empresário do comércio de bens, serviços e turismo de Sergipe”, revela Breno.

A Entrevista com Breno França vale o tempo empreendido na leitura.

Breno França com os pais Hugo França e Lucinha Pinheiro França e os filhos Hugo Neto e Isabela França
PRONTO E PREPARADO PRA PRESIDIR À FECOMÉRCIO
“Coloquei meu nome à disposição com muita tranquilidade, diante da impossibilidade do presidente Laércio Oliveira ir para reeleição, pois o Estatuto da Federação proíbe a reeleição por mais de uma vez e estou pronto, preparado e disposto a presidir o Sistema Fecomércio /Sesc/Senac em Sergipe”


JLPolítica - Por que o senhor acha que deve estartar desde já a campanha pela sucessão da Fecomércio.SE de 2022?
Breno França -
Coloquei meu nome à disposição com muita tranquilidade, diante da impossibilidade do presidente Laércio Oliveira ir para reeleição, pois o Estatuto da Federação, alterado na gestão dele, proíbe a reeleição por mais de uma vez. Como o presidente Laércio já foi reeleito, inclusive com o apoio do Sincadise ambas as vezes, me senti confortável em colocar meu nome à disposição. Somado à isso, encerro a minha gestão à frente do Sincadise em março de 2022. Por esses motivos coloquei meu nome à disposição com tranquilidade.

JLPolítica - O senhor se sente maduro e preparado para tocá-la pelos próximos quatro anos em toda sua complexidade e importância?
BF -
Sim. Estou pronto, preparado e disposto a presidir o Sistema Fecomércio/Sesc/Senac em Sergipe a partir de julho de 2022.

JLPolítica - Mas o que é preciso para se ganhar uma eleição nesse universo, com um colégio eleitoral tão pequeno e específico, composto de “apenas 12 eleitores?”
BF -
Creio que o primeiro passo para quem almeja pleitear um cargo eletivo em entidade sindical de grau superior, como é o caso da Federação do Comércio, seja o de se credenciar a tanto. Ao longo desses três anos e oito meses realizamos junto com a Diretoria do Sincadise um bom número de ações voltadas para o comércio atacadista e também para outros segmentos do comércio de bens, serviços e turismo do Estado. Esse trabalho, reconhecido aqui no Estado pelos empresários do comércio, líderes empresariais de várias entidades e também por lideranças empresariais regionais e nacionais, é o que me credencia colocar o meu nome à disposição dessa causa maior. Outro ponto que todo e qualquer um necessita para ser eleito, por óbvio, são esses votos de que você fala.

No evento em que Raymundo Juliano recebe a Comenda Júlio Prado, com Juliano Cesar Faria Souto, Laércio Oliveira e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira
O SINCADISE COMO PONTO DE PARTIDA
“A Fecomércio é um colegiado e o Sincadise é um dos 12 sindicatos que integram a de Sergipe. Enquanto representante do comércio atacadista distribuidor na Fecomércio, procuro atuar cumprindo meu papel, me posicionando com transparência e clareza sobre assuntos tratados na entidade”


JLPolítica - Qual é a sua relação com os demais 11 sindicatos patronais que formam a base da Fecomércio.SE, tirando o que o senhor preside?
BF -
A Fecomércio é um colegiado e o Sincadise é um dos 12 sindicatos que integram a Fecomércio Sergipe. Enquanto representante do comércio atacadista distribuidor na Fecomércio, procuro atuar cumprindo meu papel, me posicionando com transparência e clareza sobre assuntos tratados na entidade, respeitando sempre o contraditório, que é inerente a um ambiente democrático, como é o que existe na Fecomércio.

JLPolítica - O que a Confederação Nacional do Comércio acha dessa pré-candidatura do senhor?
BF -
O presidente José Roberto Tadros e toda a Diretoria da CNC recebem com muita simpatia e entusiasmo a minha disposição para disputar e assumir a Presidência do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac em Sergipe, a partir do próximo ano.

JLPolítica - O senhor tem notícia de outra pré-candidatura que esteja se estruturando?
BF -
Até o momento, não.

Breno França em companhia de Leonardo Severini, presidente da Abad, Juliano Cesar, o vice, e Hugo França, almoçando do Marius, no Rio de Janeiro
TENDO O PAI COMO NORTE E RUMO
“Seu Hugo é a minha maior inspiração. Ele é a bússola que eu procuro seguir todas as vezes que preciso tomar alguma decisão. Entrei no sindicalismo a contragosto dele, que me queira 100% na empresa, mas com o passar dos anos e pela repercussão que o trabalho à frente do Sincadise foi tendo ele passou a me apoiar”


JLPolítica - Com toda suspeição que possa pairar sobre ele, por ser seu pai, Hugo França se porta como seu maior cabo eleitoral. Que tipo de apoiador o senhor identifica nele?
BF -
Seu Hugo é a minha maior inspiração. Ele é a bússola que eu procuro seguir todas as vezes que preciso tomar alguma decisão. Entrei no sindicalismo a contragosto dele, que me queira 100% na empresa, mas com o passar dos anos e pela repercussão que o trabalho à frente do Sincadise foi tendo ele passou a me apoiar. Hoje apoia integralmente esse novo projeto, que já não é meu, pois tomou uma amplitude além do que eu podia imaginar.

JLPolítica - O senhor lembra de como tenha sido a gestão dele à frente da Fecomércio.SE?
BF -
Sim. Acompanho a vida sindical de meu pai desde o início. Vivi cada fase, procurando sempre apoiá-lo, como filho nos momentos que marcaram a sua gestão à frente da entidade.

JLPolítica - Juliano Cesar Faria Souto tem arestas na área, ou apoio dele ao seu nome é forte e soma?
BF -
Sou suspeito para falar sobre Juliano Cesar, pois é um amigo leal a quem devo muito da minha formação enquanto líder sindical. Foi na gestão dele na Presidência do Sincadise que fui convidado para integrar a Diretoria desse sindicato. Após anos acompanhando e participando do dia a dia da entidade, ele me indicou como seu sucessor e obtive o apoio integral de toda a Diretoria e associados do Sincadise. Juliano é um empresário reconhecido em todo o Brasil pela sua competência e espírito associativista. Fico muito honrado com o apoio dele declarado publicamente ao meu nome, assim como de tantos outros empresários de vários segmentos do comércio de bens, serviços e turismo do nosso Estado.

Breno França num momento de Ação do Natal, evento do Sincadise, no Tia Caçula
DO COMUNICADO FEITO A LAÉRCIO OLIVEIRA
“Laércio Oliveira foi a primeira pessoa a quem procurei para declarar a minha intenção em sucedê-lo. Recebeu muito bem a minha disposição. O sistema é essencial para promover a interlocução entre o setor produtivo do comércio sergipano, os poderes públicos e a sociedade civil, bem como promover qualidade de vida, capacitação e profissionalização dos trabalhadores do comércio”


JLPolítica - O senhor tem noção do que pensa Laércio Oliveira desse seu projeto de sucedê-lo?
BF -
O presidente Laércio Oliveira foi a primeira pessoa a quem procurei para declarar a minha intenção em sucedê-lo. Recebeu muito bem a minha disposição.

JLPolítica - Qual é o orçamento anual do sistema em Sergipe?
BF -
O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac é composto por três entidades, que ainda conta com o Instituto Fecomércio. Como presidente do Sincadise, faço parte da Diretoria da Federação e do Conselho do Sesc Sergipe. Posso falar, então por esses dois. Salvo ajustes, o orçamento da Federação para próximo ano deve estar em torno de R$ 4 milhões e do Sesc, em torno de R$ 70 milhões.

JLPolítica - Afinal, na sua visão pessoal, qual é a importância social do Sistema Fecomércio.SE/Sesc/Senac para o Estado Sergipe?
BF -
O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac tem como propósito defender os interesses dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Estado. O braço social Sesc é voltado para promover saúde, educação, lazer, cultura e assistência aos comerciários e os seus dependentes. O Senac, braço educacional profissionalizante, atua para promover a capacitação de mão de obra especializada, voltada para empresas que atuam no comércio. Nesse contexto, o sistema é essencial para promover a interlocução entre o setor produtivo do comércio sergipano, os poderes públicos e a sociedade civil, bem como promover qualidade de vida, capacitação e profissionalização dos trabalhadores do comércio sergipano.

Breno França com os primos no aniversário do irmão Victor Hugo
UMA AÇÃO PRÓXIMA DE 70% DO PIB
“O trabalho desenvolvido pelo Sistema Fecomércio, que representa o setor responsável por 70% do PIB do Estado, serve ao desenvolvimento da atividade econômica do Estado, promovendo um ambiente favorável para geração de emprego e renda, sem esquecer o lado social e profissionalizante”


JLPolítica - A quem servem a Fecomércio.SE e seus organismos?
BF - 
Em princípio, aos empresários e trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo. Mas o alcance das ações do sistema perpassa várias áreas da vida das pessoas, presente no dia a dia dos sergipanos. Sendo assim, o trabalho desenvolvido pelo sistema Fecomércio, que representa o setor responsável por 70% do PIB do Estado, serve ao desenvolvimento da atividade econômica do Estado, promovendo um ambiente favorável para geração de emprego e renda, sem esquecer o lado social e profissionalizante.

JLPolítica - Como se daria essa interação do Sistema Fecomércio com a vida real dos sergipanos?
BF -
A atuação do Sistema Fecomércio Sesc Senac em Sergipe tem um alcance enorme no dia a dia dos comerciários e seus dependentes. Nas áreas educacional, saúde, lazer, cultura e assistência, através do Sesc e na atuação para promover a capacitação e formação de mão de obra especializada para as funções do comércio, através do Senac. Na área educacional, por exemplo, existem dois mil alunos matriculados nas escolas do Sesc. Isso tem um impacto enorme na vida das famílias dos comerciários, que podem ir trabalhar na certeza de que seus filhos estão estudando em escolas de alto nível, tanto em termos físicos, quanto no aspecto humano, com professores qualificados e que exercem com amor e dedicação a sua missão de facilitar o aprendizado dos alunos.

JLPolítica - Pela sua observação, qual será o extrato administrativo a ser deixado pelas duas gestões de Laércio Oliveira?
BF -
A gestão do presidente Laércio à frente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, que se encerrará em julho de 2022, deixará um legado de ampliação do alcance das ações do Sistema em Sergipe. É público e notório o grande número de equipamentos construídos e reformados em sua gestão, tanto do Sesc, quanto do Senac. Isso permite que as ações do Sesc e do Senac possam alcançar um número muito maior de comerciários e seus dependentes por todo o Estado. É importante também destacar que alguns desses equipamentos foram gestados em administrações anteriores, e coube ao presidente Laércio, juntamente com a Diretoria e colaboradores do Sesc e Senac, prosseguir com a execução das obras. Como é o caso do Senac de Nossa Senhora da Glória, que remete à gestão do então presidente Abel Gomes e a do Sesc Itabaiana, que será inaugurado e a concepção ocorreu na gestão do presidente Hugo França. No caso da Fecomércio, a gestão atual elevou a representatividade da entidade a um novo patamar.

Pelos interesses da sua área, Breno França visita o deputado estadual Luciano Pimentel na Alese
UM LAÉRCIO OLIVEIRA SOB O SIGNO DA AÇÃO
“A gestão do presidente Laércio à frente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, que se encerrará em 2022, deixará um legado de ampliação do alcance das ações do Sistema em Sergipe. É público e notório o grande número de equipamentos construídos e reformados em sua gestão, tanto do Sesc, quanto do Senac”


JLPolítica - Numa eventual gestão sua, que outras atividades seriam implementadas pela Fecomércio.SE/Sesc/Senac?
BF -
Acredito que o desafio do próximo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac em Sergipe seja o de consolidar a ampliação do Sistema, seja através da conclusão de eventuais obras que não tenham tempo hábil de serem concluídas no mandato do presidente Laércio, como também a construção de ao menos mais dois novos equipamentos: um que contemple a região Sul do Estado, com uma unidade integrada do Sesc/Senac, e outro na região Norte, que possa contemplar toda o Baixo São Francisco e sirva como cartão postal de entrada para quem vier para Sergipe, entrando por Propriá. A construção de uma nova sede para a Federação do Comércio é um compromisso de público que assumo encapar, e que poderemos contar com o apoio da Confederação Nacional do Comércio para aquisição e construção dessa futura sede, a casa do empresário do comércio de bens, serviços e turismo de Sergipe.

JLPolítica - Presidir o Sincadise lhe tem sido um bom estágio para pleitear esse passo largo em direção ao comando da Fecomércio?
BF -
Sou muito grato à todos os empresários do comércio atacadista distribuidor de Sergipe pela honrosa oportunidade que me concederam de presidir o sindicato que representa o setor que responde por 5% do PIB do Estado e 30% da arrecadação de ICMS ST estadual. São mais de 700 empresas e 11 mil empregos gerados pelas empresas que atuam no comércio atacadista distribuidor em Sergipe. Ao longo desses três anos e oito meses exercendo a Presidência do Sincadise foram muitos os desafios que pudemos superar graças a união e o espírito associativista de todos que integram o Sincadise. Quando assumi a Presidência do Sincadise, junto com meu vice-presidente Antônio Carlos Barreto e toda a Diretoria eram 60 empresas associadas.

JLPolítica - E quantas são hoje?
BF -
Atualmente 98 empresas integram o quadro de associados do sindicato, que contribuem mensal e voluntariamente para a manutenção da entidade. O Sincadise é mantido pelos seus associados. Essas empresas representam 90% do faturamento do setor no Estado. Fico extremamente feliz, pois revela que estamos conseguindo cumprir nossa missão de fortalecer o setor, agregando valor para as empresas atacadistas distribuidoras associadas ao Sincadise, que são estratégicas para o desenvolvimento econômico e social de Sergipe.

Encontro de vendedores de empresas que lidam com o atacadismo em Sergipe - uma tradição anual do Sincadise
AMBIÊNCIA SINDICAL ENTRANHADA NA FAMÍLIA
“A atividade sindical sempre esteve presente na minha vida. Cresci tendo a oportunidade de conviver com pessoas que dedicavam parte do seu tempo à atuação classista. Era habitual haver reuniões na França Distribuidora de líderes empresariais do comércio do Estado com Hugo França, discutindo sobre assuntos inerentes à vida econômica do comércio sergipano”


JLPolítica - Mas o comando do Sincadise é a sua primeira experiência sindical ou o senhor teve outras participações antes em outras entidades de classe?
BF -
A atividade sindical sempre esteve presente na minha vida, mesmo que indiretamente. Cresci tendo a oportunidade de conviver com pessoas que dedicavam parte do seu tempo à atuação classista. Era habitual haver reuniões na França Distribuidora de líderes empresariais do comércio do Estado, à exemplo dos senhores Júlio Prado, Zé Thomaz, Pradinho, Walker Carvalho, Fernando Carvalho, Lauro Vasconcelos, Juliano César, Jorge Santana entre outros, que, juntamente com Hugo França, discutindo sobre assuntos inerentes à vida econômica do comércio sergipano. Contribuí com algumas entidades até chegar ao Sincadise, a exemplo da Associação dos Distribuidores e Atacadistas de Sergipe - Adas -, fundada por Fedro Portugal, como também com o grupo de jovens e sucessores da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores - Abad. Com a fusão da Adas e  Sincadise, fui convidado para ser membro da Diretoria do sindicato e dois mandatos após fui conduzido à Presidência dele.

JLPolítica - Mas quais as conquistas que marcam a sua gestão à frente desse sindicato e quais foram as evoluções associativas e nas atividades em favor da classe promovidas pelo Sincadise nessa sua gestão?
BF -
No meu discurso de posse lembro ter dito que “se conseguíssemos deixar o setor um pouco mais competitivo e fizermos um sucessor, teria cumprido meu papel à frente da entidade”. A primeira meta foi cumprida, pois conseguimos avançar na inclusão de novos produtos na pauta de substituição tributária interna para atacadista detentor de termo de acordo junto à Sefaz. Outros desafios surgiram durante a nossa gestão, como por exemplo a luta que o Sincadise encampou junto com a Fecomércio, a Abad e filiadas, a CNC e demais federações do comércio do país para prorrogar os incentivos do comércio até 2032.

JLPolítica - E conseguiram?
BF -
Graças a união de todas essas entidades, conseguimos em Sergipe o apoio de todos os parlamentares da bancada federal que votaram favoráveis pela prorrogação dos incentivos. Medida justa e necessária que irá garantir o emprego de milhares de trabalhadores do comércio sergipano pelos próximos 10 anos. A segunda meta estamos em vias de consumar, pois por aclamação da Diretoria e com o apoio de todos os associados teremos como próximo presidente do Sincadise o meu atual vice-presidente Antônio Carlos Barreto, da Açaí Distribuidora e EKAL Distribuidora, que irá assumir o comando da entidade a partir de março de 2022. Ele está preparado, tem credibilidade, é competente e contará com o apoio de toda a Diretoria e associados durante a sua gestão.

Breno França e o xará com um ene a mais e amigo de infância Brenno Barreto, diretor técnico do Sebrae
O QUE DEU FAMA NACIONAL AO SINCADISE?
“Eu diria que a união dos empresários associados que sentam para discutir assuntos que são de interesse do setor, somada a atuação de uma Diretoria comprometida que trata com clareza e transparência o dia a dia da entidade em busca de fortalecer o segmento que representamos. Reconheço também o comprometimento da equipe de assessores do sindicato”


JLPolítica - Mas que fatos específicos levaram o Sincadise a ser reconhecido como um dos sindicatos patronais de maior representatividade regional e com projeção nacional, sendo Sergipe tão pequeno?
BF -
Eu diria que a união dos empresários associados ao sindicato que sentam para discutir assuntos que são de interesse do setor, somada a atuação de uma Diretoria comprometida que trata com clareza e transparência o dia a dia da entidade em busca de fortalecer o segmento que representamos. Quero reconhecer também o comprometimento da equipe de assessores do sindicato, que são fundamentais para o êxito e reconhecimento do trabalho do Sincadise: Márcia Costa, secretária Executiva; Thiago Cabral, assessor Jurídico, Victor Barreto, assessor Tributário; Kelly Cardoso e Karyne Cardoso, assessoria Contábil e ao jornalista Márcio Rocha, assessor de imprensa.

JLPolítica - Como é que se encontra o setor atacadista distribuidor no Brasil atualmente?
BF -
Bem. O setor atacadista distribuidor se beneficiou da mudança de hábito do consumidor nos últimos anos, que passou a priorizar suas compras de reposição nas lojas de bairro. Isso impulsionou o segmento durante anos e na pandemia teve um incremento em razão das medidas de restrição impostas e que acabaram sendo um forte motivo para que os consumidores fizessem suas compras no varejo do bairro. De modo que as expectativas para o final de ano são prósperas quanto ao volume de vendas. O que nos deixa apreensivos enquanto empresários do setor é a inflação e o baixo poder aquisitivo dos consumidores.

JLPolítica - Quais o papel e a importância dessas empresas atacadistas distribuidoras para a economia nacional e a de Sergipe, em particular?
BF -
As empresas atacadistas distribuidoras realizam a ponte entre as indústrias e o pequeno e médio varejo de vizinhança. A indústria sozinha não tem “braços” para chegar em todos os municípios. É aí onde entra a atuação do atacado distribuidor, levando os mais diversos produtos e serviços para os mais de 5,5 mil municípios do país, incluindo as 75 cidades do nosso Estado. Em Sergipe existem oito mil pontos de venda que são abastecidos diariamente por empresas atacadistas. São supermercados, farmácias, pet shops, lojas de material de construção, cosméticos, enfim. Mais de 50% do volume de produtos comercializados no varejo passam necessariamente pelo atacado distribuidor.

JLPolítica - No Estado, os pequenos comerciantes Sergipe adentro têm bons espaços de compra para revendas seguras?
BF -
Certamente. Desde a capital, passando por todas as cidades do interior - sede e povoados -, onde houver um pequeno varejista, como dizia antigamente, uma “bodega”, contará com o apoio de um atacado distribuidor, com mix produtos adequado para atender com eficiência as necessidades da população sergipana.


 

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