Breno Garibalde: “Que a política seja usada para a melhoria das pessoas, e mais participativa”

Entrevista

Jozailto Lima

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Breno Garibalde: “Que a política seja usada para a melhoria das pessoas, e mais participativa”

5 de junho de 2021
“Políticos são reflexos da sociedade, e se a gente quer algo melhor, sejamos melhores também”

Breno Garibalde, arquiteto e urbanista, tem somente 32 anos, integra o time dos que compõem a novo Poder Legislativo de Aracaju desde o dia 1º de janeiro deste ano como consequência das eleições de 2020, e pensa grande quando o tema são a política e a cidade.

Grande e objetivamente. Grande e filosoficamente e, logo, sem espaços para populismos e nem proselitismos baratos. Inúteis.

A começar pela visão que tem e traz da própria ação política, que conhece de perto desde a infância - era um moleque acabado de completar 10 anos quando o pai, o engenheiro Garibalde Mendonça, conquistara em 1998 o primeiro dos seis mandatos de deputado estadual que o fazem parlamentar até hoje e decano do Legislativo Estadual de Sergipe. 

“A política é instrumento de transformação. Tudo passa por ela. Então, eu transformei minha revolta em ação e estou aqui tentando fazer a mudança que acredito, das maneiras que me são possíveis”, diz Breno Garibalde.

Nessa mesma linha de objetividade, o arquiteto com oito anos de profissão e agora legislador da capital de Sergipe Breno Garibalde espera da política que ela seja etimologicamente aplicada para o que realmente se destina.

“Que ela seja usada verdadeiramente para a melhoria da vida das pessoas, que seja mais participativa em todos os processos e que a gente consiga limpar essa imagem ruim que acabou ficando nela ao longo dos anos”, afirma.

Breno Garibalde: “Diria aos jovens que sejam a mudança que eles querem ver. Políticos são cidadãos e reflexos da sociedade”
Tempos do cólera: seis meses de mandato, sem sequer conhecer o sabor da tribuna da Câmara

Até pela sua formação acadêmica, Breno elege, por exemplo, a revisão do Plano Diretor de Aracaju como um dos eixos do seu mandato. “Eu considero essa a principal lei do município e está sem atualização há 20 anos, por isso que nossa cidade está crescendo de forma desordenada”, diz ele, entre tantos outros temas de que tratará na pauta desta Entrevista.

Breno Viana de Mendonça - este é o nome de batismo do camarada - nasceu no dia 8 de setembro de 1988 em Aracaju. É filho do engenheiro e deputado estadual Luiz Garibalde Rabelo de Mendonça e da professora Lívia Viana de Mendonça.

Ele é casado com a médica dermatologista Caroline Paias Ribeiro de Mendonça e, enquanto não têm filhos, acalantam a gatinha Elvira, uma vira-latas achada por ele numa pista, recém-nascida - por isso, talvez deva ter um lugar no céu da beata dos bichos Kitty Lima.

Breno Garibalde formou-se em Arquitetura e Urbanismo em 2011 pela Universidade de Belas Artes do Estado de São Paulo e é mestre em Urbanismo pelo Fiam/Faam Centro Universitário, também de São Paulo.

O mandato de vereador foi na primeira disputa eleitoral pessoal na qual entrou, apesar de conhecer de perto as do pai, tendo sido inclusive coordenador de algumas das seis campanhas dele. 

“Confesso que ser filho de quem sou me deu um empurrão a mais, até porque meu pai tem seis mandatos e nenhum tipo de processo - o que deveria ser obrigação para todos. Então isso me orgulha e me motiva sim, mas também fiz isso pelas pessoas que, assim como eu, acreditam numa juventude política transformadora”, diz Breno Garibalde, numa Entrevista que vale o tempo investido na leitura.

Breno Garibalde e suas duas gatas: a bichana Elvira e a esposa, médica dermatologista Caroline Paias Ribeiro de Mendonça
A DIFÍCIL EXISTÊNCIA POLÍTICA NUMA PANDEMIA
“Posso dizer que foram seis meses de muito aprendizado, conhecendo os colegas, o temperamento de cada um e o funcionamento da Câmara. Infelizmente, por estarmos passando um momento delicado de pandemia e com as sessões ocorrendo de forma remota, isso dificulta um pouco a relação com os pares”


JLPolítica - O que esses seis meses como legislador de Aracaju lhe disseram da prática legislativa e da política mais por dentro?
Breno Garibalde -
Posso dizer que foram seis meses de muito aprendizado, conhecendo os colegas, o temperamento de cada um e o funcionamento da Câmara. Infelizmente, por estarmos passando um momento delicado de pandemia e com as sessões ocorrendo de forma remota, isso dificulta um pouco a relação com os pares.

JLPolítica - Como é que o senhor visualiza a composição da atual legislatura do ponto de vista de conformação dos quadros representativos da sociedade aracajuana ali?
Breno Garibalde -
Vejo de forma muito positiva. A população quis renovar e tivemos uma renovação significativa e não só de idade, mas também de pautas, bandeiras e forma de fazer política.

JLPolítica - O que é que há de incorporado classicamente ao modelo e às práticas legislativas que o senhor e o seu mandato não acolhem e buscam outras saídas?
Breno Garibalde -
Sempre preguei a transparência e a participação das pessoas em todos os processos e vejo que estamos avançando nesse sentido. Mas ainda temos muito o que avançar. Em nossas redes sociais, trazemos todas as quartas a pauta de votação da semana e estamos atentos às opiniões de todos que nos seguem, que diariamente mandam críticas, sugestões, e dicas para que possamos melhorar a cada dia.

O homem e o meio: sob o calor do pai, aos oito anos, na campanha de prefeito de Aracaju em 1996, com José Almeida Lima: única derrota de Garibalde
TUDO PASSA PELA AÇÃO DA POLÍTICA
“A política é instrumento de transformação. Tudo passa por ela. Então, eu transformei minha revolta em ação e estou aqui tentando fazer a mudança que eu acredito, das maneiras que me são possíveis”


JLPolítica - A pandemia do coronavírus foi trava até que ponto para quem estava se iniciando nessa atividade?
Breno Garibalde -
Foi bem difícil fazer uma campanha eleitoral no meio de uma pandemia, ainda mais sendo a minha primeira disputa. As pessoas não me conheciam e eu não podia fazer as atividades comuns de uma campanha. Foi bem complicado. É desafiador até hoje, me elegi e até o momento não pude de fato subir à tribuna e nem tenho contato pessoalmente diário com os colegas.

JLPolítica - O que o senhor vê na ou da política?
Breno Garibalde -
A política é instrumento de transformação. Tudo passa por ela. Então, eu transformei minha revolta em ação e estou aqui tentando fazer a mudança que eu acredito, das maneiras que me são possíveis.

JLPolítica - O que o senhor espera dela?
Breno Garibalde -
Que ela seja usada verdadeiramente para a melhoria da vida das pessoas, que seja mais participativa em todos os processos e que a gente consiga limpar essa imagem ruim que acabou ficando nela ao longo
dos anos.

Breno Garibalde preside a Comissão de Transporte da Câmara, e aí em dias de visita a terminais de ônibus de Aracaju
ORGULHO DA MATRIZ POLÍTICA PATERNA
“Ser filho de quem sou, me deu um empurrão a mais, até porque meu pai tem seis mandatos e nenhum tipo de processo - o que deveria ser obrigação para todos. Isso me orgulha e me motiva sim, mas também fiz isso pelas pessoas que acreditam numa juventude política transformadora”


JLPolítica - O senhor coloca um limite de até onde quer chegar nessa atividade?
Breno Garibalde -
Até quando fizer sentido para mim, para meus eleitores e até quando eu sentir que dá pra fazer realmente a diferença.

JLPolítica - Não fosse filho de um deputado estadual de seis mandatos, o senhor teria se abeirado da política?
Breno Garibalde -
Confesso que ser filho de quem sou me deu um empurrão a mais, até porque meu pai tem seis mandatos e nenhum tipo de processo - o que deveria ser obrigação para todos. Então isso me orgulha e me motiva sim, mas também fiz isso pelas pessoas que, assim como eu, acreditam numa juventude política transformadora.

JLPolítica - O que o senhor diria aos jovens que veem e tratam a política com desconfiança e distanciamento?
Breno Garibalde -
Diria que sejam a mudança que eles querem ver. Parece clichê, mas não é: políticos são cidadãos e são reflexos da sociedade. Então se a gente quer algo melhor, sejamos melhores também, e sejamos corajosos para encarar e fazer a mudança. É para isso que estou aqui. Acredito no potencial de Aracaju, do Estado e do país - então estou colocando a mão na massa.

Como arquiteto e urbanista, Breno defende revisão exata do Plano Diretor de Aracaju, como um modal do bem-avançar da capital de Sergipe
NÃO ACREDITO QUE EXISTA CIDADE SUSTENTÁVEL
“... visto que todas elas foram construídas em cima de um ambiente natural. Aracaju é uma cidade pequena, relativamente mais fácil de conduzir em alguns aspectos. Poderíamos ser exemplo de cidade verde, arborizada e com uma coleta seletiva ainda mais eficiente”


JLPolítica - Em que áreas e aspectos Aracaju não é uma cidade sustentável e palatável?
Breno Garibalde -
Não acredito que exista cidade sustentável, visto que todas elas foram construídas em cima de um ambiente natural. O que temos que fazer é minimizar esses impactos que hoje sabemos o quanto têm sido prejudiciais para o nosso planeta. Aracaju é uma cidade pequena, relativamente mais fácil de conduzir em alguns aspectos. Poderíamos ser exemplo de cidade verde, arborizada e com uma coleta seletiva ainda mais eficiente.

JLPolítica - O que fazer para se ter uma cidade menos aviltada ambientalmente, com canais menos saturados de entulhos, se não há uma rede de coletores de resíduos ofertada à comunidade?
Breno Garibalde -
É importante a gente deixar claro que nossos canais são para receber apenas água de chuva, mas infelizmente não é o que acontece. Antigamente não tínhamos rede de esgoto, nem estações de tratamento na cidade, hoje Aracaju já tem essa rede em quase toda a sua totalidade de área urbana, mas as ligações irregulares de esgoto nos canais de drenagem continuam existindo. Precisamos de políticas de educação para que as pessoas entendam essa diferença e refaçam suas ligações, isso tudo com auxílio do poder público.

JLPolítica - Mas o que é que ser arquiteto e urbanista ajuda na implementação da sua visão de cidade sustentável ou palatável que deva ser Aracaju?
Breno Garibalde -
Acredito que ajuda muito, pois são quase 15 anos estudando as cidades e as formas de desenvolvê-las, sempre pensando nas pessoas e agredindo o mínimo possível o meio ambiente. Toda essa bagagem me possibilita agora, enquanto vereador, ter um olhar diferenciado sobre as principais questões de Aracaju e apontar soluções viáveis.

Em 2011, pela Universidade de Belas Artes do Estado de São Paulo, Breno Garibalde forma-se em Arquitetura e Urbanismo
DE ONDE VIERAM OS 3.781 VOTOS DE 2020?
“Temos um grupo muito bom de trabalho, somado ao grupo do meu pai, e também foquei muito nas redes sociais. A gente sabe o poder da internet e de como a comunicação pode chegar longe através dela”


JLPolítica - Quais são a essência e a preocupação do seu projeto de lei que veda o aproveitamento de animais em testes de produtos de uso cosméticos no município de Aracaju?
Breno Garibalde -
É um absurdo, em pleno 2021, ainda testarmos produtos em animais. Acho uma crueldade desnecessária, já que existem vários ingredientes comprovadamente seguros com longo histórico de uso, além de métodos alternativos para testagem de novos componentes. Testes baseados em células humanas e modelos computacionais sofisticados geraram resultados relevantes para os seres humanos em horas ou dias, ao contrário de alguns testes em animais que podem levar meses ou anos.

JLPolítica - De onde vieram os seus 3.781 votos de 2020?
Breno Garibalde -
Temos um grupo muito bom de trabalho, somado ao grupo do meu pai, e também foquei muito nas redes sociais. A gente sabe o poder da internet e de como a comunicação pode chegar longe através dela. Minhas redes foram muito importantes nesse processo, até porque sempre fiz tudo de forma muito participativa.

JLPolítica - Foi possível apresentar projetos de lei nesse curto espaço de tempo? Quantos e quais são os principais?
Breno Garibalde -
Sim, já temos oito Projetos de Lei protocolados. Destaco o da proibição de plástico de uso único em estabelecimentos comerciais; o da proibição de testes em animais e o que pede o uso de papel reciclado nas repartições públicas.

Com Jonatas Pacheco, na bancada acima e atual sócio, e Bruno Moraes e Luana Carvalho, no Escritório Mopa, de soluções de arquitetura e urbanismo
DA REVISÃO DO PLANO DIRETOR DE ARACAJU
“Considero essa a principal lei do município e está sem atualização há 20 anos, por isso que nossa cidade está crescendo de forma desordenada. Bairros surgindo e se expandindo sem planejamento e depois a prefeitura tem que levar toda a estrutura, o que é mais oneroso e pouco eficaz”


JLPolítica - Entre tantas que devem haver numa cidade de 700 mil habitantes, com a conformidade geofísica de Aracaju, qual é a maior demanda desta cidade que um membro do Poder Legislativo possa ajudar a resolver?
Breno Garibalde -
Creio que a revisão do Plano Diretor de Aracaju. Eu considero essa a principal lei do município e está sem atualização há 20 anos, por isso que nossa cidade está crescendo de forma desordenada. Bairros surgindo e se expandindo sem planejamento e depois a prefeitura tem que levar toda a estrutura com o bairro já estabelecido, o que é mais oneroso e pouco eficaz.

JLPolítica - É possível tocar em frente a vida de uma cidade, sem estragos maiores, não tendo um Plano Diretor atualizado?
Breno Garibalde -
Não. O Plano Diretor é a lei mais importante da cidade, e sem ele continuaremos crescendo desordenadamente, com vazios urbanos em uns locais e superlotação em outros. Aqui primeiro o bairro surge, para depois a prefeitura ter que levar toda a infraestrutura necessária. Isso atrasa muito o desenvolvimento do município e acaba sendo mais oneroso aos cofres públicos. Além disso, quando não temos um Plano Diretor condizente com a nossa realidade, a especulação imobiliária é quem dita as regras.

JLPolítica - A atualização do Plano Diretor de Aracaju se bastará com o crivo do Legislativo, ou seu repensar exige maiores contributos técnicos externos ao Legislativo?
Breno Garibalde -
Precisamos de estudos técnicos sérios e, o mais importante: participação popular. As pessoas devem ser protagonistas em todo o processo. A cidade é delas e precisa ser pensada para elas. Não dá para construir um Plano Diretor que funcione sem participação.

Breno Garibalde e Caroline Paias Ribeiro de Mendonça, no feliz dia do sim
DA INTERLOCUÇÃO COM EDVALDO NOGUEIRA
“Nós temos um bom diálogo e temos pautas bem parecidas. Claro que poderemos discordar em alguns momentos, mas reconheço os esforços da gestão de Edvaldo e quero auxiliar como for possível para melhorar nossa cidade”


JLPolítica - O mandato do senhor acertou o ponto da interlocução com o prefeito Edvaldo Nogueira, ou não consegue acessá-lo em assuntos do município?
Breno Garibalde -
Nós temos um bom diálogo e temos pautas bem parecidas. Claro que poderemos discordar em alguns momentos, mas reconheço os esforços da gestão de Edvaldo e quero auxiliar como for possível para melhorar nossa cidade.

JLPolítica - Qual é a sua visão da mobilidade urbana de Aracaju, e o que pode ser feito para melhorá-la?
Breno Garibalde -
Precisamos entender que mobilidade não é apenas asfalto e carro. Entendo mobilidade como uma soma de fatores: calçadas de qualidade, ciclovias de qualidade, transporte público de qualidade e pistas de qualidade, para que todas as pessoas possam ir e vir do jeito que elas quiserem e com segurança. E tudo isso precisa ocorrer de forma integrada. Aracaju tem alguns problemas fundamentais nesse quesito: tanto nossa malha cicloviária quanto nossas calçadas e nosso transporte público precisam de mudanças profundas. Converso com o prefeito sobre esses temas e sinto muita vontade de resolvê-los.

JLPolítica - Como arquiteto, o senhor se incomoda com a devastação progressiva do patrimônio histórico e arquitetônico de Aracaju?
Breno Garibalde -
Muito. Isso inclusive já foi pauta de algumas postagens nas minhas redes sociais e nos meus pronunciamentos. A gente infelizmente acompanha um desmonte progressivo do nosso patrimônio histórico e, por consequência, um desmonte da nossa própria identidade. Precisamos revitalizar e resgatar urgente essas edificações que ainda restam e implementar uma política pública de preservação.

É isso aí: se há de avançar na política, então tem de se levantar a bandeira desde a infância
MODELO IDEAL DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO
“Deve seguir o modelo da preservação dos prédios históricos, sem aquele monte de publicidade escondendo as fachadas e com movimentação em todos os horários. O centro de Aracaju é deserto à noite, e isso precisa mudar. Precisamos incentivar bares, restaurantes, hotéis e moradias naquele local”


JLPolítica - Que modelo deve seguir uma eventual revitalização do Centro histórico de Aracaju?
Breno Garibalde -
Deve seguir o modelo da preservação dos prédios históricos, sem aquele monte de publicidade escondendo as nossas fachadas e com movimentação em todos os horários. O centro de Aracaju é deserto à noite, e isso precisa mudar. Precisamos incentivar bares, restaurantes, hotéis e moradias naquele local que um dia já foi o ponto alto da nossa cidade.

JLPolítica - Sergipe, e Aracaju em especial, não são Estado e cidade meio órfãos de boas intervenções de arquitetura? As coisas nessa esfera por aqui não lhe parecem muito feitas apenas para atender a uma mera linha de consumo?
Breno Garibalde -
Sim. Infelizmente esse padrão de cidade é construído no Brasil há muito tempo, não só aqui. A lógica capitalista - em exagero - e as pessoas vivendo dentro das suas bolhas sem viver a cidade, sem socializar com toda a diversidade existente, acabam estimulando uma segregação social e espacial. Isso tudo faz com que a cidade cresça de forma desigual e atendendo aos interesses de uma pequena parcela da população.

JLPolítica - Qual seria o modelo de ciclovia pedido pelo senhor à Prefeitura de Aracaju sobre a Ponte Godofredo Diniz, a do Rio Mar? Seriam alças laterais sobre o rio?
Breno Garibalde -
Na verdade, esse é um projeto muito mais de engenharia do que de arquitetura. Precisa ser feito um estudo técnico e uma avaliação do estado atual da ponte, para saber se ela suportaria as alças ou se seria necessária uma nova estrutura.

Breno adolescente, com a mãe Lívia Viana de Mendonça e o pai Garibalde, de passagem por uma cidade estrangeira
O QUE TRAZ DO PAI PARA A VIDA?
“Trago a ética e a responsabilidade. Meu pai me ensinou a ter um bom relacionamento com todos, já que política se faz com diálogo e buscando o melhor para a população. Desde que eu tinha oito anos, meu pai está na política. Então tive que aprender a dividi-lo, mas ele sempre foi muito presente”


JLPolítica - Qual tem sido a interação entre os legisladores de Aracaju e o desempenho da Lei Aldir Blanc pela Funcaju nessa pandemia?
Breno Garibalde -
Protocolamos uma indicação pedindo a continuidade de editais para a classe artística, que sofre muito neste período pandêmico.

JLPolítica - O que é que o senhor traz de contributo ao debate legislativo e político do Garibalde Mendonça público?
Breno Garibalde -
Trago a ética e a responsabilidade. Meu pai me ensinou a ter um bom relacionamento com todos, já que política se faz com diálogo e buscando o melhor para a população. 

JLPolítica - E no particular, enquanto pai, quem é ele?
Breno Garibalde -
Desde que eu tinha oito anos, meu pai está na política. Então tive que aprender a dividi-lo, mas ele sempre foi muito presente, participativo, aberto ao diálogo e sempre me ensinou muito pelo exemplo.

Breno Mendonça é um vereador preocupado com práticas sustentáveis das cidades, incluindo aí Aracaju
DE OLHO NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE
“Promovemos, entre os dias 31 de maio e 5 de junho, a nossa Semana do Meio Ambiente. Desenvolvemos uma série de atividades, como o plantio e a distribuição de mudas de árvores, competição fotográfica, competição de reciclagem, onde todo material arrecadado foi para o projeto Tampas Pet”


JLPolítica - O senhor não o vê um pouco desestimulado para as pelejas da política?
Breno Garibalde -
Não. Meu pai, mesmo após seis mandatos, continua com o mesmo gás e a mesma vontade de trabalhar.

JLPolítica - É clichê e lhe irrita a visão de que o senhor chegou para sucedê-lo em breve no Legislativo estadual?
Breno Garibalde -
Não me irrita não, mas um passo de cada vez. Estou focado agora no meu mandato e até 2022 a gente decide essa outra parte.

JLPolítica - No que depender do senhor, Garibalde vira um demista também?
Breno Garibalde -
Se depender de mim, sim (risos).

JLPolítica - O seu mandato desconsiderou a Semana do Meio Ambiente celebrada recentemente?
Breno Garibalde -
Não. Promovemos, entre os dias 31 de maio e 5 de junho, a nossa Semana do Meio Ambiente. Nela, desenvolvemos uma série de atividades, como o plantio e a distribuição de mudas de árvores - parceria com a Sema -; competição fotográfica, competição de reciclagem, onde todo material arrecadado foi para o projeto Tampas Pet. Fizemos audiência pública, além de oficinas de sabão caseiro, horta caseira e uma apresentação teatral de encerramento.


 

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