Clovis Silveira: “Faço política porque me faz bem, e faço com prazer”

Entrevista

Jozailto Lima

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Clovis Silveira: “Faço política porque me faz bem, e faço com prazer”

3 de julho de 2021
“O Avante não ficará encima do muro em 2022”

O empresário, representante comercial, hoteleiro e jornalista - sim, jornalista, o de DRT-SE 1722 - Clovis Silveira, 74 anos, não aceita a pecha pejorativa de um domador de partidos, aquele cara que viva de saltitar por saltitar de sigla em sigla, sem compromissos que beirem o ideológico, como muitos em Sergipe querem rotulá-lo.

Nada disso o viejo Clovis acha que lhe caia como imagem exata ou justa. “Dirigi só quatro partidos. Para o tempo que tenho na política, até que não foram tantos assim - queria eu estar com o primeiro até hoje, mas não é fácil com a autonomia que a direção nacional detém”, diz ele.

E ataca: “Aqui eu pergunto: onde está o domador de partidos, se em minha vida partidária de mais de 34 anos passei por apenas quatro partidos, quando tem muita gente por aí que já passou por todos os partidos existentes no Brasil?”.

Clovis Silveira, no entanto, se reconhece um homem de retaguardas, ou de bastidores partidários. Ele e uma certa boataria pública colocam-no como um “fazedor de mandatos”. Clovis adora essa visão que espalham e espalha de si mesmo.

Nem é modesto. “Sempre gostei de ver o resultado e saber que elegemos e que tive muita colaboração com isso. Claro que algumas vezes tive decepção com alguns deles, mas mesmo assim nunca me arrependi pelo que fiz”, diz.

Clovis Silveira e o amigo João Aves, de quem foi secretário e ao lado de quem disputou mandato de vice-governador
Clovis Silveira: a boa política está presente em tudo

Nesta entrevista, Clovis Silveira fala da sua conversão de alagoano em sergipano há 50 anos, diz que Jair Bolsonaro é um mal necessário, avisa que o Avante vai querer eleger três deputados estaduais e pelo menos um federal - que espera ser ele  - e teoriza bem sobre a importância da política.

Clovis Silveira - é só isso mesmo o nome dele - nasceu no dia 5 de julho de 1947, em Maceió, Alagoas. É filho de Antônio Silveira Neto e de Maria Augusta Silveira.

Clovis Silveira é casado com a empresária e contadora aposentada Ana Maria Viana Silveira, com quem é pai de três Anas - Ana Augusta Viana Silveira, 48 anos, Ana Cláudia Viana Silveira, 42 anos, e Ana Cristina Viana Silveira, 39 anos. Ele é pai, ainda, de Jeferson Silveira, 56 anos, o primogênito, que já lhe fez bisavô duas vezes. Tem nove netos.

Clovis tem um curso não concluído de Sociologia pela Faculdade Logus. Já foi secretário de Estado duas vezes e do município de Aracaju, uma. As duas, sob João Alves Filho governador. A de Aracaju, sob Wellington Paixão prefeito.

Disputou uma vez Prefeitura de Aracaju e foi candidato a vice-governador de Sergipe ao lado de João Alves Filho. Em ambas, deu com a cara contra o muro.

“A política é a ciência da boa administração. É impossível administrar sem uma boa forma de política. A política está na vida do povo do acordar ao dormir, da escova de dente ao colchão. Do pão ao salmo dito e repetido pelos que creem. Da bicicleta ao carro mais possante. Só os brutos desacreditam dela”, diz.

A Entrevista com Clovis Silveira vale o tempo empregado na leitura.

Clovis Silveira, a esposa e os quatro filhos
DO QUE É O AVANTE NO CONTEXTO NACIONAL
“O Avante é um partido médio no contexto do Brasil que conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira e se fortaleceu muito nas eleições de 2020. Ele, além de ter conseguido eleger muitos prefeitos e vereadores, tem recebido adesão de grandes lideranças”


JLPolítica - O que é o Avante no contexto nacional dos partidos?
Clovis Silveira -
O Avante é um partido médio no contexto do Brasil que conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira e se fortaleceu muito nas eleições de 2020. Ele, além de ter conseguido eleger muitos prefeitos e vereadores, tem recebido adesão de grandes lideranças, como foi o caso do deputado Campos Machado, de São Paulo.

JLPolítica - Como ele está estruturado hoje em Sergipe em termos de diretórios e de mandatos?
Clovis Silveira -
Olha, eu assumi a direção do Avante em março de 2020, no centro da pandemia, e não foi possível fazer muita coisa. Mas, mesmo assim, elegemos um prefeito e nove vereadores, muito diferentemente do que vamos fazer em 2022.

JLPolítica - De que modo, e por qual lado, o Avante pretende ir à sucessão estadual de Sergipe em 2022?
Clovis Silveira -
No momento, só estou pensando em fortalecer a nossa chapa proporcional - o resto por ora é apenas resto. Na hora certa nós nos pronunciaremos com respeito a quem deveremos apoiar. Mas uma coisa é certa: o Avante não ficará encima do muro em 2022.

Clovis Silveira e os quatro irmãos: Jenaura, Mário, Berinilde e Marinalda Trindade Silveira
“AQUI PERGUNTO: ONDE O DOMADOR DE PARTIDOS?”
“Dirigi só quatro partidos. Quanto à filiação, não sei, mas que muita gente já passou pelo meu grupo e teve sucesso, isso foi bastante, entre vereadores, prefeitos e deputados. E mais: com certeza, ajudamos efetivamente a eleger senadores e governadores. Aqui eu pergunto: onde está o domador de partidos, se em minha vida partidária de mais de 34 anos passei por apenas quatro partidos?”


JLPolítica - Por quantos partidos o senhor já passou até hoje enquanto filiado, militante e organizador?
Clovis Silveira -
Dirigi só quatro partidos. Quanto à filiação, não sei, mas que muita gente já passou pelo meu grupo e teve sucesso, isso foi bastante, entre vereadores, prefeitos e deputados. E mais: com certeza, ajudamos efetivamente a eleger senadores e governadores.

JLPolítica - Por que tantos assim?
Clovis Silveira -
Para o tempo que tenho na política, até que não foram tantos assim - queria eu estar com o primeiro até hoje, mas não é fácil com a autonomia que a direção nacional detém. A minha sorte é que, com o grupo que me acompanha, o partido passa não ser tão importante, porque as pessoas do grupo têm me acompanhado para onde eu vou.

JLPolítica - Incomoda ao senhor ser rotulado, com uma pitada pejorativa, de um domador de partidos?
Clovis Silveira -
De modo algum. Sei que isso é coisa de quem tem dor de cotovelo. A convite de alguns amigos, entrei na política em Sergipe em 1986 via PDT.

Clovis Silveira em dia de posse como secretário de Administração de Aracaju no Governo de Wellington Paixão
SÓ DISPUTOU POR DUAS VEZES
“Encarei as duas com a mesma intensidade, porque tudo que realizo procuro fazer bem feito e aprendo com os erros e acertos, lembrando que sempre procuro errar menos, e não foi à toa que graças a deus consegui credibilidade junto à classe política, sendo criticado por ou por outro. Mas por saber o real motivo, essas críticas nunca me abalam”


JLPolítica - No PTB, por exempIo, o senhor ficou mais de uma década.
Clovis Silveira -
Sim. Em 1990, assumi a direção do PTB, partido que dirigi até 2003. Naquele ano, assumi o PTdoB - hoje Avante - que, aliás, já fazia parte do meu grupo. Em 2014, por imposição do diretório nacional que queria que eu apoiasse um determinado candidato ao governo, conversei com o meu agrupamento político e resolvemos deixar o partido e partir para outra. A convite de um amigo, fomos para o PPS. Em 2019, com a entrada do senador Alessandro Vieira, fizemos a mesma coisa: saímos fomos para o Avante. Aqui eu pergunto: onde está o domador de partidos, se em minha vida partidária de mais de 34 anos passei por apenas quatro partidos, quando tem muita gente por aí que já passou por todos os partidos existentes no Brasil?

JLPolítica - O senhor se sente dono de uma certa expertise na eleição de pessoas na esfera proporcional. Qual o segredo disso?
Clovis Silveira -
Não tem segredo algum. Com o tempo e os princípios que herdei dos meus pais, venho executando isso com primazia e foi exatamente isso que me deu credibilidade e respeito na política. Nunca trai ninguém.

JLPolítica - Qual das duas disputas eleitorais do senhor lhe deu mais interação com as coisas da política?
Clovis Silveira -
Encarei as duas com a mesma intensidade, porque tudo que realizo procuro fazer bem feito e aprendo com os erros e acertos, lembrando que sempre procuro errar menos, e não foi à toa que graças a deus consegui credibilidade junto à classe política, sendo criticado por ou por outro. Mas por saber o real motivo, essas críticas nunca me abalam.

Clovis Silveira em pose de delegado federal da Agricultura de Sergipe
UM BEM-REALIZADO NA RETAGUARDA
“Se eu partisse para a disputa pessoal com eles, com certeza não teriam tido esse êxito. Sempre gostei de ver o resultado e saber que elegemos e que tive muita colaboração com isso. Claro que algumas vezes tive decepção com alguns deles, mas mesmo assim nunca me arrependi pelo que fiz”


JLPolítica - Por que o senhor disputou tão pouco?
Clovis Silveira -
Porque a minha principal missão era fortalecer os partidos, e acho que sempre cumpri esse planejamento, pois sempre elegemos vereadores, prefeitos e deputados.

JLPolítica - Se o senhor fosse à disputa atrapalharia?
Clovis Silveira -
Sim. Se eu partisse para a disputa pessoal com eles, com certeza não teriam tido esse êxito. Sempre gostei de ver o resultado e saber que elegemos e que tive muita colaboração com isso. Claro que algumas vezes tive decepção com alguns deles, mas mesmo assim nunca me arrependi pelo que fiz.

JLPolítica - Mas por que esse êxito não se aplicou sobre as suas duas disputas, ressalvado que uma delas foi de vice-governador, na qual o sujeito não é votado diretamente?
Clovis Silveira -
Olha, fui candidato a prefeito de Aracaju em 1992 e a vice-governador em 1998 na chapa com João Alves Filho, mas isso não me colocava em disputa com os meus companheiros. Muito pelo contrário: ajudava, e quando se dirige um agremiação partidária e se lança como candidato as pessoas ficam com receio de se filiar para disputar eleição com o presidente do partido. Elas acham que quem vai se beneficiar diretamente de tudo será o presidente.

Clovis Silveira em 1994, em convenção nacional do PTB, partido no qual ele ficou mais de uma década
DOS PEDIDOS PARA QUE DISPUTEM EM 2022
“Graças a deus eu conservo um grupo de companheiros em mais de 60 municípios e há muito tempo esse grupo me credencia a ser candidato ao que eu desejar. E para essa próxima eleição as pessoas desse grupo estão querendo que eu aceite ser candidato a deputado federal”


JLPolítica - O que lhe dá garantias de que em 2022 poderá ser o senhor mesmo o eleito à Câmara Federal por essa suposta expertise?
Clovis Silveira -
Não tenho essa garantia e nem poderia ter. Se assim fosse, não formaria o grupo para disputar e cairia no mesmo dos demais, o de fazer partido para uso próprio, coisa que nunca passou pela minha cabeça. Nunca quis fazer partido para tirar proveito. Faço política porque me faz bem, e faço com prazer.

JLPolítica - Mas para essa disputa pessoal e federal o senhor não acha que lhe falta mais inserção em grupos políticos e em mais cidades do interior?
Clovis Silveira -
Não acho, porque graças a deus eu conservo um grupo de companheiros em mais de 60 municípios e há muito tempo esse grupo me credencia a ser candidato ao que eu desejar. E para essa próxima eleição as pessoas desse grupo estão querendo que eu aceite ser candidato a deputado federal.

JLPolítica - O senhor seria, será, candidato em nome de que proposta?
Clovis Silveira -
Sem dúvida, minha experiência como empresário, como secretário de Estado, secretário do município de Aracaju e como delegado federal da Agricultura para o Estado de Sergipe me credencia a desempenhar um bom mandato de deputado federal. Por isso tenho certeza de que se der tudo certo não irei decepcionar os sergipanos.

Ao lado do governador Albano Franco e de ACM, em recepção ao então presidente Fernando Henrique Cardoso
“PRECISAMOS ELEGER UM FEDERAL, E ESTOU DISPOSTO”
“Em todos às eleições meus amigos sempre cobraram a minha participação como candidato e eu nunca me vi assim em virtude de não concorrer com os meus companheiros. Mas em 2022 vai ser diferente. Como precisamos eleger um deputado federal, estou disposto a aceitar o desafio e com a experiência dos meus 74 anos tentar colaborar com Sergipe e o nosso povo”


JLPolítica - O senhor irá, se for, a uma eleição de deputado federal aos 74 anos. É uma idade boa para uma empreitada tão exaustiva?
Clovis Silveira -
Não tenho dúvida de que a minha idade junto com a experiência só vai ajudar. Veja: em todos às eleições meus amigos sempre cobraram a minha participação como candidato e eu nunca me vi assim em virtude de não concorrer com os meus companheiros de partido. Mas em 2022 vai ser diferente. Como precisamos eleger um deputado federal, estou disposto a aceitar o desafio e com a experiência dos meus 74 anos tentar colaborar com Sergipe e o nosso povo.

JLPolítica - Qual é o horizonte da oposição sergipana a quem ocupa o Governo de Sergipe hoje?
Clovis Silveira -
Em Sergipe não existe mais oposição. Com os erros cometidos, essa foi destruída em 2018. Mas acredito que pode surgir uma chapa de oposição competitiva em 2022. Mesmo não conseguindo juntar todos os partidos da chamada oposição, ela sairá forte.

JLPolítica - Quem são os opositores consideráveis existentes hoje em dia?
Clovis Silveira -
Para nós, nenhum. A minha preocupação está voltada para a formação da nossa chapa proporcional. Não estou pensando só na chapa majoritária. O Avante está se preparando para eleger três deputados estaduais e pelo menos um federal, e é nisso que estou focado.

Clovis Silveira sempre teve João Alves Filho em alta conta política em Sergipe
“BOLSONARO ESTÁ SENDO UM MAL NECESSÁRIO”
“Não concordo com os métodos usados pelo Bolsonaro. Sou contra o radicalismo tanto da direita quanto da esquerda, embora reconheça que Bolsonaro está sendo um mal necessário. Estávamos precisando de uma mexida na forma de administrar esse país, que há de 20 anos vinha sendo depredado”


JLPolítica - O senhor já eliminou as queixas contra a suposta falta de atenção do prefeito Edvaldo Nogueira, PDT, de não ter lhe dando sequer um bom dia de agradecimento pelo apoio do Avante à campanha dele no segundo turno do ano passado em Aracaju?
Clovis Silveira -
Nunca tive queixa de Edvaldo Nogueira. Apenas, como o conheço e de muito tempo, expressei o que acho dele: o meu partido o apoiou no segundo turno, mas eu e nem ninguém do Avante o procuramos para falar sobre isso. O meu desabafo foi pela forma como as lideranças são tratadas - pelo menos é o que me dizem, mesmo assim não custaria nada ter ligado e agradecido o apoio.

JLPolítica - O senhor é um aliado do bolsonarismo. Isso pode lhe deixar sem amparo de grupos político locais na disputa pelo Governo do Estado?
Clovis Silveira -
Não sou um bolsonarista, não votei e não sei se votarei em Bolsonaro, mas não tenho dúvida de que o Brasil precisa deste choque para talvez conquistar um pouco da moralidade que perdeu há muitos anos. Estávamos vivendo numa anarquia. Não é que terminou, mas melhorou muito e se o governo conseguir sobreviver, poderá melhorar mais.

JLPolítica - O que é que o senhor vê de virtuoso no modo de Jair Bolsonaro presidir o Brasil?
Clovis Silveira -
Não concordo com os métodos usados pelo Bolsonaro. Sou contra o radicalismo tanto da direita quanto da esquerda, embora reconheça que Bolsonaro está sendo um mal necessário. Estávamos precisando de uma mexida na forma de administrar esse país, que há de 20 anos vinha sendo depredado.

Aqui, como venerável da loja Maçônica Tiradentes
APRENDIZADO DA EXPERIÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO
“Fui secretário de Estado por dois mandatos de João Alves e secretário do município no governo de Wellington Paixão e essas minhas passagens por essas Secretarias representaram pelo menos 40% do que sou hoje na política em Sergipe”


JLPolítica - Mas o senhor descrê dessas pesquisas que dão um Lula quase vitorioso logo num primeiro turno?
Clovis Silveira -
Sem dúvida nenhuma. Pesquisas em período eleitoral em plena campanha não têm recebido crédito nenhum, imagine com mais de 16 meses de antecedência. Acho que deviam acabar com essas pesquisas que, na maioria das vezes, só fazem confundir o eleitor. O resultado vai de acordo com quem paga por elas.

JLPolítica - Sua expectativa política aponta para que a eleição de 2022 se dê sob que regras?
Clovis Silveira -
Sinceramente, não acredito muito em mudança e se tiver, será relativamente pequena. Por exemplo: fim da eleição por sobra para partidos que não consigam o coeficiente eleitoral e federação para juntar os pequenos. Falam em federal no retorno do programa eleitoral gratuita para partidos que ultrapassaram a cláusula de barreira, e talvez mais um ou dois itens. Isso é se der tempo de ser aprovado até final de setembro deste ano.

JLPolítica - O que lhe restou de positivo das experiências exercidas como secretário de Estado?
Clovis Silveira -
Fui secretário de Estado por dois mandatos de João Alves e secretário do município no governo de Wellington Paixão e essas minhas passagens por essas Secretarias representaram pelo menos 40% do que sou hoje na política em Sergipe. Experiência na administração pública foi o principal aprendizado!

Em reunião em Brasília com o então ministro da Agricultura José Eduardo Andrade Vieira
“A POLÍTICA ESTÁ NA VIDA DO POVO”
“A política é a ciência da boa administração. É impossível administrar sem uma boa forma de política. A política está na vida do povo do acordar ao dormir, da escova de dente ao colchão. Do pão ao salmo dito e repetido pelos que creem. Da bicicleta ao carro mais possante. Só os brutos desacreditam dela”


JLPolítica - Qual a participação da sua esposa Ana Maria SiIveira na sua conversão de alagoano em sergipano há mais de cinco décadas?
Clovis Silveira -
Diria que total. Conheci a hoje minha esposa em 1970 e logo me apaixonei. Um ano depois me casei - era 1971 -, montei uma distribuidora de produtos farmacêuticos - que já era a minha profissão -, e vim morar em Aracaju. Até hoje minha esposa tem sido o meu braço direito e às vezes os dois braços. Desde então, só tenho ido a Alagoas a passeio.

JLPolítica - O que é que ainda há de alagoano no senhor depois desses 52 anos de Sergipe?
Clovis Silveira -
Gosto muito de Alagoas. Maceió e toda região litorânea são uma beleza, mas acho que de alagoano me restou pouca coisa. Sempre que posso, tenho ido a Maceió, a Maragogi e Paripoeira, e acho aquele região muito bonita.

JLPolítica - Em síntese e por fim, o que é a política para o senhor?
Clovis Silveira -
A política é a ciência da boa administração. É impossível administrar sem uma boa forma de política. A política está na vida do povo do acordar ao dormir, da escova de dente ao colchão. Do pão ao salmo dito e repetido pelos que creem. Da bicicleta ao carro mais possante. Só os brutos desacreditam dela.

Clovis Silveira também presidiu a Segrase, e aqui no instante da posse
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