Entrevista

Jozailto Lima

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Gilvani Santos: “Os trabalhadores não devem acreditar tanto na velha política”

19 de outubro de 2020
“Estou para defender a causa da classe trabalhadora e do povo mais pobre”

Mulher, negra, dirigente sindical. Essa é Gilvani Santos, candidata a prefeita de Aracaju pelo PSTU. Como uma boa socialista, Gilvani tem ideias e projetos que, obviamente, passam por essa seara e, na visão dela, transformariam Aracaju para melhor. 

Para isso, Gilvani Santos propôs, em seu plano de governo, “16 medidas para uma Aracaju socialista”. As propostas resumem os anseios de Gilvani e de seu partido para a capital e são o carro-chefe da campanha que eles vêm fazendo. 

Entre as medidas, estão a destinação dos recursos para o setor público, de modo que seja possível garantir saúde, educação, saneamento básico, moradia e alimentação adequadas, transporte municipalizado, todos de forma gratuita para a população.

“Nosso programa foi construído coletivamente com os trabalhadores, estudiosos, técnicos, com a periferia e toda essa experiência acumulada da nossa classe está apresentada em nosso programa, com representação de uma mulher negra”, explica Gilvani.

Mas, o que seria, de fato, uma Aracaju socialista? Ela responde: “Aracaju socialista começa a se construir a partir da participação direta da classe trabalhadora e do povo pobre nas decisões do governo. E será assim através dos conselhos populares governando conosco Aracaju. Junto com isso aumentaremos o financiamento para áreas sociais”, resume Gilvani

Dessa forma, para ela, o município terá os recursos destinados e controlados pelos trabalhadores e o povo pobre de Aracaju. “E, assim, teremos condições de sair deste caos no qual vivem os mais pobres de nossa cidade. Esta construção passará pelo enfrentamento dos interesses dos ricos e poderosos da cidade, que com a conivência dos prefeitos, sempre são privilegiados em detrimento da maioria da população”, critica. 

Gilvani Santos vê na candidatura feminina - e aqui obviamente se inclui a dela própria - uma importante ferramenta da política, mas faz um adendo: “é muito importante que aumente o número de participação de mulheres na política e é mais importante de mulheres da classe trabalhadora participando desse processo”.

É filiada ao PSTU, partido com ideias socialistas que ela propõe para Aracaju
Sindicalista, Gilvani encabeça diversas lutas da classe trabalhadora
MULHER, NEGRA E DIRIGENTE SINDICAL
“Para além das lutas que travo em minha rotina, ser uma mulher negra e dirigente sindical me possibilitou acompanhar de perto o que enfrenta a classe trabalhadora e os setores mais precarizados: longas jornadas de trabalho; transporte em más condições; violência; ausência de creches e escolas que acolham crianças e mães trabalhadoras; falta de unidades de atendimento médico”

JLPolítica – Mulher, negra, dirigente sindical. Qual o peso de uma pessoa com essas características ao pleitear a Prefeitura de uma capital como Aracaju?
Gilvani Santos –
Para além das lutas que travo em minha rotina, ser uma mulher negra e dirigente sindical me possibilitou acompanhar de perto o que enfrenta a classe trabalhadora e os setores mais precarizados: longas jornadas de trabalho; transporte em más condições; violência; ausência de creches e escolas que acolham crianças e mães trabalhadoras; falta de unidades de atendimento médico, etc. Esses problemas sociais impostos por esse sistema capitalista e por esses governos atacam os trabalhadores no ambiente de trabalho e na comunidade, especialmente as mulheres negras, que precisam lidar com o machismo combinado ao racismo, ambos alimentados pelo Estado. 

JLPolítica – Enquanto dirigente sindical, como foi e tem sido sua atuação?
Gilvani Santos – 
Eu pude ver, no dia a dia, toda a exploração enfrentada por nossa classe e ter um conhecimento maior dessa realidade do que aqueles que estão em uma condição de vida que não faz sentir esses problemas na pele. Comparando a uma mulher candidata rica, a estrutura que ela possui permite enfrentar esses problemas com mais suporte econômico e social. Ser parte da classe trabalhadora e estar ao lado das mulheres, LGBTs, que também são vítimas da exploração e da violência, me possibilita conhecer e vivenciar de perto essa realidade. Nosso programa foi construído coletivamente com os trabalhadores, estudiosos, técnicos, com a periferia e toda essa experiência acumulada da nossa classe está apresentada em nosso programa, com representação de uma mulher negra.

Gilvani ao lado da mãe, Martinha Rosa dos Santos
CONSOLIDAÇÃO DA CANDIDATURA 
“Minha candidatura se consolidou na luta diária em defesa da classe trabalhadora, com o apoio do PSTU. Sou a melhor entre as outras 10 candidaturas porque, enquanto elas representam os ricos e as condições de opressão e exploração, sou e estou ao lado dos trabalhadores, das mulheres, LGBTs, das periferias, da juventude e do povo pobre, que sofrem os ataques da burguesia”

JLPolítica – Como a candidatura da senhora foi se consolidando e por que a senhora acredita que ela é a melhor entre as outras 10?
Gilvani Santos –
Minha candidatura se consolidou na luta diária em defesa da classe trabalhadora, com o apoio do PSTU, que é um partido que defende uma sociedade justa, igualitária, socialista e com acesso à riqueza do que é produzido por nossa classe. Sou a melhor entre as outras 10 candidaturas porque, enquanto elas representam os ricos e as condições de opressão e exploração, sou e estou ao lado dos trabalhadores, das mulheres, LGBTs, das periferias, da juventude e do povo pobre, que sofrem os ataques da burguesia. Em meu programa de governo, apresento 16 medidas emergenciais para Aracaju, que vão destinar os recursos para o setor público, de modo que seja possível garantir saúde, educação, saneamento básico, moradia e alimentação adequadas, transporte municipalizado, todos de forma gratuita para a população.

JLPolítica – Aracaju não teve ainda uma prefeita. A senhora acredita que ter uma mulher no comando da Prefeitura faria diferença nos rumos do desenvolvimento da cidade?
Gilvani Santos – 
Faz diferença se essa mulher for da classe trabalhadora e estiver a serviço de organizar a classe e o povo mais pobre em conselhos populares, para que eles possam governar e decidir o destino dos recursos. A questão não é ser somente uma mulher, mas também trabalhadora que tenha um programa de propostas que atenda essas pessoas.

Para Gilvani, classe trabalhadora precisa de união e organização
UMA PREFEITA MULHER FAZ DIFERENÇA
“Faz diferença se essa mulher for da classe trabalhadora e estiver a serviço de organizar a classe e o povo mais pobre em conselhos populares, para que eles possam governar e decidir o destino dos recursos. A questão não é ser somente uma mulher, mas também trabalhadora que tenha um programa de propostas que atenda essas pessoas”

JLPolítica – Embora ainda não seja o ideal, o índice de candidaturas femininas vem aumentando – a senhora, inclusive, tem outras duas mulheres como adversárias diretas nesse pleito. Como vê essa participação feminina na política e como se sente lutando por essa causa?
Gilvani Santos –
 Olha, primeiro que é muito importante que aumente o número de participação de mulheres na política e é mais importante de mulheres da classe trabalhadora participando desse processo. Porque quem primeiro sofre com as mazelas do capitalismo da exploração e da opressão são as mulheres, porque são as mais prejudicadas. Mas muitas vezes são mulheres que defendem os programas da burguesia, das maiores empresas, do setor que já tem privilégio no nosso país, que controla a riqueza em suas mãos e não passa pelas necessidades e as dificuldades que as mulheres trabalhadoras passa. 

JLPolítica – Sendo uma mulher trabalhadora é ainda mais significativo, então?
Gilvani Santos –
Sim. Nesse sentido, a gente participar do processo eleitoral é importante, porque estamos trazendo um programa construído pelo pela classe trabalhadora em conjunto, pelos homens e mulheres negros LGBT, pela juventude que está inserida nessa realidade cruel. A diferença é que eu estou nesse processo para defender uma causa que, é a da classe trabalhadora e do povo mais pobre. É muito importante a nossa participação, bem como a participação de outras mulheres trabalhadoras. O que vai ajudar a nossa classe nesse processo de construção dos conceitos populares é a participação efetiva das mulheres e, nesse sentido, não tem como haver uma mudança com uma pessoa.

Ela luta pelos direitos da classe trabalhadora há mais de 20 anos
UM GOVERNO PARTICIPATIVO
“O governo vai estar aplicando as medidas decididas pelos conselhos. No governo governado pelos conselhos populares a diferença é que a maioria que produz riqueza vai governar, utilizando o recurso público para melhorar os serviços e garantir uma vida digna para todos que precisam”

JLPolítica – A senhora defende ampla participação popular nos Governos. Como atingir essa meta e em que essa participação pode fazer a diferença em uma gestão?
Gilvani Santos –
Fará muita diferença. Porque pela primeira vez a população será ouvida, participará e decidirá diretamente sobre os recursos que tem no município. Na sua comunidade, onde você mora, onde você vive, onde você experimentou e já sofreu com essa ausência do serviço, do recurso. Mas o povo é parte desse processo e não pode estar ouvindo sem estar participando diretamente. Ele tem condições de aplicar essas medidas que nós estamos apresentando. Claro, vai ter condições de mudar sua realidade, porque ele vai participar, ele vai se interessar mais ainda e estará conduzindo o governo. Por isso digo que fará uma diferença grande, porque são decisões que serão tomadas por aquele que produz a riqueza do nosso município, nosso estado e nosso país. São eles que estão no dia a dia utilizando os serviços públicos. 

JLPolítica – E ao Governo, o que caberia nessa parceria com a população?
Gilvani Santos –
O governo vai estar aplicando as medidas decididas pelos conselhos, e a tendência é que a população sinta que tem capacidade de decidir, de governar e vai valorizar inclusive o recurso que pago em seus impostos, porque a classe trabalhadora  paga muito caro pela sua condição. No governo governado pelos conselhos populares a diferença é que a maioria que produz riqueza vai governar, utilizando o recurso público para melhorar os serviços e garantir uma vida digna para todos que precisam.

Baiana de Baianópolis, Gilvani vive em Sergipe, mas sempre visita a família
AS 16 MEDIDAS PARA ARACAJU SOCIALISTA 
“Na verdade, todas têm muito a ver com as necessidades da defesa da vida, a defesa da renda, a defesa do emprego e o combate à violência. Também há uma medida que de fato precisa vir antes de todas elas, que é colocar para fora esse governo que está aí”

JLPolítica – A senhora propõe 16 medidas para uma Aracaju socialista. Quais são as mais significativas delas? 
Gilvani Santos – 
Na verdade, todas têm muito a ver com as necessidades da defesa da vida, a defesa da renda, a defesa do emprego e o combate à violência. Também há uma medida que de fato precisa vir antes de todas elas, que é colocar para fora esse governo que está aí, pois o governo Bolsonaro e Mourão está atacando os direitos da classe, impedindo as melhorias de vida da classe a serviço do grande capital, da grande burguesia, das empresas, dos banqueiros. O governo federal concedeu o auxílio de R$ 600, agora já está propondo reduzir para R$ 300 até setembro, não resolve porque, primeiro, não atendeu a todos que precisavam, e agora vai atender menos ainda. Era para o governo estadual complementar essa renda para que pelo menos chegasse ao salário mínimo, para garantir que as pessoas ficassem no isolamento social e não fossem obrigadas a trabalhar. Uma outra outra medida seria investimento na saúde pública para garantir que ela fosse 100% estatal, com todo o povo tendo acesso. A questão da educação integral gratuita também é muito importante para que todos possam estudar. 

JLPolítica – Mas elas são de fato exequíveis?
Gilvani Santos –
São sim.  Primeiro que os trabalhadores é que têm produzido muita riqueza. O Brasil é um país rico, veja o exemplo do petróleo, que todo ano a Petrobras bate recorde de lucro de produção de suas metas. Veja a questão da Fafen, uma empresa de fertilizantes que é extremamente necessário para nossa soberania alimentar, para a produção, e nós nem produzimos a quantidade que necessita para o país. Olha a produção de alimentos, quanto é produzido no país, e aqui no Estado não é diferente. Mas essas medidas não são aplicadas e o que produzimos está a serviço da série do lucro de um punhado de milionários que que cada vez mais aumentam seus lucros explorando a classe trabalhadora. Nossas medidas vão em outra lógica, na que coloca a riqueza produzida pelos trabalhadores a serviço para resolver a necessidade da classe trabalhadora. E a partir do momento que a classe trabalhadora e o povo mais pobre têm acesso a esse recurso, que esse recurso não sai para o poder,  tudo é possível. Por isso que é necessário que o que o povo participe diretamente, governe e decida e que a riqueza seja utilizada para melhorar sua condição de vida.

Com as netas, Malu Rosa e Maria Rosa
EM SÍNTESE, UMA ARACAJU SOCIALISTA
“Olha, Aracaju socialista começa a se construir a partir da participação direta da classe trabalhadora e do povo pobre nas decisões do governo. Junto com isso aumentaremos o financiamento para áreas sociais, de forma pública e estatal, sem relação com a inciativa privada, que levam milhões dos cofres públicos”

JLPolítica – O que seria, para a senhora, em síntese, uma Aracaju socialista?
Gilvani Santos –
Olha, Aracaju socialista começa a se construir a partir da participação direta da classe trabalhadora e do povo pobre nas decisões do governo. E será assim através dos conselhos populares governando conosco Aracaju. Junto com isso aumentaremos o financiamento para áreas sociais (educação, saúde, moradia, etc), de forma pública e estatal, sem relação com a inciativa privada que levam milhões dos cofres públicos. Dessa forma teremos de fatos os recursos destinados e controlados pelos trabalhadores e povo pobre de Aracaju, e assim teremos condições de sair deste caos no qual vivem os mais pobres de nossa cidade. Esta construção passará pelo enfrentamento dos interesses dos ricos e poderosos da cidade, que com a conivência dos prefeitos, sempre são privilegiados em detrimento da maioria da população. Por fim, um governo socialista cuidará de socializar a riqueza produzida pelos trabalhadores da cidade para garantir os direitos sociais de todo povo.
 
JLPolítica – A senhora foi candidata ao Governo do Estado nas últimas eleições e teve 0,49% dos votos válidos. Por que a senhora espera que, dois anos depois, esse índice tenha mudado a ponto de elegê-la prefeita?
Gilvani Santos –
Primeiro que a vida da classe trabalhadora piorou e quanto mais a classe vai perdendo direitos, mas vai sendo atacada, excluída e explorada e mais há uma necessidade de resposta, de mostrar aos trabalhadores que eles não devem acreditar tanto na velha política na política - inclusive alguns até achavam que votando nos candidatos do Bolsonaro as coisas mudariam. O governo federal vem aplicando os ataques à classe e essa situação coloca grande desafios  para nós. Precisamos reagir a esses ataques e nos organizar, nos defendendo é defendendo a vida, o emprego, a garantia de uma condição digna de vida.  E nossa candidatura está inserida nesse processo de luta de apresentar essa alternativa. Na última eleição tivemos, mesmo com esse esse percentual de votos válidos, uma grande importância,  porque as pessoas começaram a nos ouvir,  a a pensar em outra alternativa, a pensar e discutir o socialismo.

Gilvani acredita que trabalhadores precisam ter voz ativa no Governo
DOIS ANOS DEPOIS, UMA NOVA TENTATIVA
“Primeiro que a vida da classe trabalhadora piorou e quanto mais a classe vai perdendo direitos, mas vai sendo atacada, excluída e explorada e mais há uma necessidade de resposta, de mostrar aos trabalhadores que eles não devem acreditar tanto na velha política na política”

JLPolítica – O que a senhora fez nesses últimos dois anos?
Gilvani Santos – 
Eu fiz exatamente o que a maioria da classe fez: trabalhar, lutar, defender nossos direitos. O que eu tenho feito durante a vida toda foi lutar com nosso povo, estar com a trabalhadora apesar de muitas das nossas lutas não terem visibilidade na grande imprensa. Mas acho que temos lutas com vitórias políticas, vai ter algumas derrotas também, a exemplo da luta contra a privatização da Petrobras. Tenho desenvolvido essa luta durante esse tempo todo e dentro desse processo de lutar, passa também o processo de organizar os trabalhadores para lutar por todos e por tudo que eles têm direito. Passei esse tempo fazendo lutas contra violência à mulher; lutas em defesa do nosso povo negro; ajudando na organização das lutas dos quilombos e muitas outras. 

JLPolítica – Qual a opinião da senhora em relação às pesquisas? A senhora leva os índices em consideração na construção de sua candidatura?
Gilvani Santos – 
Elas são importantes para que a gente faça algumas análises, mas são muito limitadas, não atingem todo o público direcionado. E nós não estamos lá no tema dos espaços da grande mídia, falando para a nossa população. Mas estamos nas redes sociais, essa coisinha que todo mundo está usando agora e que tem nos ajudado nesse processo. Então eu acredito que a próxima pesquisa pode ter uma ter uma resposta melhor com relação a nossas candidaturas.

Ela lidera centenas de trabalhadores e luta pelos direitos de todas as categorias
RELAÇÃO COM CIDADE NATAL
“Os trabalhadores são trabalhadores em qualquer lugar do mundo. Em qualquer lugar do mundo, eles vivem as mesmas mazelas do capitalismo. Eu sou de Baianópolis, que é próximo de Barreiras, na Bahia, e já tem muitos anos que eu saí de lá. Mas permanentemente estou por lá para ver a família, que é muito grande”

JLPolítica –  Quem é a figura de Waltemir Augusto, o candidato a vice-prefeito na chapa da senhora e porque ele foi o escolhido?
Gilvani Santos – 
Augusto é um trabalhador de telemarketing, operário de origem porque já trabalhou setor terceirizado, em empresas terceirizadas na Petrobras e outras empresas. Um operário, um trabalhador experimentado em várias lutas. Atualmente, ele faz parte da luta na defesa dos trabalhadores de telemarketing, apoiou a nova direção lá do sindicato e já tem uma experiência e vive a vida da classe. Ele mora na periferia, conhece de perto os problemas da periferia, já tem se envolvido em várias lutas e e ele foi a escolha foi exatamente por ser um trabalhador. Nossas escolhas são baseadas nesses critérios.  Ele foi escolhido porque acredita e quer construir a revolução socialista.

JLPolítica – Qual é a relação social da senhora hoje com Baianópolis, sua cidade natal, e por que veio parar em Aracaju?
Gilvani Santos – 
Os trabalhadores são trabalhadores em qualquer lugar do mundo. Em qualquer lugar do mundo, ele vive as mesmas mazelas do capitalismo. Eu sou de Baianópolis, que é próximo de Barreiras, na Bahia, e já tem muitos anos que eu saí de lá. Mas permanentemente estou por lá para ver a família, que é muito grande. Mesmo muito grande, todos passam com os mesmos problemas que que eu passo. Converso todos os dias com eles e com a sociedade das redes sociais, o que tem ajudado muito na discussão política. Todo ano eu vou visitar os meus parentes: a minha mãe, meus irmãos, sobrinhos, primos, tios, etc. Eu saí de lá em 1985, passei mais de 20 anos morando em Alagoinhas, sempre fazendo militância. Depois vim para Aracaju conta, aqui tenho meu filho, que vai continuar minha militância. Eu posso estar em qualquer lugar, qualquer canto, que continuarei sendo trabalhadora e lutando pela sociedade socialista.

Em campanha, Gilvani tem conversado principalmente com a classe trabalhadora