Helom Oliveira, Banese: “As empresas sergipanas são parte importante dos nossos negócios”

Entrevista

Jozailto Lima

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Helom Oliveira, Banese: “As empresas sergipanas são parte importante dos nossos negócios”

24 de abril de 2021
“O Banese é um banco que tem identidade com seu povo - daí o seu sucesso”

Há 15 anos, por um concurso público em 2006, o sergipano Helom Oliveira, hoje com 37 anos, pisava o pé no território do Banco do Estado de Sergipe - Banese - pela primeira vez. E ali, nesse tempo, ele foi de um tudo.

“Passei por praticamente todos os Departamentos da empresa - desde a função de analista de Crédito à responsabilidade pelas áreas de controles e gerenciamento dos riscos, bem como de canais de atendimento e planejamento estratégico”, relembra Helom Oliveira.

“Enquanto diretor executivo, fui responsável pela Governança Corporativa do Grupo, pelos controles e, ainda, pela área financeira e de relações com investidores”, completa.

Isso tudo o levou ao topo da instituição. Ou seja, à Presidência. No dia 15 de junho do ano passado, o Conselho de Administração do Banese o aprovou como presidente interino por indicação do governador Belivaldo Chagas. Estava sucedendo a Fernando Mota, o executivo que mais tempo comandou o Banese.

No dia 2 de dezembro, o Conselho Monetário Nacional do Banco Central aprovou o nome dele em definitivo para a Presidência e dois dias depois foi efetivado. Nisso tudo, um agravante positivo: como o mais novo da história do comando do Banese, que é o seu segundo emprego.

Mas muito mais importante do que a sua biografia pessoal, Helom Oliveira admite que seja a biografia do próprio Banese. E nela ele bota muita fé e faz carga. Na do passado e sobretudo na do futuro, que está sendo construída.

“O Banese sempre teve administradores que levaram a sério a sua responsabilidade, que é a de dar continuidade a um projeto de banco que tem identidade com seu povo. E isso trouxe comprometimento de todos os colaboradores com essa missão - daí o seu sucesso”, diz ele.

Reunião da Presidência do Banese com a Aseopp: fomento levado ao pé da letra e começando pela construção civil
Helom Oliveira nasce no dia 11 de março de 1984 e leva estudo e carreira muitíssimo a sério

Para Helom, Projetar.SE poderá, então, catapultar mais e mais a economia do Estado. “Esta é a verdadeira intenção. Esse projeto tem um potencial importante para movimentar a economia dos municípios, visto que uma parcela significativa dos recursos disponíveis para execução de obras não é utilizada por falta de projetos ou de habilitação por parte dos municípios pela ausência de documentação preparatória”, diz ele.

“Estamos implantando o projeto piloto com alguns municípios e em breve teremos o lançamento do Projetar.SE com acesso mais amplo. Para garantir a eficiência na gestão, foi desenvolvida uma plataforma inédita que apresenta todo o organograma e a metodologia do projeto, além de possuir o mapeamento e o diagnóstico da situação de todos os municípios que serão contemplados - um importante instrumento de planejamento e execução, com a capacidade de gerar desenvolvimento para os municípios sergipanos. Logo, pro Estado. Isso nos reforça como um banco de fomento, como está no planejamento do governador Belivaldo Chagas”, diz.

Para ser o que é, ter o maior número de correntistas na história de Sergipe, tanto de pessoas físicas quanto de jurídicas, e um cartão de crédito com uma ancoragem excelente, o Grupo Banese é composto do Banco, pela Sergipe Administradora de Cartões e Serviços S.A. - Seac -, pela Banese Corretora e Administradora de Seguros, pelo Instituto Banese de Seguridade Social - Sergus -, pela Caixa de Assistência dos Empregados do Banese - Casse -, e pelo Instituto Banese, que desenvolve ações de responsabilidade socioambiental, preservação e difusão da cultura sergipana.

Nesta Entrevista, Helom Oliveira vai falar, ainda, do comprometimento sociocultural do Banese junto aos sergipanos e a outras comunidades do Nordeste. Dirá que não tem planos de fechamento de agências do interior e abordará sobre o Programa de Estímulo a Aposentadoria.

Helom Oliveira da Silva nasceu no dia 11 de março de 1984, em Aracaju. Ele é filho de Luiz José da Silva Filho, um servidor da Petrobras em vias de se aposentar, e de Márcia Leny Oliveira Mendes Silva.

Ele é casado com Thatiane Santos Oliveira, uma engenheira de Alimentos e funcionária da Universidade Federal de Sergipe, com quem é pai de Yan Santos Oliveira, de um ano, e de Julia Santos Oliveira, de sete.

Helom Oliveira fez Administração de Empresas pela Universidade Federal de Sergipe, com conclusão em 2010. Ele tem mestrado em Economia e especialização em Fintech Programme – Saïd Business School, University of Oxford, em Digital Strategies for Business -Columbia Business School, em Programa de Formação de Conselheiros, pela Fundação Dom Cabral, e MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, pela Fundação Getúlio Vargas.

“A função de presidente de um banco é cercada de mitos, por transparecer mais aspectos de poder do que realmente existe. No Banese, a tomada de decisões se dá por voto em colegiado. Assim, o poder do presidente nas decisões se iguala ao dos demais diretores”, diz Helom Oliveira, passando as coisas a limpo e dissipando pesos de sobre os seus ombros. A Entrevista dele vale o tempo da leitura.

Aqui tem o DNA do Banese: Museu da Gente Sergipana, ressonância da memória sergipana, com meio milhão de acessos nesta pandemia
DA ROTA SEGUIDA ATÉ CHEGAR AO BANESE
“Iniciei minha carreira no mercado financeiro, através de um estágio no Banco do Nordeste do Brasil em 2005. No ano seguinte, comecei de fato minha carreira no Banese, onde passei por praticamente todos os Departamentos da empresa”


JLPolítica - O senhor se encaminha para um ano como presidente do Banese, entre os períodos como interino e efetivo. Administrativamente, o que foi possível se apropriar dele nesse período e que o senhor não conhecia enquanto diretor?
Helom Oliveira -
O Banco do Estado de Sergipe é uma empresa com uma governança corporativa muito robusta. Assim, os diretores executivos sempre possuem pleno domínio de toda a situação da companhia. Talvez, a grande diferença nesse período foi a de adaptar nosso planejamento estratégico de maneira a responder melhor às mudanças que aconteceram em função da pandemia.

JLPolítica - Qual é o tamanho e o significado da sua carreira bancária? Por onde ela se inicia?
Helom Oliveira -
Iniciei minha carreira no mercado financeiro, através de um estágio no Banco do Nordeste do Brasil em 2005. No ano seguinte, comecei de fato minha carreira no Banese, onde passei por praticamente todos os Departamentos da empresa - desde a função de analista de Crédito à responsabilidade pelas áreas de controles e gerenciamento dos riscos da empresa, bem como de canais de atendimento e planejamento estratégico. Enquanto diretor executivo, fui responsável pela Governança Corporativa do Grupo, pelos controles e, ainda, pela área financeira e de relações com investidores.

JLPolítica - Isso, naturalmente, lhe garantiu um bom domínio da companhia como um todo?
Helom Oliveira -
Sim. Acredito que os mais de 15 anos de carreira nesse mercado me ajudaram a crescer como um executivo, mas o desafio mais importante na gestão de uma empresa como o Banese nos dias de hoje, na função de presidente, é o da habilidade de aprender e desaprender. Aprender com todas as lições que trouxeram a empresa até aqui e desaprender no sentido de que os hábitos e preferências dos consumidores mudam, o que requer de nós administradores estratégias diferentes ao longo do tempo.

Helom Oliveira e o patrimônio afetivo: a esposa Thatiane Santos Oliveira e os filhos Yan Santos Oliveira, de um ano, e Julia Santos Oliveira, sete
MITOS DO PODER DE UM PRESIDENTE DE BANCO
“A função de presidente de um banco é cercada de mitos, por transparecer mais aspectos de poder do que realmente existe. No Banese, a tomada de decisões se dá por voto em colegiado. Assim, o poder do presidente nas decisões se iguala ao dos demais diretores”


JLPolítica - O fato de o senhor ser um simão-diense como o governador do Estado teve alguma relevância para que a escolha presidencial recaísse sobre a sua pessoa?
Helom Oliveira -
Esse é um fato curioso. O governador Belivaldo Chagas descobriu as raízes da minha família em Simão Dias por acaso, após uma reunião de acompanhamento que tivemos enquanto estava respondendo interinamente pela Presidência. Não acredito que isso tenha sido decisivo. Acho que foi mais uma coincidência.

JLPolítica - Qual é a dimensão do poder monocrático, pessoal e individual, do presidente de um banco como o Banese?
Helom Oliveira -
A função de presidente de um banco é cercada de mitos, por transparecer mais aspectos de poder do que realmente existe. No Banese, a tomada de decisões se dá por voto em colegiado. Assim, o poder do presidente nas decisões se iguala ao dos demais diretores. O diferencial intrínseco ao cargo de presidente é o de responder enquanto executivo pelos rumos da empresa, de ser porta-voz e de fazer a coordenação da execução dos planos de negócios entre as Diretorias e empresas relacionadas. A dimensão maior é a da responsabilidade de fazer os colaboradores acreditarem que somos capazes de executar os planos que estabelecemos, que conseguiremos superar todos os desafios. Ou seja, de liderar pessoas. Essas atribuições são maiores do que o poder em si.

JLPolítica - Qual é o percentual do Governo do Estado de Sergipe na sociedade do Banese?
Helom Oliveira -
É de aproximadamente 90% do capital total da instituição.

O Programa Projetar.SE já teve uma reunião com a Fames para discutir a implementação junto aos municípios
CONFIANÇA DO BANESE JUNTO ÀS PESSOAS FÍSICAS
“Continuamos crescendo as nossas operações com pessoas físicas e enxergamos que há um ambiente propício para aprimorarmos essa relação com o preenchimento de lacunas que temos em nosso portfólio, algo que ao longo do ano buscaremos complementar. Gozamos, sim, da confiança por parte desses clientes”


JLPolítica - Qual dos ex-presidente do Banese mais lhe inspirou enquanto jovem executivo, e por quais razões?
Helom Oliveira -
Devo dizer que admiro todos os ex-presidentes com os quais tive a oportunidade de trabalhar. Cada um ao seu tempo e ao seu modo, contribuiu no repertório que hoje aplico.

JLPolítica - O Banese tem uma reconhecida vocação para atender pessoa física - incluindo aí o servidor público. Como está esta relação hoje?
Helom Oliveira -
Continuamos crescendo as nossas operações com pessoas físicas e enxergamos que há um ambiente propício para aprimorarmos essa relação com o preenchimento de lacunas que temos em nosso portfólio, algo que ao longo do ano buscaremos complementar. Gozamos, sim, da confiança por parte desses clientes, uma vez que temos uma parte importante das nossas captações de recursos com eles.

JLPolítica - Há no banco algum plano de combate ao endividamento crônico?
Helom Oliveira -
Sim. Temos planos de promover conteúdos para os nossos clientes, estimulando o uso consciente do crédito, bem como aqueles que envolvem pautas voltadas para o planejamento financeiro. Isso passa pela diversificação das atividades do Banese como banco de varejo. Além do foco na oferta de produtos de crédito, precisamos avançar no assessoramento aos nossos clientes, entendendo suas necessidades e ajudando-os a gerenciar as metas financeiras de curto, médio e longo prazo. Essas metas envolvem além do crédito, produtos que visam estabelecer bases para o planejamento financeiro, recursos para a aposentadoria ou na formação de capital para investimentos, no caso de pessoas jurídicas.

Live com os servidores do Banese para discutir o Projeto Dias Melhores
DA PESO DAS PESSOAS JURÍDICAS DO ESTADO
“As empresas sergipanas são parte importante dos nossos negócios. Temos dedicado atenção especial às micro e pequenas empresas, inclusive aquelas voltadas para o setor da construção civil, uma vez que há diretrizes claras do Governo do Estado nesse sentido”


JLPolítica - Qual é o peso da pessoa jurídica para o Banese e como está a assistência a esse segmento?
Helom Oliveira -
As empresas sergipanas são parte importante dos nossos negócios. Temos dedicado atenção especial às micro e pequenas empresas, inclusive aquelas voltadas para o setor da construção civil, uma vez que há diretrizes claras do Governo do Estado nesse sentido.

JLPolítica - Tem havido uma evolução na concessão de crédito a elas?
Helom Oliveira -
Sim, e bem. Nos últimos 12 meses, o Banese concedeu mais de meio bilhão de reais em financiamentos a empresas em mais de quatro mil operações de crédito. Atuamos também com soluções de meios de pagamento com as máquinas de aceitações de cartões tks, que em 2020 movimentou quase R$ 3 bilhões.

JLPolítica - Mas por que entidades empresariais ainda reclamam de dificuldade de acesso ao crédito por empreendedores? O problema estaria no banco em si, nas regras draconianas do setor ou em quem busca créditos?
Helom Oliveira -
Vivemos um momento difícil e delicado para a economia do nosso país e, nesse sentido, muitas empresas têm enfrentado dificuldades em manter suas operações. O Banese tem atendido a uma parcela importante das demandas de crédito, mas não é possível garantir todos os pedidos, uma vez que é necessário atender a um conjunto de regras prudenciais definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Segundo Helom Oliveira, foco banesiano no fomento é uma determinação programática do governador Belivaldo Chagas
DO PROJETO DO BANESE AVANÇAR NO DESENVOLVIMENTO
“Temos trazido importantes soluções para os municípios sergipanos. Essas soluções vão desde a gestão financeira, a administração das folhas, arrecadação de impostos e convênios, suporte jurídico, até uma novidade que estamos implementando nesse ano, que é o suporte técnico em gerenciamento de projetos”


JLPolítica - O que, por exemplo?
Helom Oliveira -
É preciso entender que existe a operação tradicional dos bancos, com recursos próprios, e aquelas em que as instituições financeiras são veículos para fazer fluir os recursos subsidiados do Governo Federal. No ano passado, a União implementou programas emergenciais como o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego, o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que viabilizaram condições diferenciadas na oferta de crédito. Como esses programas finalizaram no ano passado, o Governo do Estado alocou parte do seu orçamento em um fundo de aval para dar suporte em garantia aos micro e pequenos empreendedores, o que tem viabilizado parte dessas operações.

JLPolítica - Como é que o Banese tem se relacionado com os municípios de Sergipe?
Helom Oliveira - 
O Banese tem se relacionado de forma positiva. Temos trazido importantes soluções para os municípios sergipanos. Essas soluções vão desde a gestão financeira, a administração das folhas de pagamentos, arrecadação de impostos e convênios, suporte jurídico, até uma novidade que estamos implementando nesse ano, que é o suporte técnico em gerenciamento de projetos. O governador Belivaldo Chagas tem posto como desafio a necessidade de o Banese se destacar como um banco de desenvolvimento. 

JLPolítica - Quando isso se intensificará mais?
Helom Oliveira -
O projeto que vai iniciar essa nova fase no posicionamento do Banese junto aos municípios sergipanos é o Projetar.SE. O que é isso? Estruturamos uma equipe formada por arquitetos e urbanistas, engenheiros civis, advogados e contadores para oferecer suporte completo aos municípios, desde o acompanhamento dos editais de transferências diretas da União, de organismos internacionais e de emendas parlamentares, dentre outros, de forma a viabilizar a elaboração de projetos, bem como o acompanhamento e a execução dos mesmos.

Banese: um conglomerado que gera cerca de 1.400 empregos diretos
COMPETÊNCIAS DO BANESE VALIDADAS E ATUAIS
“O Banese sempre teve administradores que levaram a sério a sua responsabilidade, que é a de dar continuidade a um projeto de banco que tem identidade com seu povo. E isso trouxe comprometimento de todos os colaboradores com essa missão - daí o seu sucesso. Construímos ao longo do tempo um conjunto de competências que ainda continuam muito válidas como modelo de negócio”


JLPolítica - O Projetar.SE poderá, então, catapultar mais e mais a economia do Estado?
Helom Oliveira -
Sim. Esta é a verdadeira intenção. Esse projeto tem um potencial importante para movimentar a economia dos municípios, visto que uma parcela significativa dos recursos disponíveis para execução de obras não é utilizada por falta de projetos ou de habilitação por parte dos municípios pela ausência de documentação preparatória.

JLPolítica - Já tem algo em curso nesse sentido?
Helom Oliveira -
Estamos implantando o projeto piloto com alguns municípios e em breve teremos o lançamento do Projetar.SE com acesso mais amplo. Para garantir a eficiência na gestão, foi desenvolvida uma plataforma inédita que apresenta todo o organograma e a metodologia do projeto, além de possuir o mapeamento e o diagnóstico da situação de todos os municípios que serão contemplados - um importante instrumento de planejamento e execução, com a capacidade de gerar desenvolvimento para os municípios sergipanos. Logo, pro Estado. Isso nos reforça como um banco de fomento, como está no planejamento do governador Belivaldo Chagas.

JLPolítica - No seu ponto de vista, quais são as razões mais lógicas para que o Banese resista enquanto um dos poucos bancos estatais no Brasil?
Helom Oliveira -
O Banese sempre teve administradores que levaram a sério a sua responsabilidade, que é a de dar continuidade a um projeto de banco que tem identidade com seu povo. E isso trouxe comprometimento de todos os colaboradores com essa missão - daí o seu sucesso. Construímos ao longo do tempo um conjunto de competências que ainda continuam muito válidas como modelo de negócio, como por exemplo, a habilidade de realizar operações rentáveis a partir do relacionamento com entes públicos. Ao longo de sua trajetória como empresa, o Banese foi capaz de inovar, o que possibilitou o desenvolvimento de estratégias para enfrentar os períodos mais difíceis de sua história.

Confiança: o Banese Card é patrocinador máster do time na temporada deste ano
DO PIONEIRISMO DAS AÇÕES DO BANESE
“Iniciamos o crédito consignado na década de 90, quando a normatização dessa modalidade de empréstimos surgiu nos anos 2000. Criamos uma bandeira de cartão de crédito - o Banese Card - no início dos anos 2000, enquanto os maiores bancos do Brasil tiveram iniciativa semelhante apenas 10 anos depois”


JLPolítica - O senhor consegue identificar fases marcantes na vida do banco nessa direção da inovação?
Helom Oliveira -
Sim. Veja: iniciamos o crédito consignado na década de 90, quando a normatização dessa modalidade de empréstimos surgiu nos anos 2000. Criamos uma bandeira de cartão de crédito - o Banese Card - no início dos anos 2000, enquanto os maiores bancos do Brasil tiveram iniciativa semelhante apenas 10 anos depois. Mais: trouxemos para Sergipe a tecnologia de terminais de autoatendimento recicladores de cédulas - crédito instantâneo dos recursos depositados - e ainda somos o único banco no Brasil a ter esse tipo de tecnologia em 100% das agências; e desenvolvemos um modelo de bancarização de baixo custo com correspondentes no país, que deu a Sergipe o maior Índice de Cidadania Financeira do Norte e Nordeste do Brasil, possibilitando acesso a serviços financeiros para clientes e não-clientes em todas as cidades do Estado, dentre outras iniciativas. Esses diferenciais, desenvolvidos e entregues com muita dedicação pelos funcionários e pelos administradores do banco, fazem com que o Banese continue sendo uma empresa relevante em um mercado tão competitivo.

JLPolítica - Como está o projeto de expansão física anunciado pelo Banese no ano passado?
Helom Oliveira -
Com a pandemia, precisamos estruturar melhor essa iniciativa, pois as restrições de movimentação das pessoas prejudicaram a evolução desse projeto como havíamos planejado.

JLPolítica - Isso se daria via agências ou através de correspondentes?
Helom Oliveira -
Executaremos uma estratégia phygital. Ou seja, faremos uso da iniciativa digital e presencial. Inicialmente, utilizaremos os correspondentes bancários como âncora para a operação presencial, mas não há descarte para abertura de agências, se isso se mostrar viável.

Nesta sessão da Alese, Helom presta informações aos deputados sobre as operações de crédito durante a pandemia
UM BANESE 100% DIGITAL AINDA ESTE ANO
“Lançaremos nossa iniciativa 100% digital no segundo semestre desse ano e estamos montando uma estrutura, tanto de tecnologia quanto de pessoas, para que a experiência dos nossos clientes digitais tenha padrões de excelência na jornada de consumo de produtos e serviços financeiros”


JLPolítica - Quando se dará o lançamento de banco digital já anunciado pela instituição e que estrutura o Banese criou para desenvolvê-lo?
Helom Oliveira -
Lançaremos nossa iniciativa 100% digital no segundo semestre desse ano e estamos montando uma estrutura, tanto de tecnologia quanto de pessoas, para que a experiência dos nossos clientes digitais tenha padrões de excelência na jornada de consumo de produtos e serviços financeiros.

JLPolítica - Fora de Sergipe, onde é que o Banese estaria consolidado e quais serviços ele disponibiliza para isso?
Helom Oliveira -
As soluções de meios de pagamento são as mais consolidadas. Atualmente nosso Cartão de Crédito Banese Card está presente nos Estados de Alagoas e Paraíba, e vem se expandindo pelos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia. O ano de 2020 foi marcado pelo lançamento dos cartões Banese Card Elo Nanquim e Banese Card em parceria com a bandeira Elo, que pode ser utilizado em milhares de estabelecimentos nacionais e internacionais, ampliando de maneira substancial a aceitação dos nossos cartões. Além disso, o Banese já firmou convênios com o Estado de Alagoas e com a Prefeitura de Alagoinhas, na Bahia, para oferecer crédito consignado aos servidores públicos dessas regiões.

JLPolítica - O Banese chegou a comemorar entre os funcionários o resultado do Plano de Incentivo à Aposentadoria - PEA. Qual foi o impacto disso?
Helom Oliveira -
Acreditamos que o Programa de Estímulo a Aposentadoria veio para fechar com chave de ouro um ciclo na jornada de vida de muitos de nossos colaboradores. A execução desse plano deu a possibilidade de o banco realizar uma adaptação essencial de sua força de trabalho, visando trazer um peso cada vez maior na participação relativa de profissionais da área de tecnologia no quadro total de colaboradores. Os bancos tendem a se transformar, se já não o são, em empresas de tecnologia que vendem produtos e serviços financeiros.

Aqui, o Banese é premiado pela Revista Relatório Bancário como Case de Melhor Truncagem de Cheque
INSTITUTO BANESE E A SENSIBILIDADE CULTURAL
“Através do Instituto Banese, o Grupo Banese tem realizado importantes projetos e ações voltadas para a responsabilidade social e a cultura. Com a pandemia e o fechamento temporário do Museu da Gente Sergipana, foi lançada uma moderna plataforma de visita virtual a ele - em apenas quatro meses obteve um milhão de acessos”


JLPolítica - O PEA tem a ver com o fechamento de agências na capital, este ano?
Helom Oliveira -
Não. Na realidade, a pandemia, já antes do PEA, trouxe importantes dificuldades de logística para a manutenção de algumas de nossas agências, em especial aquelas que tinham uma constatação clara de choque de praça, ou seja, unidades de negócios muito próximas umas das outras. Assim, a pandemia acelerou uma decisão que já estava sendo planejada há algum tempo.

JLPolítica - O banco também tentou fechar unidades no interior, ano passado. Há previsão de fechamento de mais agências?
Helom Oliveira -
No momento não há previsão de fechamento de unidades de negócios no interior.

JLPolítica - Como está o apoio do Banese à cultura, ao esporte e ao lazer em Sergipe e no Nordeste?
Helom Oliveira -
Através do Instituto Banese, o Grupo Banese tem realizado importantes projetos e ações voltadas para a responsabilidade social e a cultura. Com a pandemia e o fechamento temporário do Museu da Gente Sergipana, foi lançada uma moderna plataforma de visita virtual a ele, mantendo a interatividade da experiência presencial - em apenas quatro meses a plataforma obteve um milhão de acessos.

Nesta reunião fechada na Alese, Helom Oliveira deu informes sobre fluxo de financiamentos rurais de das linhas de créditos emergenciais
PROJETO FUTURO FOMENTARÁ O SÃO JOÃO
“Até o final do semestre será lançada a plataforma “Espie a Gente” - um site com conteúdos audiovisuais produzidos pelo Instituto Banese ou em parceria com artistas e empresas. Neste momento está sendo desenvolvido um projeto para o São João, salvaguardando a importância de continuar fomentando a identidade sergipana e contribuir com a classe artística”


JLPolítica - Via seu Instituto, o Banese se conectou à classe artística nesse momento de pandemia?
Helom Oliveira -
Sim. Para amenizar os impactos impostos pela pandemia para a cultura, foram realizados editais para os artistas locais, beneficiando mais de 140 profissionais do setor. Outra iniciativa importante foi a realização de lives e programas de televisão, em parceria com a TV Sergipe e a TV Atalaia - garantindo a apresentação de artistas locais, interagindo com artistas nacionais, através de um formato inovador e seguro. Até o final do semestre será lançada a plataforma “Espie a Gente” - um site com conteúdos audiovisuais produzidos pelo Instituto Banese ou em parceria com artistas e empresas. Neste momento está sendo desenvolvido um projeto especial para o São João, salvaguardando a importância de continuar fomentando a identidade sergipana e contribuir com a classe artística.

JLPolítica - Como estão funcionando o Instituto Banese e o Clube do Banese? Existe um suporte às artes em Alagoas e retorno dos patrocínios esportivos?
Helom Oliveira -
Além das iniciativas culturais que acabei de citá-las, o Instituto Banese realizou uma importante ação de produção e doação de mais de 400 mil máscaras que foram produzidas no polo de confecções de Tobias Barreto, gerando emprego temporário para mais de 50 costureiras - vale reiterar que toda a matéria prima e insumos utilizados foram adquiridos de empresas locais. Através do Instituto, o Grupo Banese doou mais de 34 mil testes de Covid. Neste ano a Orquestra Jovem, projeto de responsabilidade social através da cultura, teve sua capacidade ampliada para 250 alunos dos bairros Santa Maria e 17 de Março, que estão mantendo suas atividades através de aulas on line – possibilitando o aprendizado e profissionalização em música clássica. São apoiadas diretamente 13 organizações do terceiro setor, dos segmentos de atendimento à criança e adolescente, idoso, pessoas com deficiência, pessoas com câncer, e esporte. Devido ao processo de expansão para Alagoas, no ano passado foi realizado um edital de fomento cultural, beneficiando 70 artistas locais. O Banese Card é patrocinador máster do Confiança na temporada deste ano. Neste momento o Instituto Banese é parceiro do Governo do Estado na campanha Solidarize-SE, voltada para doação de alimentos a comunidades vulneráveis. Para a arrecadação dos produtos, foi montado stand em sistema drive thru no Largo da Gente Sergipana, além da participação de sete agências do Banese na capital e seis no interior, que também são pontos de arrecadação.      

JLPolítica - O Banese mudou suas configurações de atos e atitudes perante o coronavírus para atender melhor à carência das pessoas e das cidades?
Helom Oliveira -
Além das medidas adotadas e protocolos necessários para garantir a segurança da população que utiliza os espaços do Banese, essas ações do Instituto reiteram a contribuição do Grupo Banese para com as comunidades mais vulneráveis do Estado.

Helom Oliveira: “No Banese, a tomada de decisões se dá por voto em colegiado. Assim, o poder do presidente se iguala ao dos demais diretores”
CARTÃO BANESE E CORRETORA DE SEGUROS CRESCEM
“A Seac, administradora do Cartão Banese Card e da rede de maquininhas tks, teve seu volume total de vendas incrementado em 13% em 2020, o que representa uma variação positiva de R$ 400 milhões no volume de vendas entre 2019 e 2020, apesar das dificuldades em função da pandemia. A corretora de seguros cresceu 11% no comparativo de 2019 com 2020”


JLPolítica - O que é que os sergipanos e os demais nordestinos dos Estados onde o Banese atuam podem esperar deste banco?
Helom Oliveira -
Podem esperar cada vez mais um banco que conhece o nordestino, que entrega soluções sob medida para suas necessidades e que vai continuar dando muito orgulho aos sergipanos.

JLPolítica - De quais e de quantas empresas se compõem o Grupo Banese atualmente?
Helom Oliveira -
O conglomerado econômico do Banese é composto pelo Banese e pela Sergipe Administradora de Cartões e Serviços S.A. - Seac -, nossa empresa de meios de pagamento e cartões de crédito. Adicionalmente fazem parte do grupo a Banese Corretora e Administradora de Seguros, o Instituto Banese de Seguridade Social - Sergus -, entidade fechada de previdência complementar, a Caixa de Assistência dos Empregados do Banese - Casse -, que presta assistência médico-odontológica aos empregados ativos e aposentados - e o Instituto Banese, que desenvolve ações de responsabilidade socioambiental, preservação e difusão da cultura sergipana.

JLPolítica - Como estão os desempenhos do Banese Card e da Corretora de Seguros?
Helom Oliveira -
Ambas as empresas estão crescendo. A Seac, administradora do cartão Banese Card e da rede de maquininhas tks, teve seu volume total de vendas incrementado em 13% em 2020, o que representa uma variação positiva de R$ 400 milhões no volume de vendas entre 2019 e 2020, apesar das dificuldades encontradas em função da pandemia. A corretora de seguros cresceu 11% no comparativo de 2019 com 2020. Temos ainda em andamento um processo de estruturação da operação de seguridade visando aumentar nosso potencial de vendas dos produtos de seguros, capitalização, consórcios e previdência.

Largo da Sergipanidade: autoestima do lugar e dos sergipanos levada a cabo com apoio do Banese
IMAGEM E AVALIAÇÃO DO BANESE MUITO POSITIVAS
“Para aferir o grau de satisfação dos nossos clientes, realizamos periodicamente pesquisas, buscando entender o relacionamento e o uso dos diversos produtos, serviços e canais que o Banco oferece. Na última, constatamos que a imagem e a avaliação do Banese são muito positivas, sobretudo pela nossa presença, acessibilidade e segurança”


JLPolítica - Para além do expressivo número de correntistas, o senhor tem como aferir como é que que os sergipanos veem e compreendem o Banese enquanto instituição bancária?
Helom Oliveira -
Para aferir o grau de satisfação dos nossos clientes, realizamos periodicamente pesquisas de mercado, buscando entender o relacionamento e o uso dos diversos produtos, serviços e canais que o Banco oferece. Na última realizada, constatamos que a imagem e a avaliação do Banese são muito positivas, sobretudo pela nossa presença, acessibilidade e segurança. Nossos clientes sentem que podem contar com o Banese e que nossa marca traduz confiança, fato esse comprovado pela liderança de mercado em crédito com recursos livres e captações - depósitos - sendo aproximadamente 90% desses recursos aplicados por pessoas físicas e jurídicas.

JLPolítica - Qual é, quantitativamente, o corpo funcional do Banese?
Helom Oliveira -
Temos cerca de 1.400 colaboradores, sendo 60% desse número de colaboradores do banco e o restante das empresas relacionadas e patrocinadas.

JLPolítica - Em virtude da pandemia, o Banese teve de prorrogar seu concurso público anunciado. Até quando ele pode seguir sem essa realização?
Helom Oliveira -
Não dispomos dessa informação, uma vez que ela é de responsabilidade da empresa responsável pelo certame que, por sua vez, precisa obedecer a todas as regras sanitárias impostas pela pandemia.

Fernando Mota: o executivo que mais comandou o Banese e a quem Helom Oliveira sucedeu ano passado
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