Jorge Fraga: “Aracaju tem aprimorado sua infraestrutura para receber o turista com mais

Entrevista

Jozailto Lima

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Jorge Fraga: “Aracaju tem aprimorado sua infraestrutura para receber o turista com mais

“Edvaldo Nogueira deixou claro que quer o turismo como mola propulsora na economia”

 

Muitíssimo do que o Estado de Sergipe é e significa no campo do turismo para o Brasil, o é em virtude de Aracaju. Essencialmente por causa de Aracaju.

Apesar dos apelos históricos seculares de São Cristóvão e de Laranjeiras, da Foz do Rio São Francisco e do encanto recente dos cânions de Canindé de São Francisco, Aracaju é a locomotiva “dessa indústria”.

A capital sergipana é a cidade que puxa e agrega valor a esse bem chamado turismo, que é tão cobiçado entre os humanos - tanto pelos que viajam quanto pelos que empreendem para receber.

O peso de Aracaju nessa atividade começa pelo adensamento da sua rede hoteleira, onde estão mais de 90% dos leitos e hospedarias deste setor - e aí entram outras e outras infraestruturas necessárias e capazes de atrair gente e mais gente.

Mas, ironicamente esta atividade no âmbito da municipalidade aracajuana não dispunha de uma Secretaria própria e específica até 2012.

Isso mesmo. “A Semict é uma Secretaria nova, foi criada no ano de 2013 e agrupou estes três setores da economia da capital”, diz o executivo que hoje a dirige, o advogado Jorge Fraga, 64 anos. Ele refere-se à Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo.

O Governo de Aracaju não poderia ter escolhido sujeito mais comprometido com a atividade do turismo do que esse Jorge Fraga, bacharelado em Direito desde 1985 e com especializações em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas e em Direito Eleitoral pela Faculdade Baiana de Direito.

Jorge Fraga não estranha que na composição da nomenclatura da Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo, o Turismo esteja, diga-se assim, em terceiro lugar. Ou plano.

“A importância de cada um deles não está na posição que ocupa no nome da Secretaria, mas na forma como os gestores desenvolvem políticas públicas e canalizam investimentos para cada um desses setores”, justifica.

E, para Jorge Fraga, o Plano Estratégico da gestão o prefeito Edvaldo Nogueira canaliza isso muito bem, ao dar régua e compasso profissionais ao desenvolvimento do turismo da capital que tanto representa para o Estado nessa esfera.

“Ao vencer as eleições de 2020 para o quarto mandato como prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira deu início à formulação do Planejamento Estratégico deste novo ciclo da gestão e durante o período de discussão deixou claro que quer o turismo como uma mola propulsora na economia”, diz Jorge.

“Quer que o turismo esteja forte para a geração de emprego, renda e desenvolvimento do município. Essa foi a missão que ele passou para a Semict. Então, a partir desse comando, nossa prioridade na pasta é ampliar o fluxo turístico na cidade, fazer com que Aracaju seja mais conhecida e consiga disputar espaço no concorrido mercado nacional do turismo com destinos já consolidados”, demarca ele.

Nesta Entrevista Domingueira Jorge Fraga demonstra um bom conhecimento de causa do espaço que ocupa. Apresenta dados que apontam para um crescimento do setor neste 2022 depois do impacto da pandemia - “O 2022 promete ser um ano de aumento significativo nas viagens e, dessa forma, a Semict está se preparando de diversas maneiras para essa demanda” -, diz esperar que haja meios de se fazer um Forró Caju mais livre das garras da pandemia como fora em 2021 e 2020 e não nega o bem-estar pessoal de estar onde está.


“Estou no lugar certo. E fazer parte do quadro de secretários da gestão do prefeito Nogueira além de honroso, é uma experiência gratificante que inscrevo em meu currículo”, diz ele.

Jorge Luis Almeida Fraga nasceu no dia 28 de agosto de 1957 na cidade de Lagarto, região centro-sul do Estado. Ele é filho de Pedro Fraga Fontes e de Maria de Lourdes Almeida Fraga.


É casado com Luzia Augusta Ribeiro Almeida, uma designer de Interiores, com quem tem dois filhos, Paloma Ribeiro Fraga, advogada, de 37 anos, e Bruno Ribeiro Fraga, advogado, 33.

Ele é graduado em Direito desde 1985 por uma universidade sergipana, com especializações em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas e em Direito Eleitoral pela Faculdade Baiana de Direito.

A Secretaria de Turismo de Aracaju não é algo novo na experiência de atividades públicas para Jorge Fraga. Ele já foi secretário de Estado da Justiça, diretor Administrativo e Financeiro da Empresa Sergipana de Serviços S/A - Emsetur -, e presidiu a Fundação para Assuntos Fundiários do Estado de Sergipe - Fundase.

Ele foi membro do Conselho Fiscal na Companhia de Desenvolvimento Industrial e Recursos Minerais de Sergipe - Codise - e assessor Administrativo no Instituto Euvaldo Lodi - IEL -, no Rio de Janeiro.

Jorge Fraga com a esposa Luzia Augusta Ribeiro Almeida, a filha Paloma Ribeiro Fraga e o filho Bruno Ribeiro Fraga
Jorge Fraga entre os professores Carlos Eduardo Boucoult e Osório Araújo Ramos, o desembargador - aqui em outro evento de formatura

TURISMO É UMA ÁREA DE ATENÇÃO RECENTE

“Até a criação da Semict, o turismo, uma atividade predominantemente econômica, fazia parte da Funcaju, que trata de atividade essencialmente cultural. A mudança foi importante e colocou o turismo em um eixo econômico mais apropriado para a gestão dialogar com os mais de 58 segmentos que compõem a cadeia produtiva do turismo”

 JLPolítica - No Governo de Aracaju, o turismo vem embutido numa Secretaria que traz em primeiro plano a palavra indústria, em segundo comércio e só em terceiro, turismo - é a Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo - Semict.Isso não lhe parece refletir uma prioridade secundária para esse segmento?
Jorge Fraga -
De maneira alguma. Apenas para ilustrar, seguindo a lógica da sua pergunta, a Indústria vem em primeiro lugar na nomenclatura da Secretaria e sabemos que Aracaju não é uma cidade com vocação industrial. Mas segundo estudiosos, o turismo é classificado como uma “indústria sem chaminés”, então, por essa ótica de colocação, o turismo está em primeiro lugar na nomenclatura da Secretaria. Veja: a Semict é uma Secretaria nova, foi criada no ano de 2013 e agrupou estes três setores da economia da capital. A importância de cada um deles não está na posição que ocupa no nome da Secretaria, mas na forma como os gestores desenvolvem políticas públicas e canalizam investimentos para cada um desses setores.

JLPolítica - Onde se encaixa o turismo a antes da Semict?
JF -
Até a criação da Semict, o turismo, uma atividade predominantemente econômica, fazia parte da Funcaju, que trata de atividade essencialmente cultural - então, a mudança foi importante e colocou o turismo em um eixo econômico mais apropriado para a gestão municipal dialogar com os mais de 58 segmentos que compõem a cadeia produtiva do turismo.  

 

JLPolítica - Aliás, no Programa do Governo Municipal Aracaju qual é mesmo a real prioridade dada ao turismo?
JF -
Ao vencer as eleições de 2020 para o quarto mandato como prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira deu início à formulação do Planejamento Estratégico deste novo ciclo da gestão e durante o período de discussão, deixou claro que quer o turismo como uma mola propulsora na economia. Quer que o turismo esteja forte para a geração de emprego, renda e desenvolvimento do município. Essa foi a missão que ele passou para a Semict.

Aracaju: a locomotiva do turismo do Estado de Sergipe

DAS PRIORIDADES DA PASTA DO TURISMO

“Nossa prioridade na pasta é ampliar o fluxo turístico na cidade, fazer com que Aracaju seja mais conhecida e consiga disputar espaço no concorrido mercado nacional do turismo com destinos já consolidados. Outra ação prioritária é apoiar e realizar eventos em variados segmentos para atrair público. Também estamos debruçados sobre a criação de novos roteiros e produtos turísticos”

 JLPolítica - Isso exige do senhor e da sua equipe o quê?
JF -
Então, a partir desse comando, nossa prioridade na pasta é ampliar o fluxo turístico na cidade, fazer com que Aracaju seja mais conhecida e consiga disputar espaço no concorrido mercado nacional do turismo com destinos já consolidados. Outra ação prioritária é apoiar e realizar eventos em variados segmentos para atrair público. Também estamos debruçados sobre a criação de novos roteiros e produtos turísticos para ampliar o tempo de permanência dos turistas em nossa cidade. Nosso trabalho está focado em divulgar a cidade, tratar bem o turista, oferecer atrativos diferenciados e aproveitar duas singularidades da cidade: a organização dela e a hospitalidade do nosso povo, dois ativos sobejamente elogiados por quem chega em Aracaju. O maior legado que essa administração poderá deixar para o setor de turismo de Aracaju é o Plano Municipal de Turismo, cujo documento está em fase inicial, com todo zelo de nossos técnicos, visto que as normas, princípios e políticas ali desenvolvidas terão validade de 10 anos. Ou seja, de 2023 à 2033.

JLPolítica - E o que representa financeiramente o setor turismo para a economia de Aracaju?
JF -
O turismo significa geração de emprego, renda e impostos para que a gestão possa dar sequência às transformações que a cidade precisa e que a sociedade cobra. Tudo que a gestão realiza em função dos investimentos feitos no turismo se resume em uma palavra: desenvolvimento. De acordo com dados que obtive da Secretaria da Fazenda, em 2021, no acumulado de 12 meses, o setor hoteleiro, apenas para exemplificar um segmento da cadeia do turismo, apresentou crescimento de 42,6% em relação a 2020. Ainda segundo a Secretaria da Fazenda, quando analisado o comportamento da receita, quadrimestre a quadrimestre, no ano de 2021, e o comparamos com o ano de 2020, verifica-se uma forte recuperação da receita a partir do segundo quadrimestre do ano. O que podemos extrair dessa informação é que o turismo começa a mostrar recuperação, uma tendência que deve se manter nos próximos meses, exatamente apontando uma vigorosa retomada das atividades, o que é muito bom para os segmentos do setor, para os trabalhadores e para a economia municipal.

JLPolítica - Que projetos desenvolvidos pela sua gestão mais chamariam a atenção?
JF -
A gestão tem investido em capacitação profissional para os profissionais envolvidos com o turismo, para que todos estejam aptos a bem receber o turista que chega à cidade e possam sair com uma boa impressão de Aracaju, além de parcerias com o setor privado para divulgação do destino Aracaju em âmbito nacional, como os termos de fomento assinados entre a Prefeitura com a ABIH e a CVC - maior operadora da américa latina. Além de apoiar eventos, que são importantes para o turismo graças à sua notabilidade econômica e sociocultural.

O secretário e o presidente: Jorge Fraga, do Turismo de Aracaju e Arthur Lira, da Câmara Federal

DO HORIZONTE POSITIVO QUE SE DESORTINA

“O 2022 promete ser um ano de aumento significativo nas viagens e, dessa forma, a Semict está se preparando de diversas maneiras para essa demanda, mas sem esquecer de oferecer atividades seguras ao turista. Aracaju tem aprimorado sua infraestrutura para receber o turista com mais conforto. Também tem apostado na divulgação de Aracaju em vários mercados do Brasil”

 JLPolítica - Como a Semict está se preparando para a retomada da atividade turística em Aracaju após a pandemia do coronavírus?
JF -
O 2022 promete ser um ano de aumento significativo nas viagens e, dessa forma, a Semict está se preparando de diversas maneiras para essa demanda, mas sem esquecer de oferecer atividades seguras ao turista. Aracaju tem aprimorado sua infraestrutura para receber o turista com mais conforto. Também tem apostado na divulgação de Aracaju em vários mercados do Brasil, mas principalmente nos mercados mais próximos onde as viagens são mais curtas. A Semict também tem investido em capacitações, em especial nos profissionais do turismo, com cursos que variam desde protocolos de segurança necessários para se evitar a propagação do coronavírus até como bem receber o turista. A Prefeitura também tem avançado na campanha de vacinação para que a grande parcela da população esteja segura e protegida contra a Covid-19, tornando a cidade um lugar seguro para receber os visitantes.

JLPolítica - Aliás, quais foram os impactos no setor do turismo durante essa crise sanitária?
JF -
O mundo todo sofreu os impactos dessa terrível doença. Ela travou a economia mundial em seus mais variados setores, e o turismo foi um deles, duramente atingido. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC -, do início da pandemia, em 2020, até dezembro de 2021, a perda foi de R$ 473,7 bilhões. Aqui em nosso Estado e em nosso município, poderes públicos, trabalhadores e empresários tiveram que se adequar no enfrentamento à pandemia com medidas de contenção do vírus e também com necessários isolamentos, o que provocou a necessidade de fechamento temporário de atividades para frear a escalada de contaminações.


JLPolítica - Qual o resultado disso?
JF -
Aí o trabalhador perdeu renda, o empresariado perdeu faturamento e o município perdeu arrecadação de impostos. Ou seja, todos perdemos. Mas nada disso supera as vidas perdidas, quero deixar claro. Todos dormíamos e acordávamos com a amarga sensação de que teríamos alguma perda, seja na família ou em nossas relações sociais, e lamentavelmente essa sensação muitas vezes se confirmava, deixando feridas abertas até hoje.

Num evento com Marco Pinheiro, Belivaldo Chagas, Luciano Barreto, Eduardo Ribeiro e Cláudio Cairo

FATORES QUE IMPACTAM NEGATIVAMENTE

“Estamos vencendo a pandemia, mas ela não é um fator isolado para a boa saúde do turismo. A economia é sensível aos movimentos da política e da geopolítica internacional. Atualmente temos a guerra entre Rússia e Ucrânia, que tem causado duros impactos econômicos em todo o mundo, reduzindo o poder de compra das pessoas”

JLPolítica - O Governo de Aracaju considera que a crise do setor, em virtude da pandemia, estaria no meio ou mais para o final?
JF -
Os dados fornecidos pela Secretaria Municipal da Fazenda nos apontam otimismo e mostram que o setor se recupera. Os dados são claros. Estamos vencendo a pandemia, mas ela não é um fator isolado para a boa saúde do turismo. A economia é sensível aos movimentos da política e da geopolítica internacional. Atualmente temos a guerra entre Rússia e Ucrânia, que tem causado duros impactos econômicos em todo o mundo com a elevação do barril do petróleo interferindo nos preços de combustíveis, inclusive do querosene de avião; a variação no valor de importantes commodities e também na flutuação do dólar. Tudo isso tem elevado a inflação em todo o mundo, reduzindo o poder de compra das pessoas e esfriamento a economia em geral. Embora estejamos atentos ao que ocorre, tanto na pandemia quanto nessa turbulência econômica, manteremos o trabalho, não recuaremos no que está planejado.  
 
JLPolítica - Qual é o número exato de hospedarias e leitos na hotelaria sergipana? 
JF -
Este é um número complexo de se obter com exatidão, ficarei devendo ao portal e seus leitores. Temos uma rede hoteleira associada à Associação Brasileira de Indústria de Hotéis em Sergipe - ABIH/SE-, temos pousadas e casas que integram o universo da plataforma Airbnb, portanto, não teria meios de dar uma resposta definitiva sobre o somatório de cada um desses meios de hospedagem.
 
JLPolítica - Quanto por cento da rede hoteleira sergipana, Aracaju concentra na comparação com o resto do Estado?
JF -
Não temos essas informações atualizadas, mas as respostas referentes a hospedagem podem ser fornecidas tanto pela ABIH quanto pelo Sindicato de bares, restaurantes e hotéis. O que temos conhecimento é de que em torno de 90% da rede hoteleira do Estado se encontra em Aracaju, mas esse não é um dado oficial.

Canindé de São Francisco, com a beleza dos cânions, um destino que compete com Aracaju

CAPACIDADE DO TURISMO DE BATE-VOLTA

“Como Sergipe é um Estado pequeno, com proximidade entre os atrativos, fica fácil o turista se interessar por visitar os municípios vizinhos a Aracaju. É o famoso bate-volta. Geralmente vão conhecer os cânions em Canindé, a Foz do Rio São Francisco em Brejo Grande, a Rota do Cangaço em Poço Redondo, entre outros atrativos da redondeza”

JLPolítica - Os hotéis desativados em Sergipe, essencialmente em Aracaju, durante a pico da pandemia, já retomaram as suas atividades?
JF -
Segundo informações passadas pela ABIH, não houve hotéis associados desativados durante a pandemia. Houve, apenas, fechamento temporário em decorrência das medidas tomadas pelos poder público.
 
JLPolítica - Canindé ainda é o segundo destino turístico em Sergipe, e por quê? 
JF -
Segundo informações cedidas pela Secretaria de Estado do Turismo, Canindé continua sendo o segundo destino mais procurado pelos turistas, sim, e acredito que os cânions do São Francisco continuam sendo o grande atrativo propulsor dessas visitas ao destino. Entretanto, a própria Setur terá mais competência para falar mais sobre o destino.
 
JLPolítica - Qual é o percentual do visitante de Aracaju que vaza para outros municípios de Sergipe, e o fazem em busca de que tipo de turismo?
JF -
Não temos esse percentual exato, mas como Sergipe é um Estado pequeno, com proximidade entre os atrativos, fica fácil o turista se interessar por visitar os municípios vizinhos a Aracaju. É o famoso bate-volta, muito ofertado pelas agências da capital. Geralmente vão conhecer os cânions em Canindé, conhecer a Foz do Rio São Francisco em Brejo Grande, a Rota do Cangaço em Poço Redondo, entre outros atrativos da redondeza. Essa oferta aumenta a permanência nos hotéis, mas leva daqui outros gastos que o turista teria, como a alimentação e pacotes turísticos, por exemplo.
 

Jorge Fraga, num momento importante, na inauguração da sede da Defensoria Pública, com o ex-desembargador Artêmio Barreto, ex-governador Albano Franco, desembargador Antonio Goes, falecido, e o procurador Moacir Mota

BOA EXPECTATIVA COM WILSON NA ABIH

“As expectativas são as melhores. Antes mesmo de ele ser eleito para presidir a ABIH/SE já era um empresário obstinado e de sucesso. Assim que migrou da educação para o turismo, mostrou não só conhecimento sobre o setor, mas um intenso desejo de fazer algo diferente”

 JLPolítica - Qual é a expectativa do senhor e da Semict para o mandato do empresário José Wilson dos Santos à frente da ABIH?
JF -
As expectativas são as melhores. Antes mesmo  de ele ser eleito para presidir a ABIH/SE já era um empresário obstinado e de sucesso. Assim que migrou da área da educação para a do turismo, mostrou não só conhecimento sobre o setor, mas um intenso desejo de fazer algo diferente pela área e em pouco tempo mostrou que chegou com vontade. Passou a ser o proprietário do antigo Radisson Hotel, mudou a bandeira para Vidam, canalizou investimentos para a criação do Vidam Náutico Clube & Praias, e também para a compra do Vidam Fazenda Park Escurial. São ações iniciais que mostram a inquietude desse visionário empreendedor que é o José Wilson. Sua vontade e seu sucesso empresarial vão soprar bons ventos sobre o setor da hotelaria, que é composto por empresários sérios que trabalham pelo fortalecimento do turismo.
 
JLPolítica - O Governo da capital tem alguma parceria com a ABIH visando a divulgação a nível nacional de Aracaju como destino turístico?
JF -
Sim, e isso faz parte do compromisso que o prefeito Edvaldo Nogueira assumiu e cumpriu com a entidade. Existem dois investimentos com recursos do orçamento municipal para divulgação de Aracaju em parceria com a ABIH. O primeiro, R$ 310 mil, para ações de mídia compartilhada com a CVC Corp como divulgação em mídias digitais, email marketing clientes, blog Dicas de Viagem CVC e o próprio site da CVC. O outro investimento é através de um Termo de Fomento no valor de R$ 1 milhão para divulgação da capital a partir de ações de roadshows em vários Estados do país, promoção de famtours com agentes de viagens, veiculação de mídias digitais em portais especializados de turismo, parcerias com operadoras para alavancar vendas de pacotes turísticos para Aracaju, produção de brindes e conteúdos digitais.
 
JLPolítica - O que é que o visitante turístico mais busca na cidade de Aracaju?
JF -
Devemos nos orgulhar de ter Aracaju como uma cidade referência em limpeza, paisagismo, acolhimento e atrativos. O turista aprecia nossa variada culinária com deliciosos pratos, temos praias belíssimas e sol durante todo o ano. Somos uma cidade plana, organizada, com a brisa mar refrescando ruas e avenidas, espaços para prática de esportes ao ar livre, parques e orlas belíssimos, e um povo muito hospitaleiro. O turista que chega em Aracaju percorre nosso litoral com praias ligadas pelas orlas da Atalaia, Sul e Pôr do Sol. Também visita nossos mercados centrais, a Colina do Santo Antônio, a orla do bairro Industrial, as noites gastronômicas e culturais no bairro Inácio Barbosa, nossos bares e restaurantes na orla da Atalaia. O Museu e Largo da Gente Sergipana, o Centro Cultural de Aracaju e a Passarela do Caranguejo. Os turistas que chegam em Aracaju com certeza vão a esses lugares destacados e ficam encantados.

Jorge Fraga ao lado de dois históricos: ex-governador Seixas Dória e ex-ministro da Justiça Saulo Ramos

NÃO DEIXA A DESEJAR EM BAR E RESTAURANTE

“Nossos bares e restaurantes não deixam a desejar em relação a outros destinos. E digo isso porque também viajo, também faço turismo e faço minhas avaliações sobre os lugares por onde passo e os serviços que me são oferecidos. Por isso posso afirmar que somos competitivos nesse quesito”

 JLPolítica - O senhor identifica uma boa infraestrutura de bares e restaurantes aracajuanos na linha das praias para atender às demandas dos visitantes?
JF -
Olha, sempre digo a quem me pergunta que nossos bares e restaurantes não deixam a desejar em relação a outros destinos. E digo isso porque também viajo, também faço turismo e faço minhas avaliações sobre os lugares por onde passo e os serviços que me são oferecidos. Por isso posso afirmar que somos competitivos nesse quesito. Importante dizer ainda que temos opções de consumo para oferecer. Nossa Orla tem faixas de preferência para vários gostos e bolsos. Quem tem mais capacidade econômica procura lugares com esse porte e vai encontrar. Quem está com uma economia mediana ou buscando otimizar recursos, também encontra bons lugares. Em Aracaju, a tudo que o turista for, vai se sentir feliz.


JLPolítica - Com o avanço de Aracaju sobre a zona sul, onde se concentra o mar que banha a cidade, como fica a balneabilidade das praias do município?
JF -
O Governo do Estado, através da Adema, acompanha essa questão da balneabilidade em nossas praias, e temos segurança sobre isso. Em dezembro do ano passado o jornal Folha de S. Paulo destacou Aracaju como a capital com as melhores praias para banho no Nordeste. Segundo a publicação, em comparação com 2019 houve melhoria na qualidade para banho e as taxas de praias consideradas boas para essa finalidade subiram de 33% para 38%. A reportagem concluiu que entre as capitais, Aracaju é a que mais tem praias boas em todo o litoral do país. Das 10 praias aracajuanas, 6 são boas e não estiveram impróprias em nenhum momento do ano, segundo apontou a Folha.
 
JLPolítica - Qual é a previsão orçamentária da Semict para o exercício de 2022, e isso dá para que?
JF -
Para 2022, a previsão de orçamento para a Semict é de R$ 28,3 milhões distribuídos para os três setores econômicos que compõem as atribuições da Secretaria - a indústria, comércio e o turismo. Neste valor, estão englobados custeios com folha, manutenção geral da Semict e os projetos inscritos no Planejamento Estratégico. O valor é alocado no orçamento por meio de um trabalho minucioso da Seplog, que estuda a melhor forma de execução dos orçamentos propostos para as secretarias e órgãos da gestão. Todos devemos estar atentos à boa execução do orçamento e por isso o nosso cabe dentro do que é planejado.

Pose de um dia de domingo: Jorge Fraga e as mulheres da família

SÃO JOÃO DE 2022 SOB PANDEMIA

“Todos queremos de volta nossa maior festa, o Forró Caju. O prefeito Edvaldo Nogueira é o maior entusiasta desse desejo, mas age com cautela, está atento à pandemia, vai avaliar o comportamento da Covid-19 depois da variante Ômicron, afinal é uma festa de grande público e todo cuidado é pouco quando falamos de Covid-19”

 JLPolítica - O senhor está se planejando para mais um São João sob pandemia ou acha que vai ser diferente este ano?
JF -
Todos queremos de volta nossa maior festa, o Forró Caju. O prefeito Edvaldo Nogueira é o maior entusiasta desse desejo, mas ele age com cautela, está atento à pandemia, vai avaliar o comportamento da Covid-19 depois da variante Ômicron, afinal é uma festa de grande público e todo cuidado é pouco quando falamos de Covid-19. Todos queremos a festa, mas queremos que ela seja de alegria, não com a Covid-19 à espreita, colocando a saúde da população e dos visitantes em risco. A Funcaju, não tenho dúvida alguma sobre isso, está preparada para promover um São João belíssimo, seja presencial ou virtual. Mas, vamos aguardar as análises do Comitê Técnico-Científico do Governo do Estado e do Comitê de Operações Especiais - COE - da Prefeitura de Aracaju para ter uma ideia mais clara.  
 
JLPolítica - Qual é o grau de interação entre a Semict e a Funcaju nas ações culturais que resvalem para um quê turístico?
JF -
Cultura e turismo são irmãos e no âmbito da gestão, a Funcaju contribui com importantes ações culturais que elevam nossa autoestima como povo e criam produtos para os turistas que visitam nossa cidade. Posso destacar o Festival Pôr do Som, na Orla Pôr do Sol Jornalista Cleomar Brandi com músicas, sarau de cordel e poesia; o Colora, projeto de artes visuais e urbana que dão cores à nossa cidade; o Quinta Instrumental, Festival de Artes Cênicas e o Festival de Barzinhos são algumas das contribuições que a Funcaju realiza e que criam impacto na cadeia turística. É uma parceira irmã, a Funcaju.


JLPolítica - Haveria uma sintonia entre as ações da sua Secretaria e as das Secretaria de Estado do Turismo?
JF -
Tenho uma amizade especial com o secretário Sales Neto. Diria que é uma amizade ancestralizada. Explico: tive o privilégio de ser colega de gestão do pai dele, o José Sales, quando ele era secretário de Estado do Turismo e eu presidente da Emsetur, e hoje tenho enorme satisfação de poder me reunir com o filho dele e caminharmos juntos para fortalecer o turismo no Estado e em Aracaju. O Estado tem seu planejamento e o município de Aracaju o dele, mas isso não impede de haver parcerias e sinergias para otimizar os recursos públicos e ampliar o raio de ações em prol do turismo. Exemplo disso são os famtours, roadshows e feiras nacionais de turismo, onde somos parceiros.

Lá num bem longe, Jorge Fraga toma posse como secretário de Estado de Justiça de Sergipe

RELAÇÃO X PÚBLICO E PRIVADO NO TURISMO

“A recriação do Conselho Municipal do Turismo promovida pelo prefeito Edvaldo foi uma prova de que esta gestão queria que a relação com o trade fosse mais ampla e representativa. Temos uma relação de diálogo excelente e o entendimento de que o turismo não é feito por um ou outro somente”

 JLPolítica - O senhor está se planejando para mais um São João sob pandemia ou acha que vai ser diferente este ano?
JF -
Todos queremos de volta nossa maior festa, o Forró Caju. O prefeito Edvaldo Nogueira é o maior entusiasta desse desejo, mas ele age com cautela, está atento à pandemia, vai avaliar o comportamento da Covid-19 depois da variante Ômicron, afinal é uma festa de grande público e todo cuidado é pouco quando falamos de Covid-19. Todos queremos a festa, mas queremos que ela seja de alegria, não com a Covid-19 à espreita, colocando a saúde da população e dos visitantes em risco. A Funcaju, não tenho dúvida alguma sobre isso, está preparada para promover um São João belíssimo, seja presencial ou virtual. Mas, vamos aguardar as análises do Comitê Técnico-Científico do Governo do Estado e do Comitê de Operações Especiais - COE - da Prefeitura de Aracaju para ter uma ideia mais clara.  

JLPolítica - Qual é o grau de interação entre a Semict e a Funcaju nas ações culturais que resvalem para um quê turístico?
JF -
Cultura e turismo são irmãos e no âmbito da gestão, a Funcaju contribui com importantes ações culturais que elevam nossa autoestima como povo e criam produtos para os turistas que visitam nossa cidade. Posso destacar o Festival Pôr do Som, na Orla Pôr do Sol Jornalista Cleomar Brandi com músicas, sarau de cordel e poesia; o Colora, projeto de artes visuais e urbana que dão cores à nossa cidade; o Quinta Instrumental, Festival de Artes Cênicas e o Festival de Barzinhos são algumas das contribuições que a Funcaju realiza e que criam impacto na cadeia turística. É uma parceira irmã, a Funcaju.

JLPolítica - Haveria uma sintonia entre as ações da sua Secretaria e as das Secretaria de Estado do Turismo?
JF -
Tenho uma amizade especial com o secretário Sales Neto. Diria que é uma amizade ancestralizada. Explico: tive o privilégio de ser colega de gestão do pai dele, o José Sales, quando ele era secretário de Estado do Turismo e eu presidente da Emsetur, e hoje tenho enorme satisfação de poder me reunir com o filho dele e caminharmos juntos para fortalecer o turismo no Estado e em Aracaju. O Estado tem seu planejamento e o município de Aracaju o dele, mas isso não impede de haver parcerias e sinergias para otimizar os recursos públicos e ampliar o raio de ações em prol do turismo. Exemplo disso são os famtours, roadshows e feiras nacionais de turismo, onde somos parceiros.

Jorge Fraga com Albano, Walter e dona Virgínia Leite Franco, em missa dos 100 anos de Augusto Franco

A SENSAÇÃO DE ESTAR NO LUGAR CERTO

“Já presidi a Emsetur e por isso me sinto à vontade de estar na Semict contribuindo para o fortalecimento do turismo em um momento de recuperação. Tenho preparo e experiência acumulada em vários cargos que exerci na administração pública ao longo de minha vida. Estou no lugar certo”

JLPolítica - Quais são as demandas da indústria e do comércio, que não tenham fundo turístico, na pasta que o senhor dirige? 
JF -
A Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo dialoga permanentemente com lideranças desses três segmentos da economia. Fazemos a interlocução deles com os vários órgãos da administração, mas visando ampliar o espaço de debates e dar mais pluralidade de representações, em 2017 o prefeito Edvaldo Nogueira instalou o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico de Aracaju - Comden - para elaboração de projetos e discussão de políticas públicas para o crescimento e desenvolvimento econômico de Aracaju. É uma importante instância de debates com a participação do presidente do Poder Legislativo Municipal, reitores das academias de ensino superior, estudantes, pesquisadores, sindicatos, representantes da indústria, comércio e turismo e órgãos da administração municipal como as secretarias da Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão e de Governo. Vê-se aqui, mais uma vez, que o diálogo é o caminho escolhido pelo prefeito Edvaldo Nogueira para decidir o futuro da cidade.
 
JLPolítica - O senhor está gostando de suas atribuições?
JF -
Sim. Como disse anteriormente, já presidi a Emsetur e por isso me sinto à vontade de estar na Semict contribuindo para o fortalecimento do turismo em um momento de recuperação das atividades. Tenho preparo e experiência acumulada em vários cargos que exerci na administração pública ao longo de minha vida. Estou no lugar certo. E fazer parte do quadro de secretários da gestão do prefeito Nogueira além de honroso, é uma experiência gratificante que inscrevo em meu currículo.
 
JLPolítica - Surpreendeu-lhe o fato de o prefeito de Aracaju não ter sido a opção do bloco governista para disputar o Governo de Sergipe nas eleições deste ano?
JF -
O aspecto político da decisão não me cabe nenhum sentimento de conforto ou desconforto. Isso é uma escolha do bloco coordenado pelo governador Belivaldo Chagas. Mas fazendo parte da gestão do prefeito Edvaldo Nogueira e vendo a forma dele gerir a coisa pública, a total dedicação e o amor por Aracaju, os resultados e melhorias vistos por toda a cidade, é impossível não desejar que as transformações que acontecem na capital pudessem chegar a todo Sergipe. Edvaldo Nogueira é um exímio gestor, seria um ótimo governador, assim como é um ótimo prefeito. Eu sempre afirmo que o prefeito Edvaldo Nogueira é um misto de político e técnico. Um gestor qualificado e conhecedor profundo da administração pública.

Jorge Fraga reconhece no prefeito Edvaldo Nogueira um politico com profunda vocação técnica em favor da coletividade
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