José Augusto de Carvalho: “A missão da Sedetec é construir um futuro de prosperidade”

Entrevista

Jozailto Lima

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José Augusto de Carvalho: “A missão da Sedetec é construir um futuro de prosperidade”

7 de agosto de 2021
“No óleo e gás, descortina-se hoje um novo cenário na economia sergipana”

O engenheiro eletrônico sergipano José Augusto de Carvalho, 66 anos, desempenha hoje um papel fundamental no centro da política de desenvolvimento econômico, industrial e tecnológico do Estado de Sergipe.

Formado em Engenharia Eletrônica desde 1977 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, José Augusto de Carvalho toca desde março de 2017, ainda sob o Governo de Jackson Barreto, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia -  Sedetec.

Está nela toda a ação do Governo no segmento industrial. Para José Augusto, não resta dúvida de que todos os passos do desenvolvimento sergipano pensados pela esfera pública estadual passam pela Sedetec e pelos órgãos públicos a ela agregadas. E ele cumpre esse riscado com entusiasmo, dedicação e uma assumida crença de que tempos bons estão sendo construídos já no presente e mirando o futuro de Sergipe.

“A missão institucional da Sedetec é, sob a liderança do governador Belivaldo Chagas, construir um futuro de prosperidade sobre uma base sustentável e inclusiva no Estado de Sergipe, promovendo o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico de forma participativa, fomentando a inovação e a competitividade do setor produtivo nos nossos territórios”, filosofa ele.

E para José Augusto, são muitos os passos que estão sendo dados nesse instante. Ele considera a presente e futura realidade do óleo e gás já descobertos em águas profundas da bacia de Sergipe e Alagoas um novo elo importantíssimo nesse avanço.

“As grandes perspectivas para o desenvolvimento de Sergipe se encontram no setor de óleo e gás. Descortina-se hoje um novo cenário na economia sergipana, com base na promissora oferta de gás natural, tanto da produção offshore quanto pela existência do primeiro terminal privado de GNL, com grande potencial para se conseguir um crescimento efetivo nas atividades industriais”, reforça José Augusto de Carvalho.

“O setor industrial é um grande gerador de empregos e impostos, e fundamental para o desenvolvimento de qualquer Estado. Por isso temos apostado tanto nessa área”, complementa ele.

José Augusto de Carvalho recebe na Sedetec visita de representantes da empresa que opera Parque Eólico da Barra
Os três varões da família: José Augusto de Carvalho, Gustavo Henrique de Carvalho e Caio Pinheiro Machado de Carvalho

José Augusto Pereira de Carvalho nasceu no dia 1º de março de 1955, em Aracaju. Ele é filho de Otoniel Viana de Carvalho e de Josefa Batista Pereira de Carvalho.

É casado com a pedagoga Ana Cláudia Pinheiro Machado e é pai de Gustavo Henrique Fraga de Carvalho, 38 anos, Sofia Pinheiro Machado de Carvalho, 19, e de Caio Augusto Pinheiro Machado de Carvalho, 17 anos.

Além da formação em Engenharia Eletrônica, José Augusto tem especializações na área de Redes de Computadores e Virtualização de Servidores.

Antes de se converter num executivo da Sedetec, ele se envolveu com uma série de projetos de relevância nacional, atuando ao lado de grandes pesquisadores do Brasil, como Clóvis Caesar Gonzaga, em Planejamento Elétrico, Agustin Ferrante, na área de Cálculo Estrutural de Plataformas de Petróleo; com Carlos Augusto Perlingeiro, na Engenharia Química, e Nelson Maculan Filho, pela Engenharia de Sistemas, Planejamento da Expansão do Sistema de Transmissão de Energia Elétrica, via Eletrobrás.

“Já abrimos em fevereiro de 2020, antes da pandemia, um Edital de Chamamento Público para empresas interessadas em implantar loteamentos e condomínios na área do Complexo Industrial Portuário. O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial - PSDI - visa estimular a economia na atração de novos negócios através da concessão de incentivos”, afirma José Augusto.

A Entrevista com o secretário da Sedetec pede para ser lida por quem é da área e também por quem não é e se interessa por lances do futuro.

José Augusto, a esposa Ana Cláudia Pinheiro Machado e os filhos Sofia e Caio Augusto, em Portugal
DOS EMBARAÇOS GERADOS PELA PANDEMIA
“Em nenhum momento paramos, mas passamos instantes difíceis quando as empresas praticamente pararam os investimentos em nosso Estado. Mesmo assim continuamos conversando com os empresários na missão de convencê-los que Sergipe é um dos melhores locais para estes investimentos”


JLPolítica - Em princípio, é natural que se diga que o futuro socioeconômico de Sergipe passa pelo crivo da Sedetec e suas prospecções?
José Augusto de Carvalho -
Sim, é natural. A missão institucional da Sedetec é, sob a liderança do governador Belivaldo Chagas, construir um futuro de prosperidade sobre uma base sustentável e inclusiva no Estado de Sergipe, promovendo o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico de forma participativa, fomentando a inovação e a competitividade do setor produtivo nos nossos territórios.

JLPolítica - A Sedetec vai promover algum plano especial para a retomada do desenvolvimento especificamente no pós-pandemia, ou isso estaria diluído já em suas práticas diárias?
JAC -
Em nenhum momento paramos, mas passamos instantes difíceis quando as empresas praticamente pararam os investimentos em nosso Estado. Mesmo assim continuamos conversando com os empresários na missão de convencê-los que Sergipe é um dos melhores locais para estes investimentos.

JLPolítica - Quais foram os aspectos mais negativos da pandemia sobre as áreas de atuação da Sedetec nesses 18 meses de pandemia?
JAC -
Tivemos vários servidores afastados, com atuação em home office, alguns óbitos de funcionários, mas cumprimos a missão de manter a equipe unida e acreditando que tudo isso vai passar.

Família completa: José Augusto, Ana Cláudia Pinheiro Machado, e os filhos Gustavo Henrique, Sofia e Caio Augusto
DAS PERSPECTIVAS QUE VÊM DO GÁS
“As grandes perspectivas para o desenvolvimento de Sergipe se encontram no setor de óleo e gás. Descortina-se um novo cenário na economia sergipana, com base na promissora oferta de gás natural, tanto da produção offshore quanto pela existência do primeiro terminal privado de GNL”


JLPolítica - Qual é o peso das descobertas de óleo e de gás em águas sergipanas nessa configuração de um novo futuro?
JAC -
Enorme. As grandes perspectivas para o desenvolvimento de Sergipe se encontram no setor de óleo e gás. Descortina-se hoje um novo cenário na economia sergipana, com base na promissora oferta de gás natural, tanto da produção offshore quanto pela existência do primeiro terminal privado de GNL, com grande potencial para se conseguir um crescimento efetivo nas atividades industriais. O setor industrial é um grande gerador de empregos e impostos, e fundamental para o desenvolvimento de qualquer Estado. Por isso temos apostado tanto nessa área.

JLPolítica - Para quando o senhor estima que começarão a aparecer os primeiros resultados das ações da Exxon e da Petrobras na exploração desses gás e óleo?
JAC -
Essa é uma área em que os investimentos são de longo prazo. O plano de investimentos da Petrobras para os próximos cinco anos, anunciado em dezembro último, apontou que até 2025 a estatal investirá US$ 2 bilhões em Sergipe. Em fevereiro desse ano foi anunciada a contratação de uma Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência – FPSO - para operacionalização do Projeto Sergipe Águas Profundas, o que deve ocorrer ainda em 2021. Ou seja, estão contratando a construção do navio que virá fazer a exploração em Sergipe, então são processos que demandam bastante tempo.

JLPolítica - E a Exxon, o que deflagra?
JAC -
A Exxon, por sua vez, divulgou o Relatório de Impacto Ambiental – Rima - da campanha de perfuração de um poço firme na Bacia de Sergipe-Alagoas no mês de março. A perspectiva era iniciar o processo em junho e, dependendo dos resultados, realizar um teste de formação em agosto. Estamos aguardando novas notícias por parte da empresa. Daqui a cinco anos, creio que ambas estejam no mesmo patamar de exploração em Sergipe, podendo compartilhar dutos e até, quem sabe, a Unidade de Processamento de Gás Natural.

José Augusto Pereira de Carvalho nasceu no dia 1º de março de 1955, em Aracaju. Ele é filho de Otoniel Viana de Carvalho e de Josefa Batista Pereira de Carvalho
DOS INVESTIMENTOS FUTUROS DA PETROBRAS
“O plano de investimentos da Petrobras para os próximos cinco anos apontou que até 2025 a estatal investirá US$ 2 bilhões em Sergipe. Em fevereiro desse ano foi anunciada a contratação de uma Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência - FPSO - para operacionalização do Projeto Sergipe Águas Profundas”


JLPolítica - É possível, secretário, medir, mesurar, as quantidades deles nessas reservas?
JAC -
As reservas da Petrobras prospectam um número de 20 milhões de metros cúbicos por dia.

JLPolítica - O Estado estaria preparado, ou se preparando, para, a partir desses gás e óleo, fazer nascer em Sergipe uma nova cadeia industrial que o marcasse profundamente?
JAC -
Estamos nos preparando tanto tributariamente quanto no diálogo para atração de novas empresas. Temos trabalhado muito para que Sergipe tenha uma legislação segura e bem ajustada, a fim de tornar o ambiente jurídico confiável para as empresas que acreditam no nosso potencial e tem interesse em investir em Sergipe, além de estarmos em contato constante com grandes grupos industriais, principalmente aqueles grandes consumidores de gás, a fim de trazê-los para conhecer Sergipe e, quem sabe, instalar novas unidades no Estado.

JLPolítica - Seria a partir dessa nova realidade energética que se montaria o chamado Polo de Fertilizantes de Sergipe?
JAC -
Sim. O Projeto do Polo de Fertilizantes tem como objetivo colocar o Estado de Sergipe como uma das referências no segmento de fertilizantes brasileiro, além de fomentar a produção de outros insumos e aditivos complementares. Sergipe apresenta condições privilegiadas para receber os investimentos do setor, já que conta com toda a disponibilidade de gás natural proveniente da Bacia Sergipe-Alagoas e dispõe de infraestrutura de recebimento e distribuição de gás natural liquefeito. As grandes reservas de potássio do Brasil - carnalita e silvinita - também estão aqui e sediamos uma das maiores fábricas de amônia/ureia do Brasil. O Polo é uma prioridade estratégica do Governo do Estado para o desenvolvimento da indústria de fertilizantes e temos atuado de forma coordenada e firme nesse propósito, desempenhando posição de destaque na revisão do Convênio 100/97, que tirava competitividade do produto nacional em benefício do importado, e também mantendo participação ativa junto a Grupo de Trabalho Interministerial encarregado de desenvolver o Plano Nacional de Fertilizantes.

Futuras termelétricas da Celse podem vir a consumir o gás produzido em Sergipe
DO POLO DE FERTILIZANTES DE SERGIPE
“Todo esse esforço tem por objetivo exatamente o crescimento da produção de fertilizantes no Brasil, reduzindo a participação do produto importado, que hoje responde por aproximadamente 85% do seu consumo, e do fortalecimento da posição de Sergipe nesse cenário”


JLPolítica - O Polo ajudaria a amenizar a dependência do Brasil em relação à importação de fertilizantes?
JAC -
Sem dúvida. Todo esse esforço tem por objetivo exatamente o crescimento da produção de fertilizantes no Brasil, reduzindo a participação do produto importado, que hoje responde por aproximadamente 85% do seu consumo, e do fortalecimento da posição de Sergipe nesse cenário.

JLPolítica - Qual seria, secretário, o peso da Unigel na estruturação desse Polo futuro?
JAC -
A Unigel é uma das maiores fábricas de amônia/ureia do país e tem grandes intenções de crescer ainda mais dentro do nosso Estado.

JLPolítica - A Unigel dá vida ao espólio da Fafen com promessa de duração por quanto em sua planta industrial?
JAC -
O contrato de arrendamento da fábrica foi feito para 10 anos, mas é renovável por mais 10.

José Augusto, governador Belivaldo Chagas, deputado Laércio Oliveira, prefeito Padre Inaldo e Eduardo Fior, da Cerâmica Serra Azul: em dia de inauguração
PELO POLO INDUSTRIAL PORTUÁRIO
“Já abrimos em fevereiro de 2020, antes da pandemia, um Edital de Chamamento Público para empresas interessadas em implantar loteamentos e condomínios na área do Complexo Industrial Portuário. A ideia era firmar parceria com empresas nacionais ou estrangeiras para o desenvolvimento de distritos industriais, bem como serviços e logísticas”


JLPolítica - Até que ponto esse novo gás que estaria por vir da bacia Sergipe-Alagoas poderia suplementar a Celse e sua termelétrica e tornar desnecessária a busca por ela do gás do Qatar?
JAC -
A Celse tem contrato de abastecimento de gás importado - GNL - assinado por 25 anos. Porém, os novos empreendimentos da térmica, ou seja, as próximas termoelétricas, não têm esta obrigação contratual e estima-se que eles serão muito mais viáveis se consumirem o nosso gás sergipano.

JLPolítica - Que tipo de ação poderia ser feita pelo Governo de Sergipe e pela Sedetec para dar vazão e vida ao chamado Polo Industrial Portuário como uma nova fronteira de desenvolvimento a partir da Barra dos Coqueiros?
JAC -
Já abrimos em fevereiro de 2020, antes da pandemia, um Edital de Chamamento Público para empresas interessadas em implantar loteamentos e condomínios na área do Complexo Industrial Portuário. A ideia era firmar parceria com empresas nacionais ou estrangeiras para o desenvolvimento de distritos industriais, bem como serviços e logísticas que tivessem atividades em sinergia com o porto, com a área de supply, para o setor de petróleo e gás, com empresas consumidoras intensivas de gás natural, com o setor de autopeças ou quaisquer outros que sejam correlatos àquelas atividades e ainda de serviços portuários, como operadores logísticos.

JLPolítica - Mas a pandemia esfriou um pouco as coisas?
JAC -
Sim. Infelizmente veio a pandemia e o edital não teve o sucesso que esperávamos. Por isso, montamos um grupo de trabalho, formado pelos gestores da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas - Cehop -, Administração Estadual do Meio Ambiente - Adema -, Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe, com o objetivo de desenvolver um “estudo conceitual”, com a junção das informações disponíveis, escolha das áreas e elaboração do termo de referência para a contratação dos projetos em seguida. O diálogo está aberto e vamos, internamente, analisar quais ações podem ser feitas naquela região.

Um quarto madrilenho: José Augusto, a esposa e os dois filhos em viagem de lazer pela Espanha
SERGIPE E A NOVA LEI DO GÁS 
“Somos referência no Brasil quando o assunto é a adoção de políticas estaduais de incentivo, a exemplo das medidas de diferimento do ICMS para indústrias de alto potencial consumidor de gás, e a aprovação do Regulamento dos Serviços Locais de Gás Canalizado, em alinhamento com a regulação preconizada pelo Programa Federal Novo Mercado de Gás”


JLPolítica - Como estariam as conversas do Governo de Sergipe com o Governo de Marrocos para uma eventual planta de processamento de fósforo por aqui, na ampliação da cadeia do NPK?
JAC -
Ainda estamos em negociação.

JLPolítica - O projeto de exploração da Silvinita de Sergipe é algo morto ou descartado, secretário?
JAC -
Está vivíssimo. A produção de potássio de forma mais moderna é extremamente dependente do gás. Quando o gás chegar, a exploração do potássio será ampliada.

JLPolítica - Como está a ação sergipana para adequar a sua legislação à legislação federal a partir da Lei do Gás?
JAC -
Está bastante avançada. Somos referência no Brasil quando o assunto é a adoção de políticas estaduais de incentivo, a exemplo das medidas de diferimento do ICMS para indústrias de alto potencial consumidor de gás, e a aprovação do Regulamento dos Serviços Locais de Gás Canalizado, em alinhamento com a regulação preconizada pelo Programa Federal Novo Mercado de Gás. A partir da nova normativa, a Unigel tornou-se o primeiro consumidor livre de gás natural em Sergipe, em contrato celebrado com a Sergas. Os dois decretos da Agrese, assinados na última segunda-feira, 2 de agosto, pelo governador Belivaldo Chagas, também representam nosso avanço, bem como o Plano Tributário para o Gás Natural, que foi construído pelo escritório Machado Meyer, por meio de parceria com a Fórum Sergipano de Petróleo e Gás, a Fecomércio e técnicos da Sefaz e Sedetec, e que também foi entregue ao governador na solenidade realizada no dia 2.

Olha o passarinho: os Carvalho e Pinheiro Machado em dia de pose familiar
BENEFÍCIOS QUE VIRÃO DA LEI DO GÁS
“A nova Lei do Gás pode gerar quatro milhões de empregos no Brasil. Representam pessoas comprando e pagando imposto, um recurso que também chega ao Governo para ser investido. É um ciclo virtuoso para a economia como um todo, e Sergipe e todo o país só têm a ganhar com isso”


JLPolítica - Numa tradução para consumo de leigos, quais são as virtudes da Lei do Gás para Sergipe e para o Brasil?
JAC -
A nova Lei do Gás pode gerar quatro milhões de empregos no Brasil. Esses empregos representam pessoas comprando e pagando imposto, um recurso que também chega ao Governo para ser investido em todas as áreas. É um ciclo virtuoso para a economia como um todo, e Sergipe e todo o país só têm a ganhar com isso.

JLPolítica - O que é que predica ou prevê o Plano Tributário do Setor de Óleo e Gás para Sergipe?
JAC -
O estudo realiza um diagnóstico dos desafios da legislação tributária do ICMS para o gás natural em Sergipe e aponta recomendações de medidas e soluções para avaliação, sendo mais de 30 itens apenas em âmbito interno. As recomendações do plano dividem-se em grandes temas e as recomendações compreendem desde ajustes redacionais para maior segurança jurídica, como alterações mais relevantes na legislação do Estado, compondo um painel abrangente.
O plano foi entregue ao governador Belivaldo Chagas, que deverá encaminhá-lo à Sefaz e à PGE para análise do que será pertinente ou não ser, de fato, aplicado em Sergipe. Mas, de antemão, posso dizer que representa mais um marco para o Estado, e um grande diferencial de Sergipe junto a outros Estados da federação.

JLPolítica - Na real, a quem compete levar o gás em tubulações até distritos industriais como os de Itabaiana, Lagarto, Socorro, Tobias Barreto, Estância, Itabaianinha?
JAC -
Esta atribuição é da distribuidora. No caso, da Sergas.

Com a equipe da Ambev, o secretário José Augusto de Carvalho visita as instalações do Terminal Portuário Inácio Barbosa, na Barra
DO PLANO TRIBUTÁRIO DO SETOR DE ÓLEO E GÁS
“O estudo realiza um diagnóstico dos desafios da legislação tributária do ICMS para o gás natural em Sergipe e aponta recomendações de medidas e soluções para avaliação, sendo mais de 30 itens apenas em âmbito interno”


JLPolítica - Nesses pensares e planejamentos do desenvolvimento industrial para Sergipe, como entram os pequenos negócios, os arranjos industriais mais locais?
JAC -
Estes pequenos empreendimentos não estão esquecidos, pois contam com o apoio do PSDI.

JLPolítica - Por que e para que, ou quem, o Plano Sergipano de Desenvolvimento Industrial vai ser revisado? Quais as falhas dele hoje em dia?
JAC -
O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial - PSDI - visa estimular a economia na atração de novos negócios através da concessão de incentivos. Com o programa, empreendimentos industriais, centros de distribuição e tecnológicos podem ser beneficiados de diferentes formas, através de apoio fiscal, locacional ou de infraestrutura. O Governo do Estado de Sergipe ampliou o PSDI em dezembro último por mais 10 anos. Nossa missão agora é pensar o PSDI “fora da caixa”.

JLPolítica - Secretário, quais são as instituições, empresas ou órgãos públicos apensados à base da Sedetec?
JAC -
A Sedetec engloba o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe - ITPS -; a Junta Comercial de Sergipe - Jucese -; a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe - Fapitec -; a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe - Codise -, a Sergas, além de ter contrato de gestão com o SergipeTec e o Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação - IPTI.

José Augusto, com os dois filhos, o sobrinho Aldo Carvalho ao centro, e o irmão Fernando Carvalho, empresário, último da esquerda
DA MORFOLOGIA DO PREÇO DO GÁS DA SERGAS
“A Sergas compra gás dos produtores e não agrega valor à molécula - o gás. A composição dos custos do gás é o valor da molécula mais o custo do transporte - entre Estados - mais a margem da distribuidora. Esta última parcela é a única que pode ser revisada”


JLPolítica - Como o senhor avalia a atuação do SergipeTec?
JAC -
O SergipeTec sofreu no passado por problemas financeiros, mas estes problemas vêm sendo equacionados. Esperamos colocar o SergipeTec no lugar de direito.

JLPolítica - Quem é esse cidadão chamado Eduardo Prado Melo que está a dirigi-lo?
JAC -
Eduardo é uma nova aquisição do Estado. Ele é um profissional muito competente, veio da iniciativa privada com grande experiência em tecnologias de ponta. É um sergipano graduado na UFRJ em Engenharia Eletrônica, com mestrado na Coppe/UFRJ, e que decidiu retornar para o Estado.

JLPolítica - Quem prefixa o preço do gás distribuído pela Sergas, e por que ele é considerado tão caro?
JAC -
A Sergas compra gás dos produtores e não agrega valor à molécula - o gás. A composição dos custos do gás é o valor da molécula mais o custo do transporte - entre Estados - mais a margem da distribuidora. Esta última parcela é a única que pode ser revisada.

Durante uma visita à fábrica Colortextil, no município de Maruim
DA INTERAÇÃO POR MEIO DAS PESQUISAS
“Os recursos disponibilizados através dos editais têm proporcionado às empresas sergipanas mais competitividade e maior inserção no mercado, como também aproximado os pesquisadores das áreas estratégicas orientadas pela política de desenvolvimento econômico e de ciência e tecnologia do Estado”


JLPolítica - De quem é a responsabilidade pela parte de Ciência e Tecnologia da Sedetec?
JAC -
Temos no ITPS e na Fapitec grandes ações em prol da Ciência e Tecnologia. A Fapitec é uma fundação que trabalha para estimular o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica, incentivar a inovação nas empresas sergipanas e o empreendedorismo para novos negócios. Os recursos disponibilizados através dos editais têm proporcionado às empresas sergipanas mais competitividade e maior inserção no mercado, como também aproximado os pesquisadores das áreas estratégicas orientadas pela política de desenvolvimento econômico e de ciência e tecnologia do Estado. Já o ITPS é uma autarquia especial do Estado que atua com foco na política governamental relativa à promoção e realização de estudos, pesquisas científicas e tecnológicas, bem como à prestação de serviços técnicos, sob a forma de ensaios, testes e análises nas áreas da ciência e da tecnologia, da metrologia, da qualidade de bens e serviços, e de química, microbiologia e resistência de materiais.

JLPolítica - Há uma interlocução produtiva da Sedetec com as universidades sergipanas, pública e particulares?
JAC -
Sim, e estamos muito mais próximos.

JLPolítica - O senhor não acha que Sergipe estaria no atraso no território do empreendedorismo de tecnologias de ponta, mais finas e requintadas?
JAC -
Temos que avançar cada vez mais. Mas recomendo que aguardemos a nova gestão do SergipeTec.

José Augusto de Carvalho assina a posse de Brenno Barreto no comando do SergipeTec, hoje no Sebrae
DAS DECISÕES TOMADAS E TORNADAS COLETIVAS
“Monocraticamente jamais. Interagimos com todos os entes do governo e dou especial destaque à grande frequência com que falamos com a Sefaz, pois o secretário Marco Queiroz é um grande parceiro. O governador Belivaldo acompanha de perto todas as nossas ações e É um maestro nas tomadas de decisão”


JLPolítica - A cúpula da Sedetec ouve os setores produtivos sergipanos nas suas tomadas de decisões ou age monocraticamente?
JAC -
Monocraticamente jamais. Interagimos com todos os entes do governo e dou especial destaque à grande frequência com que nós falamos com a Sefaz, pois o secretário Marco Queiroz é um grande parceiro.

JLPolítica - O governador Belivaldo Chagas acompanha de perto e cobra ações concretas da Sedetec ou é frio e distante?
JAC -
O governador Belivaldo acompanha de perto todas as nossas ações, interage conosco em grande frequência, e também é um maestro nas tomadas de decisão.

JLPolítica - Como está sua saúde pessoal depois daquele susto?
JAC -
A saúde está perfeita, o gato aqui perdeu duas vidas, mas sobraram cinco (risos).

JLPolítica - Seu irmão, o empresário Fernando Carvalho, é metido a pensador dos aspectos desenvolvimentistas de Sergipe. Gosta do tema. Ele lhe dá alguma contribuição no campo das ideias?
JAC -
Nossas conversas são frequentes, contando também com o deputado federal Laércio Oliveira. Somos viciados em pensar no futuro de Sergipe, a nossa terra.

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